0-4 Anos, 5-10 Anos, Homeschooling, Materiais, Vídeos

Latim para Crianças: o material

Olá pessoal!

No post anterior eu trouxe uma dica bem legal de material para o trabalho da língua latina com as crianças. Hoje resolvi colocar aqui para vocês um vídeo para mostrar o que vem dentro desse material. Perdoem a cinegrafista amadora. Mas mãe homeschooler é assim mesmo: filmagem é quando as crianças foram dormir, quase de madrugada e se o cachorro não colaborar é o que temos…rsrsr. Para aqueles que se interessarem o link para a compra do material é https://go.hotmart.com/Y11596912W

Segue o vídeo!

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Um super abraço e bons estudos!

Cibele

0-4 Anos, Família, Hábitos Básicos, Homeschooling

Os 4 hábitos básicos da primeira infância

Dando sequência à reflexão iniciada com o texto “Tem filhos pequenos? Foque nos hábitos básicos!” (Inicia sua leitura por lá!)

Quatro hábitos básicos… Damos esse nome a eles por que, sem os mesmos, o desenvolvimento da criança e a harmonia familiar ficam sem uma estrutura sólida. Nos primeiros tempos da vida de uma criança o mais importante para ela são as questões mais elementares de seu físico. Ela ainda não possui uma estrutura psicológica formada para compreender, obviamente, aquilo que acontece com ela e ao seu redor e tampouco possui estrutura para poder agir, reagir, refletir. Ela sente. Tudo aquilo que sente afeta o seu eu. Sua afetividade começa a ser desenvolvida. Ao dar atenção ao que dá a base para o bom desenvolvimento afetivo (que não é só o abraço, o beijo, o chamego) os pais estão trabalhando para que a criança possa ter a oportunidade de ser bem ajustada de maneira integral. Apesar dessa primícia não se aplicar somente aos homeschoolers, quem deseja praticar homeschooling com seus filhos pequenos deve ter isso em mente em primeiro lugar. Acompanhado da noção correta da importância do brincar, das oportunidades ricas para o desenvolvimento motor, passando pelo desenvolvimento, nos pais, de sua intenção educativa recheada de uma atmosfera de alegria e carinho.

Vamos agora conhecer um pouco esses tão importantes 4 hábitos básicos.

ALIMENTAÇÃO:  iniciando com a introdução alimentar, de acordo com as indicações do pediatra , diariamente a criança deve ser carinhosamente encorajada a comer de tudo um pouco, não apenas o que gosta; na hora certa e por um tempo determinado. Deve aprender a alimentar-se sentada à mesa e com crescente autonomia. Deve compreender que é necessário parar de brincar para se alimentar e que o momento requer sua atenção. Esta, para muitos, eu inclusive, não é uma tarefa fácil. Ficamos tentados, muito tentados a recorrer à televisão, ao tablet, ao celular. Não é difícil ouvir mães que correm com o prato atrás de seus filhos, ou que ficam 1h30min em cada refeição. Outra coisa comum é acabarmos substituindo a refeição por algo que a criança gosta, pois não queremos que ela fique “sem nada”, ou passe fome. Com o passar do tempo isso se tornará um hábito que a criança estabelecerá para o resto da vida. Se a criança não quis comer o almoço, este NÃO deve ser substituído por bolachas, iogurte, suco e afins. Sentir fome é a consequência NATURAL de não ter comido. Quando sentir fome, as alternativas viáveis são oferecer o lanche da tarde, no horário correto ou o próprio almoço.

