Homeschooling, Sem categoria

Família Barlavento para Vida nos Trilhos – Podcast

E nesta sexta, dia 08/02/2019, tive o prazer de participar do podcast Vida nos Trilhos a convite dos simpaticíssimos Edward Schimitz e  Jeferson Peres.

Conversamos sobre homeschooling e alguns dos mitos que atualmente pairam sobre o imaginário popular a cerca do tema. Foi muito bom!

Procure compartilhar com seus amigos! Principalmente se você acredita que este conteúdo pode ajudar alguém em específico.

#vidanostrilhos

Segue a entrevista! VIDA NOS TRILHOS – Entrevista Cibele Scandelari

 

FAQ, Homeschooling, Sem categoria, Vídeos

Afinal, qual é o lugar de criança?

Crescemos ouvindo a frase que diz que “lugar de criança é na escola“. Não sei ao certo quando o jargão começou a ser realmente usado com força, mas durante a fase da elaboração e primeiros anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, foi realmente muito utilizado.

O que nos era apresentado? Crianças nas ruas, nos semáforos, trabalhos forçados tanto em condições sub humanas, quanto em condições um pouco melhores, mas também privadas da vivência saudável de sua infância e impedidas de conhecer, de ir atrás do conhecimento, de descobrir as verdades das coisas. Alguém acha que isso é certo? Entre esta realidade e essas mesmas crianças estarem dentro de uma sala de aula, recebendo alguma alimentação e podendo ter momentos de brincadeiras, qual você escolheria como sendo “lugar de criança”? Ora, pois! Nenhuma pessoa com o mínimo de caráter diria que não seria na escola. A questão é que quando algo é apresentado de forma ambivalente, tendemos a escolher entre um ou outro, como se não existissem outras opções. 

No caso, o “lugar de criança” deve ser aquele no qual ela possa crescer de maneira integral, possa vivenciar sua infância da maneira mais plena possível, possa ter contato com a maior sorte de experiências com a natureza, que brinque com seus pares, mas também que vivencie a forma de agir de crianças mais velhas e mais novas, que seja exposta a situações nas quais deva tomar decisões cabíveis à sua idade e que permitam que sofra as consequências de suas decisões para que assim amadureça, perceba o mundo real.

A resposta à pergunta “Qual o lugar de criança?”, possui inúmeras possibilidades de respostas plenamente compatíveis com uma infância feliz, saudável e intelectualmente emocionante. Pode ser que para a família X a escola seja o ambiente que escolheram porque confiam naqueles professores, já estudaram ali, etc. Talvez para a família Y o ambiente familiar, inserido num contexto de educação domiciliar represente a circunstância mais saudável para eles que, talvez tenham encontrado ambientes e situações muito ruins em sala de aula e estejam dispostos a prover o melhor ambiente para o desenvolvimento de quem eles amam. Existem ainda famílias que desejariam acompanhar bem de perto alguns conteúdos e permanecer com as crianças matriculadas para apenas algumas matérias.

Talvez, para alguns casos seja necessário que a criança esteja sob olhos cuidadosos, com vistas a não parar em abandono intelectual ou sofrer quaisquer tipos de abusos, situações que são e sempre deverão ser encaradas como crime. Com certeza.

Porém, está na hora de começar a ampliar os horizontes, retirar os antolhos que nos colocaram na cabeça, com o intuito de fazer-nos olhar apenas o que gostariam que víssemos.

Cibele Scandelari

 

Abaixo deixo um vídeo que trata de “Lugar de criança: um olhar sobre a educação no Brasil”.

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Ler para os pequenos – Quando e como começar?

Que devemos estimular em nossas crianças o gosto pela leitura, já sabemos bem, estamos sempre ouvindo falar nisso. Mas a partir de quando devemos ler para eles, e de que forma podemos criar uma boa relação entre a criança e as letras?

Gosto muito de uma frase de Cecília Meireles e a repito com frequência: “A Literatura não é, como tantos supõem, um passatempo. É uma nutrição.

