Família, Sem categoria

Dicas de atividades para as férias!

OBA! FÉRIAS!!  ….MAS…O QUE FAZER???

Você já decretou que seus filhos estão de férias? Tão bom ter o poder para fazer isso, não acha? Eu estou amando! Que coisa gostosa! Sim! É gostoso, mas como ter atividades para tantos dias? Criatividade de homeschooler também pode desacelerar… Mas, você acha que homeschooler não tira férias? Falei sobre isso NESTE texto, dá uma conferida!

De qualquer modo, como entreter os amores das nossas vidas da maneira correta? Pensando nisso, com muito carinho, elaborei uma listinha de atividades para o período das férias, pensando em oportunidades para a geração de valiosas memórias de infância! Espero que esta lista seja uma forma de aguçar a criatividade de vocês! Ah! Como sou curitibana e morei a vida toda aqui, muitos passeios são da cidade mesmo. Mas se você não passará por aqui a passeio, tenho certeza de que a sua cidade possui encantos que apenas turistas conhecem e que os moradores acabam nunca prestigiando. Dê uma garimpada!

Bom… antes de deixar a lista aqui, queria dizer que descansar não é ficar sem fazer nada mas, sim, mudar de atividade. O passeio no shopping não é a única opção, temos que aproveitar as férias para fazer um “monte de coisas” que não conseguíamos durante as aulas, coisas diferentes, que entusiasmam, que também nos façam aprender e que nos façam melhores. Aviso que a lista abaixo não vai apresentar atividades estrambólicas, coisas muito diferentes. Pretendo com ela, relembrar que algumas coisas são mais simples do que pensamos e que precisamos apenas dar mais atenção e por carinho em certas ocasiões. Para que esta lista de dicas funcione, gostaria de frisar algo importante: para cada ponto levantado, crie uma atmosfera diferente, crie expectativa, invente uma maneira de que aquele momento, aquela atividade tenha um sabor marcante. Por exemplo: assistir a um filme, pode ser algo banal de período de aula…mas se o filme tiver sido escolhido por votação, com antecedência e ao longo da semana os pais vão dando umas cutucadas para aguçar a curiosidade sobre o enredo, se a sala for arrumada de maneira diferente, se as crianças participarem da elaboração dos petiscos para a sessão caseira de cinema, tudo terá uma marca única e o filme não será mais, apenas, o filme.

Seguem algumas opções!