SONO: desde cedo é importante que a criança aprenda a ter a sua “higiene do sono” visando a qualidade do seu período de descanso. Para isso, deve dormir as horas necessárias para a idade, dormir e acordar em horas determinadas e aprender a adormecer na sua própria cama, não na dos pais e irmãos, de maneira tranquila sem a necessidade de artifícios que mais tarde venham a prejudicar a qualidade do seu sono. Aprender a dormir na sua própria cama é uma conquista importante de autonomia. Essa conquista mostra àquela pessoinha que ela está segura em sua casa, que é capaz. Essa conquista é ponto pacífico para toda e qualquer família. O que pode mudar é a abordagem. Por diversos motivos, um casal pode ter escolhido um caminho que permitiu que isso acontecesse antes que outros. Por exemplo, por questões de saúde, muitas vezes a estadia do bebê no quarto dos pais se alonga e muitas crianças acabam adormecendo no colo das mães. Outras crianças aprendem bem rápido que seu “ninho” é o berço e se encaminham  sozinhas para lá (tive uma assim…).  O sono dos filhos é um ponto nevrálgico…. Ensiná-los a dormir, e dormir bem, pode ser muito traumático para muitos e também aqui é necessário que o casal escolha o encaminhamento em conjunto. Tenham consciência dos motivos de suas escolhas e que as mesmas visem o bem integral da criança, do relacionamento entre os cônjuges e do bem estar da família.

HIGIENE: começa pela retirada das fraldas (controle dos esfíncteres) e continua e se aprofunda no asseio pessoal, no cuidado e carinho que tem para com seu próprio corpo. Uma criança que é ensinada a gostar de si mesma, terá maiores chances de perceber como nocivo o envolvimento com drogas, por exemplo. O hábito da higiene ajuda a desenvolver a autonomia. Quanto mais a criança for incentivada a se cuidar, encontrará mais confiança em si. Costumo dizer para minhas filhas que tudo nelas é um presente que lhes foi dado com muito amor. Os presentes que ganhamos, cuidamos com carinho, por amor a quem nos deu. Isso também acontece com o corpo.

ORDEM: o hábito da ordem ajudará a criança a compreender o mundo à sua volta e seu lugar nele. No desenvolvimento deste, a criança deverá aprender o respeito às coisas e às pessoas (cada qual ocupando o lugar e importância que lhes são devidos). Aprenderá a ordem dos horários, sabendo o que tem que fazer em cada momento e não dependendo do capricho dos adultos. A ordem material deve contar, nesse início, com o incentivo dos adultos que podem fazer o momento, por exemplo, de guardar os brinquedos parte importante da brincadeira (mesmo que eles mesmos guardem a maior parte) e ensinem a criança que não é possível passar para outra brincadeira sem colocar as primeiras coisas em seu lugar. Ela deve participar deste processo cada vez com maior intensidade, até que o faça inteiramente por si só. Algumas crianças terão maior facilidade/dificuldade que outras. É necessário perseverar. Falo um pouco sobre a ORDEM no texto “A educação da virtude da ordem”. Essa virtude pode e deve ser acompanhada com o cuidado dos pais para com o desenvolvimento da vontade, para que a criança, futuro adulto realmente queira essa ordem e outras coisas boas mesmo que estas custem. Sobre o desenvolvimento da vontade, você pode gostar do seguinte texto “Como educar a vontade? Parte1“. O tema foi dividido em 3 partes.

Aqui, os quatro hábitos básicos, essa imprescindíveis frentes para a conquista da paz familiar e do bom desenvolvimento da criança são apenas apresentadas de maneira muito superficial. É aconselhável que os pais procurem sempre novas informações, de fontes seguras, a respeito do bom desenvolvimento de cada um deles. Essas informações ajudarão os pais, como casal, a estabelecer, de maneira consciente, planos de melhora para cada filho. Esse estudo tornará os pais mais profissionais nas suas responsabilidades parentais. Ora, se a família é nosso bem mais valioso, vale muito a pena sacrificar momentos de lazer para estudar como torná-la o maior sucesso da vida.

Vamos lá nos tornar pais profissionais!

Um abraço!

Cibele

0-4 Anos, Família, Hábitos Básicos, Homeschooling, Maternidade

Tem filhos pequenos? Foque nos hábitos básicos!

Marcos de Desenvolvimento Infantil – enfoque: hábitos básicos

É sabido que a responsabilidade da criação dos filhos é grande. Cabe aos pais, a mais ninguém o estabelecimento de um plano educativo sólido para a boa formação e desenvolvimento dos filhos. Entretanto, pode acontecer , por falta de informação, que muitas famílias não saibam exatamente por onde começar. Pensando nisso, aí vão os primeiros passos para o estudo desta fase tão gostosa que nossas crianças estão. Mas não se enganem: é gostosa, mas é curta.