Considerando essa comparação que Cecília faz entre nutrição e leitura, podemos lembrar que um bebê começa a ser nutrido desde o ventre, através da cuidadosa alimentação materna e das vitaminas. E é aí mesmo que podemos começar a cuidar do gosto pela leitura.

Estudos indicam que entre o terceiro e o quarto mês de gestação, o bebê já ouve a voz materna através das ondas sonoras. Neste período, a mãe pode ler em voz alta aquilo que dá prazer e é útil a ela mesma: um conto, um romance, poesias, boas leituras sobre parto/amamentação/criação dos filhos… E não, não é a mesma coisa que falar em voz alta para o bebê, porque nossa fala do dia a dia é mais simples e direta. Já a leitura em voz alta tem uma cadência própria, que serão ouvidas e “sentidas” desde o ventre. Sentidas, sim, porque pesquisas mostram que os bebês já percebem e compartilham, no ventre, do estado emocional de sua mãe.

gravida lendo com mão na barriga

Por isso, a leitura de uma poesia ou de um conto ou uma aventura pode ser, de alguma forma, sentida pelo bebê, que estará sendo introduzido neste mundo da leitura através da voz da mãe – ou do pai, que também pode ler em voz alta próximo à barriga da esposa.

Depois de nascido, o bebê começa a prestar rapidamente atenção em tudo à sua volta, a todos os estímulos e sons. Ele estará então atento ao tom de voz dos pais, às palavras que ouve, às pausas, rimas e jogos de palavras, ainda que não esteja exatamente entendendo o que é dito.

É hora de começar a ler para ele, mesmo que, no início, o bebê não entenda o que está sendo lido. Não se sabe exatamente em qual momento a leitura passa a ser compreendida pela criança como texto/narrativa, pois varia de criança para criança. O importante é ler para ela, como é importante alimentá-la bem. Alimentos coloridos e variados, com diferentes texturas, dizem os nutricionistas. O mesmo vale para os livros e leituras: estilos variados, livros coloridos e bem ilustrados, com diferentes texturas – tanto os livros, como as palavras.

mãe lendo para bebe

E depois, o que ler ou oferecer para o nosso filho, conforme a faixa etária? Devo ler apenas o que ele é capaz de entender? Continuo lendo em voz alta? Ótimas perguntas! Ficam para os próximos artigos.

Clara F Moro é mãe do Tarcísio e da Margarida, professora e especialista em literatura.

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O pequeno príncipe – Antoine de Saint-Exupéry

