Família, Materiais

Pó colorido – brincadeira para o verão

Essa brincadeira, que citei numa lista de “Dicas de atividades para as férias“, não é nova, muita gente conhece e/ou já participou de festivais ao redor do mundo. Mas ainda existem pessoas que nunca ouviram falar. A origem da brincadeira vem das festividades indianas para a chegada da primavera e também tem relação à religiosidade do país. O festival se chama Holi, Festival da Cores. Neste dia as pessoas brincam de atirar tintas e pós coloridos umas nas outras. Quem começa são as crianças, mas logo todos estão brincando e “pintados” da cabeça aos pés. O festival dura vários dias. Como é extremamente colorido, bonito de se ver e divertido, hoje existem diversos festivais que usam o pó colorido, chamado gulal, também no ocidente. Confira, ao final deste post, três vídeos sobre essa festa. Os primeiros mostram o festival original nas ruas de algumas cidades da Índia. O último já é o festival com os ares de ocidente.

Ao saber sobre a festa  e ver assistir aos vídeos, tive vontade de brincar com minhas filhas. Pesquisei como comprar o gulal e achei que a brincadeira ficaria muito cara (50g chega a custar R$5,00) e, convenhamos, é divertida, em parte, porque você pode repetir o ato de jogar o pó em seus amigos e eles fazerem isso com você. Por isso resolvi descobrir como fabricar um gulal caseiro.

    

 

A própria fabricação teve a participação de minhas filhas (Assim que eu encontrar as fotos, posto por aqui). Leva alguns dias para ficar pronto, mas apesar disso, não é difícil de fazer. Foi muito divertido poder fabricar e depois brincar com elas. Tenho certeza que ao me empenhar em realizar esta brincadeira, ajudei a criar em minhas filhas memórias de infância e isso é super importante! Leia um pouco sobre a importância das memórias de infância na publicação: “Importância das memórias de infância“.

Pessoalmente não tive problemas com manchas em roupas ou algum problema com o pó nos olhos. Mas não sei se todos os corantes são bonzinhos como os que usei.

Deixo aqui a receita que encontrei e coloquei em prática. Aconselho a deixar secar ao sol. Tenha certeza que a mistura secou por completo, do contrário você terá pó mofado. Ao passar na peneira, quanto mais fino melhor.

O passo a passo é do GShow:

PASSO 1: separe tigela, colher, 5 a 10 ml de corante em gel, 75 ml de água, 200 gramas de amido de milho e um pedaço de plástico

PASSO 2: Misture o corante na água. Quanto mais corante você adicionar, mais viva vai ficar a cor do seu pó colorido

PASSO 3: Misture a água aos poucos no amido de milho. Não coloque tudo de uma vez. A mistura tem um ponto certo!

PASSO 4: Quando ela parecer líquida, mas você conseguir pressionar com o dedo e a sentir firme, está pronta. É essa loucura mesmo: meio mole, mas dura!

PASSO 5: Despeje em um saco plástico e deixe secar por dois dias

PASSO 6: Use um rolo de macarrão ou uma lata de tinta spray para triturar a tinta quebradiça

PASSO 7: Passe a tinta em uma peneira. Se estiver muito grossa, use uma com a grade mais grossa. Finalize com uma de rede bem fina para realmente reduzir a mistura a pó.

ASSO 8: Rolou! Brinque com seus amigos e faça a festa!

Boa brincadeira! Divirtam-se!

Cibele

Anúncios
5-10 Anos, ANÁLISE LITERÁRIA, Homeschooling, Materiais

Análise Literária – O Príncipe Feliz

Oba! Mais uma Porção de Análise Literária Infanto-juvenil!  Abaixo, você encontra acesso ao podcast da Letícia, autora da Porção Semanal e, abaixo do link, o texto-base do podcast. Se vc quiser saber quais foram as outras análises, dê uma espiada nos links no final do texto.

O príncipe feliz – Oscar Wilde

Idade: 8 anos

Essa bela história de Oscar Wilde foi publicada no ano de 1888. Ao contrário do que nos indica o título, no início da história o príncipe é tudo, menos feliz. Nos diz que durante a sua vida habitava no palácio da tranqüilidade, e nunca percebeu quanto sofrimento havia além dos muros do palácio, pois achava que todos vivam muito bem, como ele. Depois, quando colocado como estátua no alto da cidade, era admirado por todos, que o consideravam muito feliz. Mas agora,com a vista que tinha, percebeu quanto sofrimento havia na sua cidade.