  1. Comecem elaborando uma lista do que gostaríam de fazer nessas férias – juntamente com as crianças, familiares que sempre estão por perto, amigos. Que tal um cartaz feito pelas crianças?
  2. Montar um presépio, coroa do Advento e a árvore de Natal bem legal.
    3. Livros – leiam muito para seus filhos. Temos alguns indicados em nossa Porção de Análise Literária Infanto-Juvenil. Aqui está uma indicação de um blog com livros por faixas etárias: Regando a Imaginação.
    4. Filmes – lista com filmes que valem a pena – http://www.portaldafamilia-filmes.blogspot.com.br. Vejam também outras opções em http://www.quadrante.com.br.
    5. Assistir filmes com outras pessoas, amigos, parentes. Para a sessão de cinema em casa, combinem com os filhos uma sessão de culinária. Sessão da tarde precisa ser especial!!
    6. Convidem os amigos dos filhos para passar uma tarde junto! Que tal cada família trazer um jogo de tabuleiro diferente?
    7. O que acham de uma noite do pijama, para os maiores? Se não der com os amigos, que tal primos? Não dá com os primos? Que tal acampar papai, mamãe e crianças na sala de casa? E antes de dormir, histórias e animais de sombra feitas com as mãos! Se vocês combinarem isso dias antes e colocarem uma contagem regressiva em algum lugar da casa, gerará uma expectativa bem legal e o programa será apreciado antes mesmo de começar! Isso vale para muitas outras atividades aqui listadas.
  3. Montem uma lista de parques da cidade e visitem cada um deles. Andem, corram explorem seus espaços. Convidem mais pessoas para ir junto! Na cidade temos 22 parques, quantos vocês conhecem? www.parquesepracasdecuritiba.com.br
    9. Ir ao cinema com amigos, com a família.
    10. Passeios de bicicleta com os amigos. Ciclovia de Curitiba é espetacular. Se viajarem, vejam se dá para levar a bicicleta também.
    11. Época de pescaria – uma vara com anzol e isca é bem barato e é um esporte novo. Informem-se. Existem muitos pesque/pague próximos da cidade. Esses locais geralmente possuem trilhas, cavalos, pedalinhos, parquinhos, pomares…
    12. Sábados à noite – Vão até a Rua das Flores. Que tal tomar um sorvete num horário diferente? Nesta época do ano algumas famílias enfeitam bastante suas casas…que tal procurar essas casas?
    13. O que acham de montar com todos em casa, vai demorar um bom tempo, um quebra cabeça gigante? Enquanto os pais montam um grande, os menores podem estar por perto com quebra-cabeças mais simples.
    14. Pense em artes – o que vocês poderiam pintar, montar, esculpir… Em algumas ocasiões deixem que pintem com tinta guache em grandes pedaços de papel kraft. Se não tiver espaço em casa seguro para as brincadeiras com tinta, reserve o banheiro. A brincadeira acabou? Direto pro chuveiro!
    15. Se o clima de Curitiba permitir, observem as estrelas! Pode ser uma atividade bem rápida com os menores, mas pode despertar interesses. Programas de astronomia para acessar: Skymap, stellarium… Entre no site : http://www.astromador.xpg.com.br ou em Astrotips.com – há dezenas de programas astronômicos. O céu de dezembro e janeiro é espetacular: 3 Marias, Órion, Cão Maior… Que tal ir atrás de uma luneta?
  4. Ainda sobre o céu… Informem-se sobre as apresentações públicas, gratuitas que acontecem em alguns domingos no planetário do Colégio Estadual do Paraná.
    17. Um site muito legal com dicas para passear “Conheça Curitiba a pé” – história, arte,…
    18. Incluir as crianças em grandes organizações da casa…ou então na grande organização do seu próprio quarto.
    19. Se viajarem, na outra cidade, não fiquem em casa. Façam um roteiro para conhecer praças, casas, igrejas, nomes dos bairros, ônibus, lagos… Incluam as crianças nas pesquisas por esses lugares.
    20. Visitem museus (Olho, Botânico, Expedicionário, biblioteca pública,…). Pesquisem anteriormente algo sobre as exposições e conversem com as crianças sobre o que farão e o que virão. Durante a visita, converse com seus filhos sobre tudo o que estão vivenciando. O que eles acham daquela obra? Gostam? Não? Por quê? O que sentem ao olhar para aquele quadro? Tirem fotos da visita, das peças que mais gostaram. Depois revelem as fotos e montem um álbum. Mas não deixem de registrar as impressões e falas das crianças a respeito das obras e do passeio em si.
    21. Na praia, acordem cedo para ver o nascer do Sol, a maré bem baixa, para correr na praia, andar de bike, ver os pescadores chegando com as redes, ajudar a puxar as redes, pegar onda, mergulhar, …