Olá, pessoal! Fiquei sumida por um tempo, e por isso gostaria de
explicar a falta de publicações semanais no Porção semanal de literatura
infanto-juvenil. Eu casei no dia 15/12/18! E logo depois veio o Natal e o Ano
Novo, a organização da mudança… Então a vida estava super corrida, e por
isso eu peço desculpas por ter deixado o canal sem novos podcasts. Mas
agora retomamos, e farei o possível para manter o podcast semanal.
Hoje falarei um pouco sobre O pequeno príncipe! Publicada no ano de
1943, essa é umas das maiores obras da literatura infanto-juvenil, e um
clássico da literatura em geral. Várias gerações cresceram lendo esse livro, e
ele tem muito a nos ensinar. Acredito que é indicado para crianças a partir de 7
anos, para que possa entender toda a simbologia e o significado dos diálogos
dessa novela infantil.
Primeiramente, falarei um pouquinho sobre o autor. Há muito da sua
vida pessoal no romance, conforme o que lemos em um TCC sobre O Pequeno
Príncipe, intitulado: Antoine de Saint-Exupéry: uma análise das escolhas
simbólicas na obra O pequeno príncipe. Vários elementos da vida pessoal
de Exupéry estão nessa novela. Exupéry, quando criança, tinha grande
vontade de voar. E alimentou isso durante toda a sua vida, pois se tornou piloto
profissional. Então, aquele piloto do início dessa novela pode ser o próprio
Antoine, que depois acaba conhecendo o pequeno príncipe. Além disso, o
autor, em uma conversa com o seu editor e a esposa deste, ao ser perguntado
sobre o esboço de um desenho, responde: “Nada demais. Apenas o garoto que
existe no meu coração.” O pequeno príncipe, de certa forma, era a
materialização do que Exupéry foi e também do que gostaria de ter sido na sua
própria infância.
Outro elemento simbólico é a rosa. O pequeno príncipe a considera
única, e pensa que ela é realmente a única da sua espécie existente em todos
os planetas. Mas, durante a sua viagem, percebe que há muitas rosas no
mundo. Mas, conforme aprende com a raposa foi com ela que ele criou laços,
foi a ela que ele cativou, e por isso ela é única. A esposa de Exupéry se
considerava essa rosa, conforme nos mostra esse trecho de uma carta dela ao
marido: “Então, meu querido, pense em tudo que tem a fazer e quantas
alegrias dará à sua rosa, à sua rosa vaidosa, que dirá consigo mesma: ‘Sou a rosa do rei, sou diferente de todas as outras, porque ele cuida de mim, me faz
viver”.
Em outro artigo, intitulado The Little Prince: Exploring the roots of
Wonder, de Greg Newbold, o autor comenta que a raposa apresenta ao
príncipe uma nova forma de ver o mundo. De forma geral, “esses personagens são ao mesmo tempo simples e complexos – simples em
seus enunciados e ações ligados à idade, universais e verdadeiras em suas
declarações e ações que desafiam a idade.” E temos muito para aprender com
essa raposa, e com vários ensinamentos de muitos personagens dessa história
em geral. Vamos a eles!
Comecemos com uma parte do diálogo entre o rei solitário e o
pequeno príncipe. Ao fazer algumas perguntas ao príncipe, o rei conclui dessa
forma: “— Exato. É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou
o rei. A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que se
lance ao mar, farão todos revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência,
porque minhas ordens são razoáveis.” Muitas vezes exigimos de algumas
situações e das pessoas próximas de nós mais do que elas são capazes de
nos dar. E isso também pode gerar revoluções na nossa vida. A tirania nunca é
solução. O rei nos ensina mais algumas coisas. Ao falar sobre julgamentos, diz
ao príncipe: “— Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É
bem mais difícil julgar a si mesmo do que julgar os outros. Se consegues julgar-
te bem, eis um verdadeiro sábio.” É tão fácil julgarmos e vermos os erros que
os demais cometem… E ao mesmo tempo, é tão difícil reconhecermos os
nossos próprios erros! Por isso ele diz que quem consegue julgar-se bem, é
sábio. Isso não quer dizer que sabe julgar-se quem não vê defeitos e erros em
si; e sim, quem os percebe e age para transformá-los em virtudes.
Mas há quem não aprenda com os erros, e queira usá-los como alento.
O príncipe, ao continuar sua viagem, chega em um planeta onde encontra um
beberrão. “ — Por que é que bebes? Perguntou-lhe o principezinho. — Para
esquecer, respondeu o beberrão. — Esquecer o quê? Indagou o principezinho,
que já começava a sentir pena. — Esquecer que eu tenho vergonha, confessou
o bêbado, baixando a cabeça. — Vergonha de quê? Indagou o principezinho,
que desejava socorrê-lo. — Vergonha de beber! Concluiu o beberrão,
encerrando-se definitivamente no seu silêncio. E o principezinho foi-se embora, perplexo. As pessoas grandes são decididamente muito bizarras, dizia de si