Primeiro, cada consideração das pessoas que passavam pelo príncipe são equivocadas. A mãe diz aos filhos: porque não são como ele, que não importuna ninguém? As crianças pensavam que ele era como os anjos… Mas na verdade ninguém percebia que ele não era feliz, justamente por não poder ao menos importunar os demais, como as crianças faziam. Muitas vezes nós interpretamos equivocadamente a conduta dos demais. Ninguém sabe por quais tipos de problemas cada pessoa está passando.

Mas o príncipe, colocado em um lugar com visão privilegiada, via além do que os demais enxergavam: via a costureira, que cansada do seu trabalho, com o filho doente, sem alimento para oferecer, era tida, durante um baile, pela dona da encomenda, de preguiçosa. Via o rapaz, que cansado e com fome, não conseguia terminar a peça de teatro que estava escrevendo. Via a menininha, que com fome e frio, não tinha vendido nada, e por isso seria repreendida pelos seus pais. Via crianças e mendigos passando fome e frio. E por isso, com a ajuda da Andorinha, o príncipe feliz consegue ajudar a todos que quer. Desmancha-se, por assim dizer. Doa tudo de si. Cada um ali contribuiu com o que podia: ele, com as pedras preciosas de sua espada e de seus olhos. A andorinha com o seu vôo, visto que o príncipe não podia sair do lugar.

Assim devemos ser: contribuir da forma como pudermos. Por maior que seja a dificuldade pela qual estejamos passando, normalmente alguém está sofrendo com um problema muito maior. A ajuda que podemos prestar aos demais pode ser financeira, ou pode ser apenas humana: uma conversa, um conselho, um ombro amigo… Que nós não tenhamos olhos estreitos, que vêem apenas suas necessidades mesquinhas. Que vejamos o quanto o próximo precisa de nós, como o príncipe, que realmente se tornou feliz ao doar-se por inteiro aos demais. Que como o príncipe, tenhamos olhares de águia. Que vê longe, tem olhar amplo. Mas que tenhamos a sutileza e a delicadeza da andorinha, que entregava os bens sem mostrar-se, visto que a caridade deve ser feita para ajudarmos aos demais, e não por simples vaidade. Que possamos ser exemplo para as nossas crianças.

Um abraço!

Letícia

VOCÊ PODE ENCONTRAR AS ANÁLISES ANTERIORES NOS LINKS ABAIXO:

A árvore generosa

Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo

O Gigante Egoísta

Um conto de Natal

 

Áreas do Conhecimento, FAQ, Homeschooling, Matemática, Materiais, Vídeos

Saxon: conheça o material por dentro.

Há um tempo atrás, pensei que seria interessante mostrar o material da Saxon em vídeo pois, para muitas famílias, conhecer o material por dentro seria algo difícil. Pessoalmente, escolhi depois de ter tido contato “ao vivo”, através de uma querida amiga que já havia comprado para os filhos. Por isso, resolvi gravar este vídeo. Já aviso que a gravação foi bem caseira e que se não fosse naquele momento, talvez eu não gravasse mais…rsrsrs. Meu ego diz: “Grave outro, num ângulo mais favorável…” e minha razão diz “Vai esse! Trabalha tua humildade e você tenta melhorar para os próximos!”. Então é isso! Resolvi postar assim mesmo.

A Saxon é a escolha da maioria das famílias homeschoolers americanas e é um dos materiais indicados para o estudo da matemática no livro The Well Trained Mind, da Susan Wise Bauer. Espero mesmo que ajude muitos pais a decidirem qual o melhor material e abordagem a ser escolhida para a suas famílias, de acordo com as suas realidades.

Caso você não tenha lido, o link do texto SAXON MATH, poderá encontrar algumas outras considerações sobre o material que não estão contempladas no vídeo.

Segue o vídeo!!

ANÁLISE LITERÁRIA, Materiais

Análise literária – Um conto de Natal

E aqui está mais uma porção semanal de análise literária infanto juvenil! Se vc quiser saber quais foram as outras análises, dê uma espiada nos links no final do texto.

 

Charles Dickens

Olá, pessoal. Esse é o porção semanal de literatura infanto juvenil, e hoje falaremos sobre Um conto de Natal, de Charles Dickens.

Esse livro foi publicado pela primeira vez em 1843, e comenta-se que foi escrito em um mês, pois Dickens contava com o dinheiro da venda desse livro para pagar dívidas. Mal sabia ele que seu livro se tornaria um dos maiores clássicos da literatura universal a tratar do Natal!