  5. Ir ao zoológico e fazer um pic-nic junto de amigos.
    23. Andar de bicicleta/patinete/skate;
    24. Jogar boliche;
    25. Fazer um robô, barco, nave espacial com caixas de papelão. Buscar as caixas já pode ser uma bela atividade. Que tal ir buscar no mercado municipal?
    26. Organizar um calendário de pic-nics: só a família, com os primos, com amigos, com bicicletas, preparados pra jogar bola…
    27. Cozinhar: incluir os filhos nessa tarefa corriqueira. Ou então combinar uma receita especial.
    28. Visitar uma livraria: Saraiva, Cultura, Curitiba…
    29. Ir à um parque de diversões: roda gigante, mexicano, montanha russa…
    30. Ajudar a mãe nas compras do supermercado;
    31. Dia dos jogos de tabuleiro! Que tal começar a criar uma tradição familiar? Talvez marcar uma noite na semana para os jogos. Uma noite com comida diferente e sem televisão!
    32. Plantar uma árvore e ver crescer nas férias. Pode ser também uma hortinha. Comecem agora em Dezembro!
    33. Oficinas de artesanatos e jogos: há várias em Curitiba.
    34. Visitar a Casa da Bruxa no Bosque do Alemão.
  6. Pizzaria Boca de Forno (Curitiba) – Localizada no bairro Champagnat, a pizzaria possui o Espaço Mirim, onde as crianças de 3 a 12 anos, acompanhadas por monitores, produzem pizzas para consumo próprio (uma doce e uma salgada). É preciso pagar pelo serviço (por hora): R$ 13,50 (2ª a 5ª feira) e R$ 16,50 (6ª a domingo) e estão incluídas as pizzas produzidas pelas crianças e bebidas.
    36. Ensinem seus filhos brincadeiras que vocês jogavam quando criança: queimada, esconde-esconde, pega-pega, bets, bolinha de gude, etc.
    37. Acampem no quintal.
    38. Visitem os avós. Levem os avós para o parque.
    39. Dia do banho nos cachorros,
    40. Dia de teatro!
    41. Pintem um quadro juntos dos filhos e depois mandem emoldurar. Grande lembrança!
    42. Montem uma corrida de obstáculos na sala de casa.
    43.Marquem um churrasco com os amigos.
    44. É verão! Tempo de guerras de bexiga com água.
    45. Façam um “show” de mágicas para a criançada (existem vários kits prontos, se a imaginação não ajudar!). Precisa treinar…
    46. Dê uma olhada geral nos brinquedos junto com os filhos e separe o que dá para usar ainda, o que dá para jogar fora e o que dá pra doar. A visita de doação pode ser uma atividade marcante e super importante para o crescimento dos pimpolhos.
    47. Lavar o carro com o papai (ou mamãe!)
    48. Brinquem com os pequenos de observar as nuvens e seus formatos.
    49. Visitem uma cidade turística próxima: A Lapa é sensacional!
  7. 50. Que tal assar um churrasquinho na Estrada da Graciosa? Um banho de rio no Rio Nhundiaquara? Que delícia! Não esqueçam o repelente! Chamem a atenção das crianças para a beleza da natureza, para cada detalhe do passeio. Isso ajuda a educar a afetividade dos pequenos!
    51. Monte um álbum de fotos, conversem sobre as imagens.
    52. Monte um calendário para o ano seguinte: aniversários, dias cívicos, início das aulas…
    53. Brinque com jogos, como dominó, baralho, memória, etc.
    54. Leve os cachorros para passear – todo dia.
    55. Faça o dia das fotos e tire as mais engraçadas que conseguir.
    56. Tomem um banho de chuva (cuidado com os raios!)
    57. Desenho com giz no quintal/calçada/rua: obras de arte.
    58. Brinquem na lama. Os pais também!
    59. Soltem pipa: cuidado com a fiação.
    60. Organizem juntos as papeladas dos estudos e das gavetas.
    61. Registrem seu dia, o que vocês fizeram, por meio de vídeos, desenhos e outros. Montar um diário de bordo. Isto fica para toda vida como recordação.
  8. 62. Confeccionem pó colorido com amido de milho, água e corante comestível. Depois de seco e peneirado, brinquem de guerra colorida. Essa atividade é inspirada no Festival das Cores que acontece na Índia. Confiram a receita e passo a passo AQUI.
  9. 63. Caso as crianças tenham idade suficiente, brinquem de “Gato Mia”, em casa, com tudo escuro. Uma de minhas memórias de infância mais queridas, é a da minha mãe brincando conosco dessa brincadeira. Afastem os móveis, protejam os cantos, deixem tudo bem escuro e se divirtam! Talvez algumas crianças gostem de estar junto a algum adulto.
  10. 64. Crie uma Caça ao tesouro! Pode ser em casa, no parque, na praça. Com ou sem amigos. Pouco ou muito elaborada.
  11. 65. Visitem um asilo. Esta pode ser uma atividade impactante para muitas crianças.
  12. 66. Visitem o Borboletário Serelepe. Uma passeio super divertido e instrutivo. Conheça um pouco sobre o Borboletário AQUI.