para si, durante a viagem.” São realmente bizarras. O erro torna-se alentador,
para esquecer dele mesmo!
Semelhante ao bêbado é o homem de negócios que o príncipe encontra
em outro planeta. Esse homem gasta todo o seu tempo a contar as estrelas,
pois diz que as possui: “— E que fazes tu dessas estrelas? — Que faço delas? — Sim. — Nada. Eu as possuo. — Tu possuis as estrelas? — Sim. — Mas eu
já vi um rei que … — Os reis não possuem. Eles “reinam” sobre. É muito
diferente. — E de que te serve possuir as estrelas? — Serve-me para ser rico. — E para que te serve ser rico? — Para comprar outras estrelas, se alguém
achar. Esse aí, disse o principezinho para si mesmo, raciocina um pouco como
o bêbado.” O bêbado queria esquecer que bebia tomando um pouco mais.
Este, conta todas as estrelas, diz que é dono delas, e por quê? Para que possa
comprar ainda mais estrelas. Lembremo-nos de que a simples posse, por ela
mesma, não traz felicidade e satisfação para ninguém.
Mas, em outro país, o príncipe encontra um sujeito pelo qual se
interessa. É um acendedor de lampiões que não tem descanso. “Esse aí, disse para si o principezinho, ao prosseguir a viagem para mais longe, esse aí seria desprezado por todos os Outros, o rei, o vaidoso, o beberrão, o homem de
negócios. No entanto, é o único que não me parece ridículo. Talvez porque é o único que se ocupa de outra coisa que não seja ele próprio. Suspirou de pesar e disse ainda: Era o único que eu podia ter feito meu amigo. Mas seu planeta é mesmo pequeno demais. Não há lugar para dois …” Foi o único que ele encontrou que preocupa-se com algo externo a eles mesmos. O homem de negócios, só queria saber da sua riqueza; o beberrão, da sua tristeza e da sua satisfação; o rei, apesar de pensar um pouco mais, só queria ter súditos para poder exercer seu poder; e o vaidoso, só queria admiradores, e não amigos.
Isso é o que o egoísmo faz com todos: impede as relações humanas,
impossibilita as amizades.
E finalmente temos os belos ensinamentos da raposa! “A raposa calou- se e considerou por muito tempo o príncipe: — Por favor… cativa-me disse ela. — Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer. — A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos, Se tu queres um
amigo, cativa-me!” Ela ensina o príncipe que cativar significa criar laços. Por isso ela diz que os homens não conseguem mais amigos, porque não se dão ao trabalho de criar laços com os demais. É por isso também que, ao despedir- se dele, ela diz o seguinte: “— Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É
muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. — O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. — Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante. — Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. — Os homens esqueceram essa verdade,
disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente
responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa… — Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.”
Tudo que é essencial nessa vida é invisível, e só podemos sentir: Deus, (a
quem vemos apenas através da fé), o amor, as amizades verdadeiras, a
alegria, o companheirismo… Tudo isso só é visto através do coração. Em
seguida, a raposa fala o trecho mais famoso do livro O pequeno príncipe: Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Ou seja: você tem
responsabilidade com as pessoas com as quais você criou laços. Por isso uma esposa tem responsabilidades com seu marido, e vice versa; o pai e a mãe
com seus filhos; os filhos com os pais; os irmãos; e os amigos. Não é possível
desprezar e esquecer uma pessoa que eu cativei.
Por fim, temos um último trecho que considero muito interessante: “ — Bom dia, disse o principezinho. — Bom dia, disse o vendedor. Era um
vendedor de pílulas aperfeiçoadas que aplacavam a sede. Toma-se uma por semana e não é mais preciso beber. — Por que vendes isso? perguntou o
principezinho. — É uma grande economia de tempo, disse o vendedor. Os peritos calcularam — A gente ganha cinqüenta e três minutos por semana. — E que se faz, então, com os cinqüenta e três minutos? — O que a gente quiser…
Eu, pensou o principezinho, se tivesse cinqüenta e três minutos para gastar,
iria caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte.” O
príncipe entendeu melhor do que o vendedor o valor do tempo. Para que
buscar ter mais tempo, se não soubermos como utilizá-lo bem? Aí só teremos mais tempo para desperdiçar, e assim mostraremos que ainda não compreendemos o valor imenso que o tempo possui.
Espero que essa reflexão tenha sido proveitosa, e tenha compensado o
tempo que ficamos sem podcasts por aqui. Continuem acompanhando a
página do Porção semanal de literatura infanto-juvenil, o canal aqui na Sound Cloud, e deixem suas sugestões para as próximas análises.