Esta é uma fase de grandes e intensos aprendizados. É uma época irrepetível e valiosa na qual os pais desempenham um papel fundamental.  Neste período, a tarefa educativa consiste em proporcionar um ambiente que instigue, que “cutuque” todo o potencial que um cérebro em formação oferece. Isso não significa, entretanto, que a abordagem da família deva, necessariamente, passar por fornecer conhecimento massificado aos filhos e sobrecarregá-los em tenra idade. Não. Cada coisa possui seu tempo e muitas vezes o empenho deve ser o de observar tendências e interesses e proporcionar ricos momentos com aquilo que a criança se inclina. Falo um pouco sobre isso no texto “Intenção educativa com crianças de menos de 4 anos“.  O resultado desse empenho será uma criança bem desenvolvida em diferentes aspectos e que estará preparada para receber a enxurrada de conhecimentos, vivências que a continuidade de seu desenvolvimento pessoal e social exigirá.

É importante esclarecer que o enfoque educativo abordado tem alguns princípios básicos adotados. São eles: 1) a educação e o desenvolvimento integral da criança acontece, principalmente, através de 4 marcos (Antropológico, Psicológico, Pedagógico e Neurológico). 2 a boa organização cerebral necessita da aquisição de bons hábitos básicos (Ordem, sono, alimentação e higiene). 3) Todas as ações educativas devem ter como fim o afeto do filho e este deve perceber, sentir e apreciar. 

O Marco Antropológico tem a base na família, que é onde a criança descobre as interações que tem com o ambiente e suas relações com as pessoas que o compõe. Intimamente ligado ao marco Antropológico, encontram-se os Hábitos Básicos. É extremamente importante que os pais tenham, em comum acordo, planos de ação para o bom desenvolvimento de cada hábito. Esses planos são muito próprios de cada família e devem ser tratados com atenção pelo casal como equipe. É interessante que tais planos de ação sejam implementados o quanto antes na rotina familiar e que os pais estejam dispostos a seguir estratégias firmes, o que não significa agir com rispidez, mas sim com constância. Algumas famílias conseguem estabelecer tais planos de maneira simples, através de conversas rotineiras, outras famílias se organizam melhor através das anotações de suas observações sobre os filhos e, posteriormente, anotações dos planos de ação em si. Isso depende muito de cada realidade, de cada casal, enfim, de cada família.

É importante destacar que o cuidado dos pais com os hábitos básicos, ajudará na formação das virtudes mais para frente. Crianças pequenas que encontram, um ambiente preparado por pais dispostos a se sacrificar para desenvolver tais hábitos, terão terreno adubado para cultivar hábitos operativos bons que irão depender mais de sua própria vontade (muito embora os pais ainda tenham que ajudar e serem exemplo por algum tempo).

Homeschooling com crianças pequenas tem mais a ver com o cuidado com o marco antropológico, com o desenvolvimento de sólidos e saudáveis hábitos básicos que com as tarefas de pontilhado e mil e um jogos. Tais coisas podem até fazer parte da rotina da família, mas não são o mais importante. Trato sobre outros aspectos da prática do homeschooling com crianças pequenas nos seguintes artigos: “Homeschooling e crianças pequenas” e “Quero praticar homeschooling, mas meu filho nem nasceu” (apesar do título este último texto traz informações muito úteis mesmo para quem já é pai ou mãe).

Então! Se você tem filhos pequenos, já tem consciência de seu papel e abraçou a responsabilidade da empreitada, anote aí! Neste começo de jornada se empenhe nos 4 hábitos básicos: SONO, ALIMENTAÇÃO, ORDEM E HIGIENE. No artigo “Os quatro hábitos da primeira infância”, você poderá encontra um pouco de informação sobre cada um deles. Não deixe de conferir!

Um abraço!

Cibele

0-4 Anos, 5-10 Anos, ANÁLISE LITERÁRIA, Homeschooling, Materiais

Análise: O Gigante Egoísta – Oscar Wilde

Aqui está a porção semanal de análise literária infantil! Abaixo o podcast para você ouvir. Se preferir, texto abaixo do link! Enjoy!