Você tem alguma dica? Manda que eu acrescento aqui!

Um ótimo tempo de mudança de atividades! Desejo que seja repleto de muitas risadas!

Abraços!

Cibele

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FAQ, Homeschooling, Sem categoria

Pretende praticar homeschooling até quando?

Sempre que me perguntam isso, sinto uma forte vontade de responder: “Para sempre! Os netos inclusive!”. Então, meu anjo da guarda me lembra que quem me pergunta pode não fazer a menor ideia de tudo o que envolve o estilo de vida homeschooler e posso parecer, no mínimo, uma extremista desconectada da vida real e que cria os filhos afastados da diversidade proporcionada pelo mundo. Então, me seguro e respondo com um pouco mais de prudência.

Não tenho bola de cristal. O mundo muda bastante e muito rápido. Sendo assim, minha resposta é baseada no que minha família vive hoje e no testemunho que tenho de outras famílias amigas que admiro muito. Com base nessa vivência, acredito que os benefícios encontrados no estilo de vida homeschooler são tantos e tão profundos que não consigo imaginar um bom motivo para voltar para sala de aula, a não ser que no país a prática fosse criminalizada. Se essa possibilidade se tornasse realidade, devido ao que isso representa para a família e para o exercício do pátrio poder dos pais com relação aos filhos, eu colocaria todos os meus esforços para ir embora para um país que respeitasse meu direito sobre a educação dos meus filhos. Sem sombra de dúvida. Não posso dizer que conseguiria, mas tentaria com tudo o que estivesse ao meu alcance.

O homeschooling proporcionou à minha família uma aproximação real e palpável, nos tornamos reais protagonistas da educação de nossas filhas (e não apenas com relação aos conteúdos ditos formais, mas principalmente com relação ao desenvolvimento da integralidade de cada filha), a profundidade do aprendizado aumentou, a educação tornou-se muito mais personalizada, mais direcionada às suas inclinações e pré disposições, as dificuldades de cada menina pôde ser acompanhada no seu ritmo e sanada de forma gradual e respeitosa. Passamos a nos conhecer mais. Passamos a querer melhorar mais uns pelos outros. Isso pode acontecer com uma família escolarizada? Creio que sim, mas nem tudo nessa intensidade. Falo isso por ter vindo de uma família escolarizada e por ter sido professora por muitos anos. Sim. O homeschooling é muito bom. Vejam, apesar de não ser algo impossível, não estou dizendo que é fácil. Neste artigo, explico os motivos que fizeram com que escolhêssemos o homeschooling para nossa família: “Por quê escolhi o homeschooling?“.

Dito tudo isso e por causa dessas questões, volto a afirmar que, se depender de mim, de acordo com a experiência vivida até aqui, minhas filhas serão homeschoolers, no mínimo até o final do Ensino Médio. Se eu encontrar alguma dificuldade com algum assunto ou conteúdo, contrataremos tutores para nos auxiliar, cursos específicos, contaremos com a ajuda de amigos queridos. 

A sala da minha casa, o passeio no parque recheado de amor e intensão educativa, a feira de ciências tão carinhosamente organizada são exemplos tão, tão ricos que mesmo que se a melhor escola estivesse de frente à minha casa, não colocaria minhas filhas de volta numa sala de aula. Vivo hoje uma qualidade de vida que a rotina escolar não pode proporcionar. Só terei a infância delas uma vez e nunca mais. Por isso escolho o caminho estreito da vida homeschooler. 

Homeschooling, Sem categoria

Homeschooler tira férias?

Não sei vocês, mas aqui em casa, estamos já contando os dias para as férias. O livro de português da mais velha foi finalizado em agosto e iniciei outro por desencargo de consciência. Matemática da Saxon faltam apenas 6 tarefas. A minha doçura de 5 anos já está com o livro de alfabetização praticamente inteiro feito e o de matemática parece mais brincadeira pra ela. As outras disciplinas estão mais ou menos assim. Dessa forma, impossível não pensar, e com justiça, no merecido descanso. No entanto fico pensando…será que família homeschooler realmente tem férias? Me faço essa pergunta justamente por não serem essas as nossas primeiras como família educadora: começo a perceber que o estilo de vida de quem estuda em casa muda muitas coisas mesmo.