O Pequeno Príncipe
O Pequeno Príncipe
Família, Sem categoria

Dicas de atividades para as férias!

OBA! FÉRIAS!!  ….MAS…O QUE FAZER???

Você já decretou que seus filhos estão de férias? Tão bom ter o poder para fazer isso, não acha? Eu estou amando! Que coisa gostosa! Sim! É gostoso, mas como ter atividades para tantos dias? Criatividade de homeschooler também pode desacelerar… Mas, você acha que homeschooler não tira férias? Falei sobre isso NESTE texto, dá uma conferida!

De qualquer modo, como entreter os amores das nossas vidas da maneira correta? Pensando nisso, com muito carinho, elaborei uma listinha de atividades para o período das férias, pensando em oportunidades para a geração de valiosas memórias de infância! Espero que esta lista seja uma forma de aguçar a criatividade de vocês! Ah! Como sou curitibana e morei a vida toda aqui, muitos passeios são da cidade mesmo. Mas se você não passará por aqui a passeio, tenho certeza de que a sua cidade possui encantos que apenas turistas conhecem e que os moradores acabam nunca prestigiando. Dê uma garimpada!

Bom… antes de deixar a lista aqui, queria dizer que descansar não é ficar sem fazer nada mas, sim, mudar de atividade. O passeio no shopping não é a única opção, temos que aproveitar as férias para fazer um “monte de coisas” que não conseguíamos durante as aulas, coisas diferentes, que entusiasmam, que também nos façam aprender e que nos façam melhores. Aviso que a lista abaixo não vai apresentar atividades estrambólicas, coisas muito diferentes. Pretendo com ela, relembrar que algumas coisas são mais simples do que pensamos e que precisamos apenas dar mais atenção e por carinho em certas ocasiões. Para que esta lista de dicas funcione, gostaria de frisar algo importante: para cada ponto levantado, crie uma atmosfera diferente, crie expectativa, invente uma maneira de que aquele momento, aquela atividade tenha um sabor marcante. Por exemplo: assistir a um filme, pode ser algo banal de período de aula…mas se o filme tiver sido escolhido por votação, com antecedência e ao longo da semana os pais vão dando umas cutucadas para aguçar a curiosidade sobre o enredo, se a sala for arrumada de maneira diferente, se as crianças participarem da elaboração dos petiscos para a sessão caseira de cinema, tudo terá uma marca única e o filme não será mais, apenas, o filme.

Seguem algumas opções!

