0-4 Anos, 5-10 Anos, Homeschooling, Materiais, Vídeos

Latim para Crianças: o material

Olá pessoal!

No post anterior eu trouxe uma dica bem legal de material para o trabalho da língua latina com as crianças. Hoje resolvi colocar aqui para vocês um vídeo para mostrar o que vem dentro desse material. Perdoem a cinegrafista amadora. Mas mãe homeschooler é assim mesmo: filmagem é quando as crianças foram dormir, quase de madrugada e se o cachorro não colaborar é o que temos…rsrsr. Para aqueles que se interessarem o link para a compra do material é https://go.hotmart.com/Y11596912W

Segue o vídeo!

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Um super abraço e bons estudos!

Cibele

5-10 Anos, ANÁLISE LITERÁRIA, Homeschooling, Materiais

Análise Literária – O Príncipe Feliz

Oba! Mais uma Porção de Análise Literária Infanto-juvenil!  Abaixo, você encontra acesso ao podcast da Letícia, autora da Porção Semanal e, abaixo do link, o texto-base do podcast. Se vc quiser saber quais foram as outras análises, dê uma espiada nos links no final do texto.

O príncipe feliz – Oscar Wilde

Idade: 8 anos

Essa bela história de Oscar Wilde foi publicada no ano de 1888. Ao contrário do que nos indica o título, no início da história o príncipe é tudo, menos feliz. Nos diz que durante a sua vida habitava no palácio da tranqüilidade, e nunca percebeu quanto sofrimento havia além dos muros do palácio, pois achava que todos vivam muito bem, como ele. Depois, quando colocado como estátua no alto da cidade, era admirado por todos, que o consideravam muito feliz. Mas agora,com a vista que tinha, percebeu quanto sofrimento havia na sua cidade.

Primeiro, cada consideração das pessoas que passavam pelo príncipe são equivocadas. A mãe diz aos filhos: porque não são como ele, que não importuna ninguém? As crianças pensavam que ele era como os anjos… Mas na verdade ninguém percebia que ele não era feliz, justamente por não poder ao menos importunar os demais, como as crianças faziam. Muitas vezes nós interpretamos equivocadamente a conduta dos demais. Ninguém sabe por quais tipos de problemas cada pessoa está passando.

Mas o príncipe, colocado em um lugar com visão privilegiada, via além do que os demais enxergavam: via a costureira, que cansada do seu trabalho, com o filho doente, sem alimento para oferecer, era tida, durante um baile, pela dona da encomenda, de preguiçosa. Via o rapaz, que cansado e com fome, não conseguia terminar a peça de teatro que estava escrevendo. Via a menininha, que com fome e frio, não tinha vendido nada, e por isso seria repreendida pelos seus pais. Via crianças e mendigos passando fome e frio. E por isso, com a ajuda da Andorinha, o príncipe feliz consegue ajudar a todos que quer. Desmancha-se, por assim dizer. Doa tudo de si. Cada um ali contribuiu com o que podia: ele, com as pedras preciosas de sua espada e de seus olhos. A andorinha com o seu vôo, visto que o príncipe não podia sair do lugar.

Assim devemos ser: contribuir da forma como pudermos. Por maior que seja a dificuldade pela qual estejamos passando, normalmente alguém está sofrendo com um problema muito maior. A ajuda que podemos prestar aos demais pode ser financeira, ou pode ser apenas humana: uma conversa, um conselho, um ombro amigo… Que nós não tenhamos olhos estreitos, que vêem apenas suas necessidades mesquinhas. Que vejamos o quanto o próximo precisa de nós, como o príncipe, que realmente se tornou feliz ao doar-se por inteiro aos demais. Que como o príncipe, tenhamos olhares de águia. Que vê longe, tem olhar amplo. Mas que tenhamos a sutileza e a delicadeza da andorinha, que entregava os bens sem mostrar-se, visto que a caridade deve ser feita para ajudarmos aos demais, e não por simples vaidade. Que possamos ser exemplo para as nossas crianças.

Um abraço!