Bem, inicialmente, eu gostaria de dizer que o livro escolhido para essa semana é indicado para crianças de 10 anos ou mais, visto que é extenso, e exige mais da compreensão da criança. Mas pode ser utilizado para ensinar muitas coisas para o público infantil! Vejamos quais são elas.

Em primeiro lugar, quando Scrooge é visitado pelo espírito de Marley, seu amigo lhe diz que espera que Scrooge tenha um fim diferente do que ele teve. E por isso, os Espíritos Natalinos do passado, do presente e do futuro visitarão Scrooge durante aquele Natal. Scrooge era um sujeito avarento, egoísta, mal educado, e totalmente mundano. Só pensava em acumular mais e mais dinheiro, e, apesar disso, vivia como se fosse miserável. Tratava todos os seus conhecidos muito mal. Digamos que esses três espíritos natalinos são a nossa consciência. Nela, nós temos guardado tudo que de bom ou ruim fizemos no passado, no presente, e o que poderemos ou não fazer no futuro. Cabe a nós examiná-la, e vermos, com a ajuda de quem nos quer bem, como podemos continuar fazendo o que já fazíamos de bom, e como podemos mudar para não mais praticar atos maus. Seria muito bom que, como Scrooge, nessas datas que nos lembram do quanto devemos ser bons uns para com os outros, nossa consciência nos alertasse sobre como devemos agir! Mas ela só nos alerta se nós quisermos, por isso, devemos estar muito atentos a ela. Para que depois, não soframos como Jacob Marley: “Seu sofrimento, e de todos os outros, era querer fazer o bem na Terra e não conseguir, ter perdido esse poder para sempre”.

Além disso, o conto também nos ensina sobre o verdadeiro valor do Natal. Mais do que uma época para grandes ceias ou ricos presentes, é tempo de olharmos para a necessidade do nosso próximo, que muitas vezes tem uma realidade semelhante às condições em que Cristo Menino nasceu: simples, necessitando da ajuda do próximo. É tempo de lembrarmos também do verdadeiro sentido do Natal: o nascimento de Jesus. A família de Bob, empregado de Scrooge, nos ensina de forma belíssima como o amor muitas vezes é a única fonte de alegria de uma família. A ceia deles era simples, eles passavam por muitas necessidades, mas tinham o coração aquecido pelo verdadeiro sentido do Natal, a presença do Amor entre nós: ”Esta não era, por certo, uma família de gente bonita: eles não estavam bem vestidos, seus sapatos eram desconfortáveis, suas roupas apertadas e, além disso, Peter conhecia muito bem uma loja de penhores. Mesmo assim, estavam felizes e satisfeitos com o que tinham, e também uns com os outros desfrutando juntos aquelas data”.

O conto, também nos ensina sobre o verdadeiro arrependimento. Arrepender-se não significa apenas reconhecer o erro passado, mas tentar não cometê-lo mais no futuro. E Scrooge aprende muito bem isso. “Entrou na igreja, caminhou pelas ruas, olhou as pessoas andando apressadas de lá para cá, afagou a cabeça das crianças, conversou com mendigos, espiou para dentro das janelas das casas e de suas cozinhas, e tudo isso lhe trouxe muita alegria. Nunca tinha imaginado que uma simples caminhada pudesse lhe trazer tamanha felicidade. E, quando a tarde chegou, decidiu ir fazer uma visita ao sobrinho. […] Scrooge fez tudo isso e ainda muitíssimo mais. Para o pequenino Tim – que não morreu – Scrooge acabou tornando-se um segundo pai. Também se tornou um bom amigo, um bom chefe e um bom homem, o melhor que a cidade já conhecera ou que qualquer outra cidade poderia ter conhecido.”

Por fim, esse texto também nos ensina a não desanimarmos ao pensar que somos capazes de fazer tão pouco, diante de tanta necessidade presente no mundo. Scrooge aprende isso com o espírito do natal do passado, ao ver o que seu antigo patrão fazia pelos seus empregados: “Uma coisa tão insignificante, afinal – disse o Fantasma, e ainda assim esses tolos ficam tão agradecidos. – Insignificante?! – ecoou Scrooge. […] – E não é insignificante? O velho só gastou umas poucas libras do seu perecível dinheiro, três ou quatro no máximo. Acha que isso merece tanto elogio? – Não se trata disso – disse Scrooge, ofendido pela crítica e falando, sem querer, como o seu antigo eu, e não como o seu eu atual. – Não é nada disso, Fantasma. Ele tinha o poder de nos tornar felizes ou infelizes, de fazer nosso trabalho suave ou opressivo, de torná-lo um prazer ou uma tortura. Quero dizer que o poder dele estava em suas palavras e gestos, estava em coisas tão vagas e insignificantes que seria impossível medir seu valor. Mas e daí? A felicidade que ele espalhou foi imensa e equivale ao gasto de uma grande fortuna”.