  1. Comecem elaborando uma lista do que gostaríam de fazer nessas férias – juntamente com as crianças, familiares que sempre estão por perto, amigos. Que tal um cartaz feito pelas crianças?
  2. Montar um presépio, coroa do Advento e a árvore de Natal bem legal.
    3. Livros – leiam muito para seus filhos. Temos alguns indicados em nossa Porção de Análise Literária Infanto-Juvenil. Aqui está uma indicação de um blog com livros por faixas etárias: Regando a Imaginação.
    4. Filmes – lista com filmes que valem a pena – http://www.portaldafamilia-filmes.blogspot.com.br. Vejam também outras opções em http://www.quadrante.com.br.
    5. Assistir filmes com outras pessoas, amigos, parentes. Para a sessão de cinema em casa, combinem com os filhos uma sessão de culinária. Sessão da tarde precisa ser especial!!
    6. Convidem os amigos dos filhos para passar uma tarde junto! Que tal cada família trazer um jogo de tabuleiro diferente?
    7. O que acham de uma noite do pijama, para os maiores? Se não der com os amigos, que tal primos? Não dá com os primos? Que tal acampar papai, mamãe e crianças na sala de casa? E antes de dormir, histórias e animais de sombra feitas com as mãos! Se vocês combinarem isso dias antes e colocarem uma contagem regressiva em algum lugar da casa, gerará uma expectativa bem legal e o programa será apreciado antes mesmo de começar! Isso vale para muitas outras atividades aqui listadas.
  3. Montem uma lista de parques da cidade e visitem cada um deles. Andem, corram explorem seus espaços. Convidem mais pessoas para ir junto! Na cidade temos 22 parques, quantos vocês conhecem? www.parquesepracasdecuritiba.com.br
    9. Ir ao cinema com amigos, com a família.
    10. Passeios de bicicleta com os amigos. Ciclovia de Curitiba é espetacular. Se viajarem, vejam se dá para levar a bicicleta também.
    11. Época de pescaria – uma vara com anzol e isca é bem barato e é um esporte novo. Informem-se. Existem muitos pesque/pague próximos da cidade. Esses locais geralmente possuem trilhas, cavalos, pedalinhos, parquinhos, pomares…
    12. Sábados à noite – Vão até a Rua das Flores. Que tal tomar um sorvete num horário diferente? Nesta época do ano algumas famílias enfeitam bastante suas casas…que tal procurar essas casas?
    13. O que acham de montar com todos em casa, vai demorar um bom tempo, um quebra cabeça gigante? Enquanto os pais montam um grande, os menores podem estar por perto com quebra-cabeças mais simples.
    14. Pense em artes – o que vocês poderiam pintar, montar, esculpir… Em algumas ocasiões deixem que pintem com tinta guache em grandes pedaços de papel kraft. Se não tiver espaço em casa seguro para as brincadeiras com tinta, reserve o banheiro. A brincadeira acabou? Direto pro chuveiro!
    15. Se o clima de Curitiba permitir, observem as estrelas! Pode ser uma atividade bem rápida com os menores, mas pode despertar interesses. Programas de astronomia para acessar: Skymap, stellarium… Entre no site : http://www.astromador.xpg.com.br ou em Astrotips.com – há dezenas de programas astronômicos. O céu de dezembro e janeiro é espetacular: 3 Marias, Órion, Cão Maior… Que tal ir atrás de uma luneta?
  4. Ainda sobre o céu… Informem-se sobre as apresentações públicas, gratuitas que acontecem em alguns domingos no planetário do Colégio Estadual do Paraná.
    17. Um site muito legal com dicas para passear “Conheça Curitiba a pé” – história, arte,…
    18. Incluir as crianças em grandes organizações da casa…ou então na grande organização do seu próprio quarto.
    19. Se viajarem, na outra cidade, não fiquem em casa. Façam um roteiro para conhecer praças, casas, igrejas, nomes dos bairros, ônibus, lagos… Incluam as crianças nas pesquisas por esses lugares.
    20. Visitem museus (Olho, Botânico, Expedicionário, biblioteca pública,…). Pesquisem anteriormente algo sobre as exposições e conversem com as crianças sobre o que farão e o que virão. Durante a visita, converse com seus filhos sobre tudo o que estão vivenciando. O que eles acham daquela obra? Gostam? Não? Por quê? O que sentem ao olhar para aquele quadro? Tirem fotos da visita, das peças que mais gostaram. Depois revelem as fotos e montem um álbum. Mas não deixem de registrar as impressões e falas das crianças a respeito das obras e do passeio em si.
    21. Na praia, acordem cedo para ver o nascer do Sol, a maré bem baixa, para correr na praia, andar de bike, ver os pescadores chegando com as redes, ajudar a puxar as redes, pegar onda, mergulhar, …
  5. Ir ao zoológico e fazer um pic-nic junto de amigos.
    23. Andar de bicicleta/patinete/skate;