Letícia

VOCÊ PODE ENCONTRAR AS ANÁLISES ANTERIORES NOS LINKS ABAIXO:

A árvore generosa

Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo

O Gigante Egoísta

Um conto de Natal

 

5-10 Anos, Homeschooling, Vídeos

Oportunidades educativas

 

CIÊNCIAS – O Ciclo da água

Para a Feira de Ciências deste ano, minha mais velha de 8 anos, escolheu apresentar sobre o ciclo hidrológico. Minha intenção aqui não é redigir um texto explicativo sobre o conteúdo, mas sim deixar registrado que, muitas vezes a curiosidade natural da criança pode atropelar nosso planejamento, vir numa hora pouco comum e, mesmo assim ser extremamente rica e criar marcas profundas na memória de todos na família, mesmo parecendo ser uma “bobeirinha”.

Eu havia planejado, para 2018, um estudo tranquilo, lento para ciências, pois dou mais ênfase para linguagem e matemática. O estudo giraria em torno do corpo humano. Poucas coisas de cada vez. No entanto, em um domingo de sol, minhas filhas resolveram me bombardear de perguntas sobre o vapor, sobre o gelo, sobre a água. Pensei, por um instante: domiiingo!! O instante passou e lá fui eu começar a explicar sobre o ciclo da água. Aproveitei as panelas no fogão, o gelo que ia para o suco, o dia quente com algumas roupas no varal e…voilá! Trabalhamos o conteúdo do Ciclo Hidrológico inteirinho. Inclusive fizemos algumas experiências como quanto tempo leva para uma quantidade X de água congelar? E derreter ao sol? E evaporar ao sol? Elas viram a água começar a entrar em ebulição e fizemos a experiência da sublimação (estado sólido para gasoso). Sempre com cuidado.

No dia seguinte, entreguei uma sequência lógica do ciclo para que pintassem e colocassem em ordem. A mais velha teve que escrever as etapas após colá-las.

Quando a feira se aproximou, era sobre isso que ela gostaria de falar. Sobre o domingo que passou junto da mãe e da irmã, fazendo experiências, dando risadas, criando hipóteses. Não podemos subestimar o valor das estreitas relações familiares e da alegria como base para o aprendizado.

Quando voltamos a revisar o assunto para a sua apresentação, Maria tinha guardadas em sua memória todas as etapas. Isso possibilitou que eu trabalhasse outros fatores para a apresentação como impostação da voz, volume, postura, sequência, desinibição, auto controle, confiança.

Não deixe de aproveitar momentos do seu dia a dia ótimos para ensinar e aprender só pelo fato do conteúdo não ter sido escrito em seu planner ou ser domingo…férias…aniversário…se jogue! Curta o momento, dê risada. Faça tudo isso de maneira leve, recheada de intenção educativa e você terá criado, muito provavelmente, uma memória de infância e, de quebra seus filhos terão aprendido, de maneira extremamente significativa um conteúdo formal curricular.  Assim se deu conosco e, espero que possamos passar por mais domingos como aquele.

Um abraço!

Cibele

5-10 Anos, Áreas do Conhecimento, Homeschooling

Ciência – Oceanos

Uma viagem ao fundo do mar

“Helena, o que você gostaria de estudar para a Feira de Ciências deste ano?”. “O mar! O mar! O mar!”. E assim, com esse entusiasmo, minha filha de 5 anos escolheu seu tema para a nossa Feira de Ciências de 2018. O tema é dela, a apresentação também. No entanto, todos estudamos juntos, trabalhamos juntos, nos melecamos juntos.  Foi uma experiência muito gostosa trabalhar este tema  e indico a todas as famílias.

Mas então…como fizemos? Vamos lá!