Quando estamos na escola, ou quando temos nossos filhos em salas de aula, as férias representam a quebra radical da rotina. Muitos estudantes, quando pensam em férias, não querem chegar perto de um livro, alguns sonham com dias inteiros de sono e maratonas de séries de TV, aprender é visto como difícil, penoso e estafante (em alguns aspectos podem estar certos).  O objetivo, para muitos é o não fazer nada. Penso que isso aconteça muito por causa da rotina estressante, do ir e vir do trânsito caótico das cidades, da presença massiva de conteúdos totalmente dispensáveis para a vida real (e que o adolescente percebe já de cara), etc. Mas uma família homeschooler possui uma rotina bem diferente. O estilo de vida proporcionado pela educação “domiciliar” é algo que permeia tudo na família. Horários flexíveis, possibilidade de matar uma dúvida real, aprender de acordo com o seu tipo de inclinação natural (auditiva, visual, cinestésica, etc). Dependendo da maneira como a família encarou o aprender, este pode ter sido introjetado de tal maneira na rotina que seja, no mínimo interessante pensar em como se daria a vida sem isso. Falo isso por já ter percebido uma crescente e autônoma vontade de conhecer, compreender e aprender em minhas filhas. Muitas vezes as perguntas, os temas de estudos acabam partindo delas e não de mim. Devo freá-las nas férias? Creio que não…

Ao meu ver aprender deve ser uma deliciosa aventura. É algo bom. Não deixamos de querer aquilo que nos empolga, que nos maravilha, que dá sentido aos nossos dias. No entanto, o descanso é vital. É necessário…para todos os envolvidos (consigo visualizar as mães…balançando a cabeça positivamente).

Sendo assim, penso que as férias homeschoolers são uma saudável e necessária mudança de rotina. Um ir ao encontro do saber de outras formas, talvez mais leves e livres, mas nem por isso, menos importantes e eficientes. Talvez, as aulas em frente a livros deem uma boa rareada, mas os passeios cheios de observações por um parque, uma viagem a um lugar com bons museus, a leitura em voz alta de um tema novo e empolgante possam e devam ter seu lugar nesses dias de ver a vida com leveza, mas sempre com curiosidade e sede de compreender, conhecer, desvendar. Talvez as férias sejam momento de realçar laços de família, tão necessários para uma psiquê  bem sustentada, capaz de amadurecer e absorver da maneira adequada novos e importantes conhecimentos. 

Bom, por aqui o planejamento das férias que se aproximam, não será “fazer nada”. Não teremos hora de estudo…mas continuaremos a cutucar a amorosa curiosidade… Se posso resumir em uma frase será “descobrir formas agradáveis de continuar a conhecer a beleza da vida, juntos…saboreando a brisa do verão, o colo dado em momento inesperado, a presença um do outro”.

 

Cibele

FAQ, Homeschooling, Metodologias, Sem categoria

Qual o melhor método educativo?

Ao pensarmos em nossos filhos é normal, assim deve ser mesmo, que queiramos dar a eles o melhor que estiver ao nosso alcance. Dentre tantas coisas, dar a melhor educação é algo que a maioria dos pais almeja. Isso não é diferente com pais homeschoolers. Temos sede de conhecer todas as metodologias e saber qual delas é a melhor. Muitas vezes, admiramos muito uma família, a maneira como a mãe conduz sua rotina diária, nos admiramos com a forma como ela encaminha o aprendizado dos filhos. Aquela família linda passa a ser nosso modelo, queremos que a nossa caminhe nos mesmos passos. No entanto, o que funciona para uma pode não funcionar para outra. 