    24. Jogar boliche;
    25. Fazer um robô, barco, nave espacial com caixas de papelão. Buscar as caixas já pode ser uma bela atividade. Que tal ir buscar no mercado municipal?
    26. Organizar um calendário de pic-nics: só a família, com os primos, com amigos, com bicicletas, preparados pra jogar bola…
    27. Cozinhar: incluir os filhos nessa tarefa corriqueira. Ou então combinar uma receita especial.
    28. Visitar uma livraria: Saraiva, Cultura, Curitiba…
    29. Ir à um parque de diversões: roda gigante, mexicano, montanha russa…
    30. Ajudar a mãe nas compras do supermercado;
    31. Dia dos jogos de tabuleiro! Que tal começar a criar uma tradição familiar? Talvez marcar uma noite na semana para os jogos. Uma noite com comida diferente e sem televisão!
    32. Plantar uma árvore e ver crescer nas férias. Pode ser também uma hortinha. Comecem agora em Dezembro!
    33. Oficinas de artesanatos e jogos: há várias em Curitiba.
    34. Visitar a Casa da Bruxa no Bosque do Alemão.
  6. Pizzaria Boca de Forno (Curitiba) – Localizada no bairro Champagnat, a pizzaria possui o Espaço Mirim, onde as crianças de 3 a 12 anos, acompanhadas por monitores, produzem pizzas para consumo próprio (uma doce e uma salgada). É preciso pagar pelo serviço (por hora): R$ 13,50 (2ª a 5ª feira) e R$ 16,50 (6ª a domingo) e estão incluídas as pizzas produzidas pelas crianças e bebidas.
    36. Ensinem seus filhos brincadeiras que vocês jogavam quando criança: queimada, esconde-esconde, pega-pega, bets, bolinha de gude, etc.
    37. Acampem no quintal.
    38. Visitem os avós. Levem os avós para o parque.
    39. Dia do banho nos cachorros,
    40. Dia de teatro!
    41. Pintem um quadro juntos dos filhos e depois mandem emoldurar. Grande lembrança!
    42. Montem uma corrida de obstáculos na sala de casa.
    43.Marquem um churrasco com os amigos.
    44. É verão! Tempo de guerras de bexiga com água.
    45. Façam um “show” de mágicas para a criançada (existem vários kits prontos, se a imaginação não ajudar!). Precisa treinar…
    46. Dê uma olhada geral nos brinquedos junto com os filhos e separe o que dá para usar ainda, o que dá para jogar fora e o que dá pra doar. A visita de doação pode ser uma atividade marcante e super importante para o crescimento dos pimpolhos.
    47. Lavar o carro com o papai (ou mamãe!)
    48. Brinquem com os pequenos de observar as nuvens e seus formatos.
    49. Visitem uma cidade turística próxima: A Lapa é sensacional!
  7. 50. Que tal assar um churrasquinho na Estrada da Graciosa? Um banho de rio no Rio Nhundiaquara? Que delícia! Não esqueçam o repelente! Chamem a atenção das crianças para a beleza da natureza, para cada detalhe do passeio. Isso ajuda a educar a afetividade dos pequenos!
    51. Monte um álbum de fotos, conversem sobre as imagens.
    52. Monte um calendário para o ano seguinte: aniversários, dias cívicos, início das aulas…
    53. Brinque com jogos, como dominó, baralho, memória, etc.
    54. Leve os cachorros para passear – todo dia.
    55. Faça o dia das fotos e tire as mais engraçadas que conseguir.
    56. Tomem um banho de chuva (cuidado com os raios!)
    57. Desenho com giz no quintal/calçada/rua: obras de arte.
    58. Brinquem na lama. Os pais também!
    59. Soltem pipa: cuidado com a fiação.
    60. Organizem juntos as papeladas dos estudos e das gavetas.
    61. Registrem seu dia, o que vocês fizeram, por meio de vídeos, desenhos e outros. Montar um diário de bordo. Isto fica para toda vida como recordação.
  8. 62. Confeccionem pó colorido com amido de milho, água e corante comestível. Depois de seco e peneirado, brinquem de guerra colorida. Essa atividade é inspirada no Festival das Cores que acontece na Índia. Confiram a receita e passo a passo AQUI.
  9. 63. Caso as crianças tenham idade suficiente, brinquem de “Gato Mia”, em casa, com tudo escuro. Uma de minhas memórias de infância mais queridas, é a da minha mãe brincando conosco dessa brincadeira. Afastem os móveis, protejam os cantos, deixem tudo bem escuro e se divirtam! Talvez algumas crianças gostem de estar junto a algum adulto.
  10. 64. Crie uma Caça ao tesouro! Pode ser em casa, no parque, na praça. Com ou sem amigos. Pouco ou muito elaborada.
  11. 65. Visitem um asilo. Esta pode ser uma atividade impactante para muitas crianças.
  12. 66. Visitem o Borboletário Serelepe. Uma passeio super divertido e instrutivo. Conheça um pouco sobre o Borboletário AQUI.

Você tem alguma dica? Manda que eu acrescento aqui!

Um ótimo tempo de mudança de atividades! Desejo que seja repleto de muitas risadas!

Abraços!

Cibele