Primeiramente fui sondando, perguntando o que elas sabiam sobre o oceano. O que gostariam de saber, o que gostariam de ver. Após isso, munida com um mapa mundi comecei a mostrar que os oceanos são divididos em 5, seus nomes, localização, fronteiras e algumas curiosidades, como por exemplo o fato do Oceano Pacífico não ser “pacífico”, a localização das maiores profundezas (Fossas Marianas, entre o Japão e as Filipinas). Deixei que elas observassem o mapa e fossem perguntando outras coisas, mesmo que fora do tema (afinal, essa curiosidade é rica e só acrescenta conhecimento). Ao longo dos dias, assim, de repente eu perguntava “Helena! Mamãe esqueceu! Quantos são os Oceanos? Quais os nomes? Quais são os mais gelados? Onde ficam as Fossas Marianas? O que elas são” , entre outras perguntas.  Algumas vezes ela não lembrava, confundia nomes. Normal. Foi melhorando ao longo dos dias. Para acrescentar algumas informações, procurei pequenos vídeos sobre os oceanos. 

Após esta etapa, passamos a estudar um pouco sobre a vida marinha. Conversamos sobre alguns animais que elas gostariam de conhecer, a saber:  baleia, tubarão, lula, polvo, ouriço, peixes “diferentes” (exóticos), tartaruga, água viva. Primeiramente, apresentei vários vídeos infantis onde tais animais aparecem. Minha filha de 3 anos gostou muito e fez com que se interessasse também (mas até a de 8 anos quis acompanhar as músicas). Depois passamos para alguns breves documentários. A cada informação interessante eu parava, nós conversávamos e eu perguntava o que haviam entendido ou repetia a informação com outras palavras. Elas vibravam com as belas imagens e explicações a respeito do cavalo marinho, as perigosas águas vivas… Gostaram muito de saber que os peixes conseguem “respirar” embaixo da água por causa das brânquias. Quando formos à praia, pretendo rever estas informações com elas, talvez visitar um aquário.

Um documentário que gostamos bastante foi sobre a grande barreira de recifes de corais da Austrália. A beleza do lugar é impressionante, as cores, a quantidade de diferentes peixes, a formação dos corais chamaram muito a atenção das meninas.  Quisera eu fazer o estudo in loco…

 

Com base nisso tudo, passamos a montar o nosso fundo do mar. Escolhemos peixes exóticos e eu os desenhei em papelão. As meninas pintaram alguns (com orientação e eu fiz os detalhes). Copos plásticos transparentes, pintados com cola colorida e com fitas de papel crepom transformaram-se em águas vivas. Penduramos os peixes em faixas de papel crepom penduradas no teto em frente a um pedaço de T.N.T. azul.

A parte mais divertida (e desastrosa) foi a confecção dos corais com galhos e espuma de expansão, aquela usada para preencher os batentes das portas em construção civil. Eu nunca havia usado, mas mesmo assim me aventurei. Como eu não sabia a consistência exata da espuma ao sair do tubo, achei que deveria segurar o galho na vertical e aplicar a espuma. O resultado foi que levei um susto de como a substância saiu, deixei cair no chão e para não deixar a bebê pegar e substituir o almoço, peguei com a mão sem luvas. O resultado é que, mesmo agora a noite, enquanto escrevo estas linhas, sinto resíduos da espuma nas mãos. Então, aprendam com a desastrada: não peguem a espuma sem luvas!

  

Continuando, depois que peguei o jeito (aplicar a espuma com o frasco na vertical, sobre o galho na horizontal, podendo criar “galhos” extras com a própria espuma), a coisa deslanchou. Foi necessário esperar um pouco para que secasse. Assim que secou todas (inclusive eu) nos esbaldamos em pintar tudo. Deixamos bem colorido, como um recife mesmo e ficamos muito satisfeitas com o resultado. Enfeitamos nosso fundo do mar com os recifes e fizemos algumas algas com E.V.A. verde.  

Helena vibrava com tudo e suas irmãs aproveitaram junto dela conhecer tanta beleza.

Tentarei transformar este relato em mini planejamento. Assim que possível postarei!

 

Um abraço!

CIBELE

0-4 Anos, 5-10 Anos, ANÁLISE LITERÁRIA, Homeschooling, Materiais

Análise: O Gigante Egoísta – Oscar Wilde

Aqui está a porção semanal de análise literária infantil! Abaixo o podcast para você ouvir. Se preferir, texto abaixo do link! Enjoy!