Oscar Wilde

Essa história foi publicada por Oscar Wilde em maio de 1888. Conheci esse texto quando estava na graduação em Letras, e me surpreendi ao ver o talento de Wilde também na escrita de obras infantis. Há muitos aspectos que podem ser analisados nessa história. Vamos a eles!

Inicialmente, as crianças brincam no jardim do gigante, enquanto ele está viajando. As árvores estão carregadas de frutos, as flores estão viçosas, o jardim está belíssimo. Quando ele volta, proíbe as crianças de brincarem em seu belo jardim. Constrói um alto muro, e ainda coloca um aviso lá: “É proibida a entrada, proceder-se-á contra os trangressores.” Ele era egoísta. E como uma pessoa egoísta sofre ao querer o belo e bom só para si. As crianças tentavam brincar em outro lugar, mas lembravam-se sempre do belo jardim do gigante. Aqui temos um ponto importante: elas não sentem medo pelo fato de que ele é diferente. Sentem medo porque ele foi mau para com elas. As crianças normalmente são assim: não tem preconceitos, enxergam todos como iguais e com o valor que cada pessoa tem.

Mas, chega a primavera, tudo está florido, e no jardim isolado do gigante ainda é inverno! Isso acontece com quem fecha-se em si mesmo: ao redor dos demais, tudo está belo, florido. Com certeza há espinhos e dificuldades, mas o belo prevalece. E com quem acha que se basta, só resta solidão e vazio: a ausência das flores para amenizar o lugar, do canto dos pássaros… E ele ficou sem o que mais poderia alegrar a vida dele: as crianças! Onde há crianças, sempre haverá alegria! E o clima castiga o gigante: não lhe dá frutos, pois ele é muito egoísta.

Mas as crianças superam o medo e entram no jardim. Junto com elas entra a primavera! Ao toque da criança, cada árvore floresce e se agita. Mas algo acontece e enternece o coração do gigante: só em uma árvore ainda é inverno. Pois um pequenino não conseguia subir nela. O gigante então percebe que o seu egoísmo só lhe fez mal, e decide tornar aquele jardim como das crianças. Mas, como tinha sido mau, as crianças ao vê-lo fogem, e o inverno volta. Só o menininho que esteve chorando, não o vê e por isso não foge. O gigante o ajuda a subir na árvore. E o menino fica feliz. Novamente, percebemos a alegria ao produzir alegria ao nosso próximo. Mas esse menino não volta mais ao jardim.

O gigante envelhece, e apenas observa as crianças brincarem. Mas como sente falta daquele menino que o fez abrir os olhos!

O inverno retorna. Mas dessa vez, ninguém o odeia. Ele é visto como o descanso da primavera. As coisas não tão agradáveis, mas na maioria das vezes apenas nos preparam para o melhor que está por vir. Uma dificuldade nunca acontece em vão.

Mas uma árvore está florida! E nela está o menino, pelo qual o gigante tanto esperou! E o menino está ferido. O gigante fica bravo, e pergunta quem o feriu. E temos um dos mais belos trechos desse conto infantil: “Estas são as feridas do Amor”. O menino se sacrifica para ver uma árvore florescer, e dar alegria ao gigante. É uma metáfora do amor divino: Deus se entregou por amor a nós! Por isso a palavra amor está em maiúsculo. Porque é o verdadeiro amor, que só provém de Deus. E o menino então diz ao gigante: “Tu deixaste-me brincar uma vez no teu jardim; hoje virás comigo para o meu, que é o Paraíso. E nisso o gigante é encontrado morto pelas demais crianças, coberto de flores brancas. Apenas parece um fim triste. Mas não é! O gigante foi para o jardim que dura eternamente, para a fonte do que há de mais belo e bom. Ao fim do conto, esse gigante já curou seu egoísmo.

Que a beleza, o bem e o amor nos ajudem a sempre melhorarmos também, como esse gigante. E como ele, para melhorarmos sempre, teremos a ajuda do Amor.

Indicação: a partir de 4 anos.

Boa leitura!

Letícia

 

 

 

0-4 Anos, 5-10 Anos, Áreas do Conhecimento, Homeschooling, Matemática, Materiais

Tangran, Pattern Blocks, Blocos Lógicos…qual a diferença?