Que assim sejamos nós. Aprendamos, com Scrooge, a examinarmos a nossa consciência, e possamos ensinar nossas crianças a fazerem o mesmo. Podemos fazer muito pouco pelos demais? Não é pouco. É muito melhor do que não fazermos nada. Depende de nós, muitas vezes, como no trecho acima, tornar a vida dos demais suave ou opressiva. Nossos gestos e palavras podem tornar a vida de outras pessoas muito melhor. E, como nos diz o final do conto, “ todos concordavam em dizer que ali estava um homem que sabia celebrar o Natal e manter seu espírito vivo o ano todo – se é que algum homem consegue isso. Que o mesmo possa ser dito de cada um de nós”!.

Boa leitura a todos!

Um abraço!

Letícia

VOCÊ PODE ENCONTRAR AS ANÁLISES ANTERIORES NOS LINKS ABAIXO:

A árvore generosa

Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo

O Gigante Egoísta

 

Materiais

Garimpe na Black Friday! Sugestão de livros!

Estamos às portas de uma das maiores promoções: a Black Friday. É tempo de encher o carrinho de compras e lembrar que a casa não comporta tudo aquilo, de ficar em dúvida se o melhor é comprar tudo em livro para as crianças, investir em sua própria educação ou se fazer um pouco das duas coisas. Amamos uma promoção…de livro então!!!

Pensando nisso, eu e a Letícia, nossa colunista do Porção Semanal de Literatura (Episódio 1, Episódio 2), montamos uma modesta lista com sugestões de bons livros para serem garimpados nessa maravilhosa promoção.   Os livros infantis sem indicação de faixa etária podem ser lidos para crianças menores.

Aí vai!!

Lista de livros Black Friday

Infantis

A árvore generosa – Shel Silverstein

O gigante egoísta – Oscar Wilde

Um conto de natal – Charles Dickens (acima de 8 anos).

O pequeno príncipe – Antoine de Saint-Exupéry (acima de 6 anos);

As crônicas de Nárnia – C. S. Lewis (acima de 7 anos, em média);

O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado – Audrey Wood;

O homem que amava caixas – Stephen Michael King;

Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo – Willian Joice;

As aventuras de Pedro Coelho – Beatrix Potter;

O Hobbit – J. R. R. Tolkien. (acima de 7 anos, em media;

O Fabuloso livro azul – Andrew Lang (vários contos organizados nesse livro por esse autor);

O Fabuloso livro vermelho – Andrew Lang (vários contos organizados nesse livro por esse autor);

O Fabuloso livro verde – Andrew Lang (vários contos organizados nesse livro por esse autor).

Alice no país das maravilhas – Lewis Carroll (acima de 10 anos).

A casa sonolenta – Audrey Wood

Coleção Laura Ingalls (Os pioneiros) – Laura Ingalls Wilder (a partir de 9/10 anos)

Coleção A casa da árvore mágica – Mary Pope Osborne

 

Adultos

David Copperfield – Charles Dickens;

Dom Quixote – Miguel de Cervantes;

Grandes Esperanças – Charles Dickens;

Odisseia – Homero;

Ilíada – Homero;

Os Miseráveis – Victor Hugo;

A divina comédia – Dante Alighieri;

1984 – George Orwell;

Grande sertão: veredas – Guimarães Rosa;

As aventuras de Huckleberry Finn – Mark Twain;

Persuasão – Jane Austen;

O morro dos ventos uivantes – Emily Brönte;

Box teatro completo – William Shakespeare;

Madame Bovary – Gustave Flaubert;

Crime e castigo – Fiódor Dostoiévski;

Guerra e Paz – Liev Tolstói;

Vidas Secas – Graciliano Ramos;

Jane Eyre – Charlotte Brönte;

Daisy Miller – Henry James;

Moby Dick – Herman Melville;

Os três mosqueteiros – Alexandre Dumas

 

Para estudo:

The Well Trained Mind – Susan Wise Bauer

Teaching the Trivium – Bluedorn

Blueprint Homeschooling – Amy Knepper

Fundamentos de Antropologia – Stork & Echevarria

Maquiavel Pedagogo – Pascal Bernardin

Filhos: Quando educá-los? – James B. Stenson

Carinho e firmeza com os filhos – Alexander Lyford-Pike

 

Um abraço, boas compras e boa leitura!

Cibele e Letícia