Oscar Wilde

Essa história foi publicada por Oscar Wilde em maio de 1888. Conheci esse texto quando estava na graduação em Letras, e me surpreendi ao ver o talento de Wilde também na escrita de obras infantis. Há muitos aspectos que podem ser analisados nessa história. Vamos a eles!

Inicialmente, as crianças brincam no jardim do gigante, enquanto ele está viajando. As árvores estão carregadas de frutos, as flores estão viçosas, o jardim está belíssimo. Quando ele volta, proíbe as crianças de brincarem em seu belo jardim. Constrói um alto muro, e ainda coloca um aviso lá: “É proibida a entrada, proceder-se-á contra os trangressores.” Ele era egoísta. E como uma pessoa egoísta sofre ao querer o belo e bom só para si. As crianças tentavam brincar em outro lugar, mas lembravam-se sempre do belo jardim do gigante. Aqui temos um ponto importante: elas não sentem medo pelo fato de que ele é diferente. Sentem medo porque ele foi mau para com elas. As crianças normalmente são assim: não tem preconceitos, enxergam todos como iguais e com o valor que cada pessoa tem.

Mas, chega a primavera, tudo está florido, e no jardim isolado do gigante ainda é inverno! Isso acontece com quem fecha-se em si mesmo: ao redor dos demais, tudo está belo, florido. Com certeza há espinhos e dificuldades, mas o belo prevalece. E com quem acha que se basta, só resta solidão e vazio: a ausência das flores para amenizar o lugar, do canto dos pássaros… E ele ficou sem o que mais poderia alegrar a vida dele: as crianças! Onde há crianças, sempre haverá alegria! E o clima castiga o gigante: não lhe dá frutos, pois ele é muito egoísta.

Mas as crianças superam o medo e entram no jardim. Junto com elas entra a primavera! Ao toque da criança, cada árvore floresce e se agita. Mas algo acontece e enternece o coração do gigante: só em uma árvore ainda é inverno. Pois um pequenino não conseguia subir nela. O gigante então percebe que o seu egoísmo só lhe fez mal, e decide tornar aquele jardim como das crianças. Mas, como tinha sido mau, as crianças ao vê-lo fogem, e o inverno volta. Só o menininho que esteve chorando, não o vê e por isso não foge. O gigante o ajuda a subir na árvore. E o menino fica feliz. Novamente, percebemos a alegria ao produzir alegria ao nosso próximo. Mas esse menino não volta mais ao jardim.

O gigante envelhece, e apenas observa as crianças brincarem. Mas como sente falta daquele menino que o fez abrir os olhos!

O inverno retorna. Mas dessa vez, ninguém o odeia. Ele é visto como o descanso da primavera. As coisas não tão agradáveis, mas na maioria das vezes apenas nos preparam para o melhor que está por vir. Uma dificuldade nunca acontece em vão.

Mas uma árvore está florida! E nela está o menino, pelo qual o gigante tanto esperou! E o menino está ferido. O gigante fica bravo, e pergunta quem o feriu. E temos um dos mais belos trechos desse conto infantil: “Estas são as feridas do Amor”. O menino se sacrifica para ver uma árvore florescer, e dar alegria ao gigante. É uma metáfora do amor divino: Deus se entregou por amor a nós! Por isso a palavra amor está em maiúsculo. Porque é o verdadeiro amor, que só provém de Deus. E o menino então diz ao gigante: “Tu deixaste-me brincar uma vez no teu jardim; hoje virás comigo para o meu, que é o Paraíso. E nisso o gigante é encontrado morto pelas demais crianças, coberto de flores brancas. Apenas parece um fim triste. Mas não é! O gigante foi para o jardim que dura eternamente, para a fonte do que há de mais belo e bom. Ao fim do conto, esse gigante já curou seu egoísmo.

Que a beleza, o bem e o amor nos ajudem a sempre melhorarmos também, como esse gigante. E como ele, para melhorarmos sempre, teremos a ajuda do Amor.

Indicação: a partir de 4 anos.

Boa leitura!

Letícia