Creio que devemos realmente conhecer, o mais fundo que pudermos, cada metodologia que nos for apresentada, que formos descobrindo, nos interessando. Porém, acredito ser necessário nos conhecermos e conhecermos as pessoas que nos rodeiam para que não apliquemos com aqueles que amamos princípios tecnocratas.  A educação é algo pessoal. 

Conheço uma família que a mãe é a organização em pessoa. As pastas de atividades dos filhos são lindamente catalogadas, tudo é planejado com muita antecedência e cada atividade cumprida dentro de um padrão previamente combinado. Seus filhos REALMENTE estão aprendendo. Ela segue o currículo americano e está feliz da vida. Acho lindo e aos poucos tento implementar algumas coisas, mas preciso ter a consciência de que somos diferentes. Essa consciência me ajudará a não me frustrar, esperando resultados iguais.

O mesmo acontece para com os métodos. Existem diversos e é necessário estudá-los para conhecê-los. Mas é importante que cada família, além da liberdade de escolha, tenha também a tranquilidade de fazer as alterações que lhe aprouver ao longo dos estudos. Engessar um processo de aprendizado dentro de uma metodologia, só porque sim, não faz sentido.

Sendo assim, acredito que a metodologia pode sim ser uma combinação de elementos de várias vertentes. O que impede uma família que optou pelo método Montessoriano incluir em sua rotina a observação da natureza e o Diário da Natureza de Charlotte Mason? Qual é o mal que isso pode trazer? Uma mãe que está estudando os diferentes meios pode se apaixonar por uma atividade específica de uma vertente, mas ser “adepta” de outra. Seu filho está aprendendo de maneira verdadeira? O processo é prazeroso?

Dito tudo isso, posso colocar aqui o que euzinha considero importante em um método para a prática do Homeschooling. Acredito que uma boa metodologia deve considerar a pessoa como um ser integral e não focar apenas no intelecto. Para mim isso é essencial. Por isso, gosto da abordagem de Charlotte Mason, Educação Personalizada de Victor Garcia Hoz e da Educação Clássica. Ainda tenho muito a estudar, mas o respeito pela integralidade do ser humano nessas 3 abordagens é belíssima.  O cuidado com a formação do caráter, da vontade, aliado à excelência acadêmica são um desafio apaixonante. Desafio? Sim. Educar de verdade não é algo fácil. Muita água deve rolar debaixo da ponte e o cuidado dos pais deve ser constante.

Bom, vale a pena conhecer as vertentes pedagógicas. Inclusive aqueles que não deram certo para que saibamos identificar o joio no meio do trigo. Podemos conversar sobre elas…veremos. 🙂

 

Cibele Scandelari

FAQ, Homeschooling, Sem categoria, Vídeos

Barlavento para RPC – Rede Globo

No dia 16/05/2018, o grupo de apoio de famílias homeschoolers de Curitiba, em um de seus encontros semanais, participou de uma entrevista para a Rede Paranaense de Comunicação (filiada à Rede Globo). Algum tempo mais tarde o grupo também participou de outras entrevistas. Confira as mesmas nos seguintes links: Rede Massa, Rádio Olinda, Sempre Família – Gazeta do Povo, Rede Evangelizar.

No geral, a entrevista para a RPC foi bastante positiva. As imagens do grupo de apoio mostram claramente que a interação social acontece. O especialista convidado a falar sobre o assunto destaca a existência de péssimas escolas e, com isso, a necessidade de livrar as crianças desses ambientes. Reforça a necessidade dos pais que adotam essa modalidade, de estarem sempre estudando para que possam oferecer bons conhecimentos aos filhos. Voltando à questão da socialização, o educador convidado destaca que atualmente as escolas têm encontrado dificuldades neste quesito devido a tantos problemas que o professor tem que dar conta. Sobre isso, ele destaca que a convivência entre os alunos acontece majoritariamente nos intervalos e recreio e afirma que, quando estão em aula o professor gasta, em média 15 minutos exigindo silêncio, respeito, apartando brigas, etc.

Uma das mais positivas reportagens a respeito da educação domiciliar, realizada antes da votação do STF. Vale a pena conferir! LINK LOGO ABAIXO!

https://globoplay.globo.com/v/6738887/