  

Existe uma infinidade de materiais educativos. Alguns são muito, muito úteis, outros são interessantes, mas não vitais. Para saber se realmente precisamos de cada um deles é necessário conhecer para que servem, antes de sairmos comprando tudo. Conhecendo como são e para que servem com certeza compraremos com mais consciência e a aplicação será mais rica, surtindo efeitos mais rápidos, mais profundos e duradouros. Em outras palavras, você não joga dinheiro fora e seu filho aprende de verdade.

Na fase da primeira e segunda infância, dada a necessidade natural de manipulação com o concreto das crianças, a quantidade de diferentes tipos de materiais é bem grande. Falarei neste texto de apenas 3 que, num primeiro contato podem se parecer, mas que possuem objetivos distintos. São eles: tangram, blocos lógicos e os pattern blocks conhecidos no Brasil como Mosaico Geométrico.

Os três materiais são jogos manipulativos que trabalham diferentes conceitos matemáticos como cor, tamanho, forma, padrões lógicos, habilidades visuais e espaciais, compreensão fracionária, etc. Você pode conseguir trabalhar tais habilidades sem eles, não existe uma obrigatoriedade em adquirí-los, mas sua vida pode ser facilitada se os tiver e souber usá-los.

Apesar de serem diferentes, muitas pessoas acabam confundindo os jogos e o que mais acontece é adquirir e seu uso ficar numa manipulação superficial. A intenção deste texto é fazer com que você tenha acesso a uma descrição rápida para que saiba identificar e diferenciar. Mais para frente podemos aprofundar a forma de usar cada um deles.

TANGRAM: é um quebra cabeça formado por 7 peças que juntas, quando corretamente agrupadas, formam um quadrado. As peças são 2 triângulos grandes, 1 triângulo médio, 2 triângulos pequenos, 1 quadrado e um paralelogramo. Em alguns conjuntos as peças são todas de uma só cor e em outros são coloridas. As cores não possuem nenhuma atribuição específica neste quebra cabeça. Este conjunto de peças é comumente usado para desenvolver noção espacial , raciocínio lógico e geométrico. Suas peças possibilitam a formação de inúmeras figuras e, com isso, também ajudam a desenvolver a criatividade.

 

BLOCOS LÓGICOS: são um conjunto de peças com 4 formas geométricas quadrado, triângulo, círculo e retângulo. O conjunto completo terá cada forma nas cores vermelha, amarela e azul, nos tamanhos grande e pequeno e nas espessuras grossa e fina. No total são 48 peças. Através da combinação desses atributos as crianças aprendem a classificar, agrupar, criar padrões lógicos, comparar, descrever, etc. A simples manipulação proporciona o contato com as características básicas das formas e permite que a criança explore e teste alternativas com as peças ao empilhar, tentar rolar, criar desenhos ao colocá-las umas ao lado das outras.

PATTERN BLOCKS (Mosaico Colorido): este conjunto de peças pode ser facilmente confundido com o tangram. Porém, diferentemente do jogo chinês que necessariamente tem apenas 7 peças, este pode conter um número ilimitado de blocos. Outra diferença é que os pattern blocks possuem o hexágono e o trapézio, o tangram não. As formas que compõe o jogo são: hexágonos amarelos, quadrados laranjas, triângulos verdes, trapézios vermelhos, paralelogramos azuis e losangos brancos. Estas peças possuem outra característica importante: tendo o hexágono como “inteiro” podemos cobrí-lo com 2 trapézios (meios), 3 paralelogramos (terços), 6 triêngulos (sextos) e, assim utilizá-los para o trabalho com frações. Os blocos também permitem a formação de diversas figuras e tornam possível o trabalho para o desenvolvimento da criatividade, noção espacial, padrões lineares. É um ótimo manipulativo para a introdução de conceitos geométricos.

A necessidade em adquirir cada material vai depender dos objetivos a serem trabalhados e da idade das crianças que os utilizarão. Blocos lógicos são ótimos para crianças pequenas e o tangram para os maiores. Na fase do trabalho com frações os Pattern Blocks são uma mão na roda! Antes de comprar, confira o objetivo que quer atingir!

Espero ter ajudado!

Um abraço!

Cibele