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Afinal, qual é o lugar de criança?

Crescemos ouvindo a frase que diz que “lugar de criança é na escola“. Não sei ao certo quando o jargão começou a ser realmente usado com força, mas durante a fase da elaboração e primeiros anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, foi realmente muito utilizado.

O que nos era apresentado? Crianças nas ruas, nos semáforos, trabalhos forçados tanto em condições sub humanas, quanto em condições um pouco melhores, mas também privadas da vivência saudável de sua infância e impedidas de conhecer, de ir atrás do conhecimento, de descobrir as verdades das coisas. Alguém acha que isso é certo? Entre esta realidade e essas mesmas crianças estarem dentro de uma sala de aula, recebendo alguma alimentação e podendo ter momentos de brincadeiras, qual você escolheria como sendo “lugar de criança”? Ora, pois! Nenhuma pessoa com o mínimo de caráter diria que não seria na escola. A questão é que quando algo é apresentado de forma ambivalente, tendemos a escolher entre um ou outro, como se não existissem outras opções. 

No caso, o “lugar de criança” deve ser aquele no qual ela possa crescer de maneira integral, possa vivenciar sua infância da maneira mais plena possível, possa ter contato com a maior sorte de experiências com a natureza, que brinque com seus pares, mas também que vivencie a forma de agir de crianças mais velhas e mais novas, que seja exposta a situações nas quais deva tomar decisões cabíveis à sua idade e que permitam que sofra as consequências de suas decisões para que assim amadureça, perceba o mundo real.

A resposta à pergunta “Qual o lugar de criança?”, possui inúmeras possibilidades de respostas plenamente compatíveis com uma infância feliz, saudável e intelectualmente emocionante. Pode ser que para a família X a escola seja o ambiente que escolheram porque confiam naqueles professores, já estudaram ali, etc. Talvez para a família Y o ambiente familiar, inserido num contexto de educação domiciliar represente a circunstância mais saudável para eles que, talvez tenham encontrado ambientes e situações muito ruins em sala de aula e estejam dispostos a prover o melhor ambiente para o desenvolvimento de quem eles amam. Existem ainda famílias que desejariam acompanhar bem de perto alguns conteúdos e permanecer com as crianças matriculadas para apenas algumas matérias.

Talvez, para alguns casos seja necessário que a criança esteja sob olhos cuidadosos, com vistas a não parar em abandono intelectual ou sofrer quaisquer tipos de abusos, situações que são e sempre deverão ser encaradas como crime. Com certeza.

Porém, está na hora de começar a ampliar os horizontes, retirar os antolhos que nos colocaram na cabeça, com o intuito de fazer-nos olhar apenas o que gostariam que víssemos.

Cibele Scandelari

 

Abaixo deixo um vídeo que trata de “Lugar de criança: um olhar sobre a educação no Brasil”.

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0-4 Anos, 5-10 Anos, Homeschooling, Materiais, Vídeos

Latim para Crianças: o material

Olá pessoal!

No post anterior eu trouxe uma dica bem legal de material para o trabalho da língua latina com as crianças. Hoje resolvi colocar aqui para vocês um vídeo para mostrar o que vem dentro desse material. Perdoem a cinegrafista amadora. Mas mãe homeschooler é assim mesmo: filmagem é quando as crianças foram dormir, quase de madrugada e se o cachorro não colaborar é o que temos…rsrsr. Para aqueles que se interessarem o link para a compra do material é https://go.hotmart.com/Y11596912W

Segue o vídeo!

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Um super abraço e bons estudos!

Cibele

5-10 Anos, Homeschooling, Vídeos

Oportunidades educativas

 

CIÊNCIAS – O Ciclo da água

Para a Feira de Ciências deste ano, minha mais velha de 8 anos, escolheu apresentar sobre o ciclo hidrológico. Minha intenção aqui não é redigir um texto explicativo sobre o conteúdo, mas sim deixar registrado que, muitas vezes a curiosidade natural da criança pode atropelar nosso planejamento, vir numa hora pouco comum e, mesmo assim ser extremamente rica e criar marcas profundas na memória de todos na família, mesmo parecendo ser uma “bobeirinha”.

Eu havia planejado, para 2018, um estudo tranquilo, lento para ciências, pois dou mais ênfase para linguagem e matemática. O estudo giraria em torno do corpo humano. Poucas coisas de cada vez. No entanto, em um domingo de sol, minhas filhas resolveram me bombardear de perguntas sobre o vapor, sobre o gelo, sobre a água. Pensei, por um instante: domiiingo!! O instante passou e lá fui eu começar a explicar sobre o ciclo da água. Aproveitei as panelas no fogão, o gelo que ia para o suco, o dia quente com algumas roupas no varal e…voilá! Trabalhamos o conteúdo do Ciclo Hidrológico inteirinho. Inclusive fizemos algumas experiências como quanto tempo leva para uma quantidade X de água congelar? E derreter ao sol? E evaporar ao sol? Elas viram a água começar a entrar em ebulição e fizemos a experiência da sublimação (estado sólido para gasoso). Sempre com cuidado.

No dia seguinte, entreguei uma sequência lógica do ciclo para que pintassem e colocassem em ordem. A mais velha teve que escrever as etapas após colá-las.

Quando a feira se aproximou, era sobre isso que ela gostaria de falar. Sobre o domingo que passou junto da mãe e da irmã, fazendo experiências, dando risadas, criando hipóteses. Não podemos subestimar o valor das estreitas relações familiares e da alegria como base para o aprendizado.

Quando voltamos a revisar o assunto para a sua apresentação, Maria tinha guardadas em sua memória todas as etapas. Isso possibilitou que eu trabalhasse outros fatores para a apresentação como impostação da voz, volume, postura, sequência, desinibição, auto controle, confiança.

Não deixe de aproveitar momentos do seu dia a dia ótimos para ensinar e aprender só pelo fato do conteúdo não ter sido escrito em seu planner ou ser domingo…férias…aniversário…se jogue! Curta o momento, dê risada. Faça tudo isso de maneira leve, recheada de intenção educativa e você terá criado, muito provavelmente, uma memória de infância e, de quebra seus filhos terão aprendido, de maneira extremamente significativa um conteúdo formal curricular.  Assim se deu conosco e, espero que possamos passar por mais domingos como aquele.

Um abraço!

Cibele

Áreas do Conhecimento, FAQ, Homeschooling, Matemática, Materiais, Vídeos

Saxon: conheça o material por dentro.

Há um tempo atrás, pensei que seria interessante mostrar o material da Saxon em vídeo pois, para muitas famílias, conhecer o material por dentro seria algo difícil. Pessoalmente, escolhi depois de ter tido contato “ao vivo”, através de uma querida amiga que já havia comprado para os filhos. Por isso, resolvi gravar este vídeo. Já aviso que a gravação foi bem caseira e que se não fosse naquele momento, talvez eu não gravasse mais…rsrsrs. Meu ego diz: “Grave outro, num ângulo mais favorável…” e minha razão diz “Vai esse! Trabalha tua humildade e você tenta melhorar para os próximos!”. Então é isso! Resolvi postar assim mesmo.

A Saxon é a escolha da maioria das famílias homeschoolers americanas e é um dos materiais indicados para o estudo da matemática no livro The Well Trained Mind, da Susan Wise Bauer. Espero mesmo que ajude muitos pais a decidirem qual o melhor material e abordagem a ser escolhida para a suas famílias, de acordo com as suas realidades.

Caso você não tenha lido, o link do texto SAXON MATH, poderá encontrar algumas outras considerações sobre o material que não estão contempladas no vídeo.

Segue o vídeo!!

FAQ, Homeschooling, Vídeos

Barlavento para Rede Massa – SBT

Pouco antes da votação do STF a respeito do homeschooling, o grupo de apoio de Curitiba participou de algumas entrevistas. Uma delas foi para a Rede Massa, filiada do SBT no Paraná e foi ao ar no dia 27/08/2018. (Você pode encontrar as demais entrevistas nos seguintes links: RPC, Sempre Família – Gazeta do Povo, Rede Evangelizar e Rádio Olinda)

Novamente, fizemos questão de mostrar que famílias homeschoolers são formadas por pais realmente preocupados com o desenvolvimento integral de seus filhos. A entrevista aconteceu durante um de nossos encontros, onde organizávamos 3 aniversários e não abrimos espaço para a dúvida da socialização: não, crianças homeschoolers não ficam presas dentro de casa.

Sobre o infeliz comentário do psicólogo entrevistado, rebato dizendo que o homeschooling não é uma brecha para pais que negligenciam seus filhos poderem tirá-los da escola e “negligenciarem ainda mais”. Isso é abandono intelectual e sim, ISSO é crime e é facilmente detectado cabendo ali o rigor da lei. Pais que não acompanham o andamento da evolução e dificuldades dos filhos vêem na escola uma possibilidade para não ter responsabilidades. Homeschooling dá TRABALHO, não é fácil e está no oposto do que pais desconectados de seus filhos almejam.

Confira a entrevista na íntegra e deixe sua opinião!