Afterschooling, Família, Homeschooling, Vídeos

Atenção e Concentração dos filhos (live)

Seu filho tem dificuldade de concentração? Ele se dispersa a qualquer mosca que passar à sua frente? Você está tendo dificuldade para encontrar meios que retenham sua atenção? Bom, você não está sozinha(o). De vez em quando também passo por isso…eu e mais um monte de famílias!

Algumas vezes me perguntam sobre esse assunto. Tenho algumas dicas e fui atrás de alguém que pudesse dar outras. Dessa busca surgiu a ideia de fazer uma live sobre o assunto. A super convidada foi a nossa psicóloga, Lélia Melo, que já possui alguns textos no blog.

Tivemos um bate papo muito gostoso que durou quase uma hora e contém dicas preciosas! Não deixe de conferir!

Se você deseja receber conteúdo sobre filhos, material de apoio, etc, entre no link abaixo e deixe seus dados para fazer parte da nossa lista vip!

LISTA VIP!

Um abraço!

Cibele

Anúncios
Afterschooling, Família, Materiais, Vídeos

DICA DE LEITURA!

Gosto de contribuir com outras famílias na educação de seus filhos. Isso, para mim, acaba sendo uma via de mão dupla. Quase sempre que ajudo, recebo uma infinidade de aprendizados, frutos das vivências dessas mães queridas que cada vez mais vão se tornando parte da minha história. Como mais um capítulo dessa minha caminhada, esta é mais uma forma de contribuir. Iniciei, através do instagram algumas postagens com dicas de leituras para as crianças. Espero que sejam sugestões interessantes e que ajudem os pais na hora de escolher um livro para comprar ou emprestar e que também possam ser mais uma ferramenta para o trabalho de diferentes aspectos vividos em família e entre amigos.

Na dica de hoje, falo sobre um dos livros de uma coleção que gosto muito: “Quer uma mãozinha”, Editora Scipione e trata do desenvolvimento do espírito de serviço, de ajuda aos demais. Gosto bastante! Espero que vocês também!

Afterschooling, Família, Homeschooling, Materiais

O que ganhei com a Música Clássica?

Somos uma geração que sofre de apeirokalia, como bem citou a minha amiga Karina do Aprendendo Latim. Essa é uma palavra grega que significa “falta de experiência das coisas belas”. Nossa geração foi criada com uma concepção estranha ao belo, como se este não existisse, como se tudo, qualquer coisa, pudesse ser considerada bela só porque sim e, paradoxalmente, nada pudesse ser considerado portador de beleza se assim alguém compreendesse. Num mundo onde tudo é subjetivo e depende unicamente da afetividade mal formada de seus atores, perdemos de vista a objetividade da vida, a realidade dos fatos concretos, a real beleza ou feiúra das coisas que nos rodeiam.

Fomos perdendo a capacidade de contemplar, absorver, processar coisas mais complexas. Nossos cérebros não foram expostos ao exercício de uma observação empenhada, à contemplação. Sim, também acho que existem certas coisas que podem ser belas para uns e não para outros, que a subjetividade é quem julga, no entanto, não são todas as coisas relativas. Existem coisas que são belas ou feias objetivamente, independente de nós e o que acontece é que nosso cérebro, nossa alma não foram educados, carinhosamente preparados para compreender dessa forma.

Educar-se de verdade custa! Ainda mais quando fomos, como humanidade, perdendo a noção de muitas coisas, quando muitas foram sendo relegadas, propositalmente, a planos cada vez mais inferiores de importância e necessidade. A destruição da beleza como realidade vem sendo feita a séculos, mas na nossa geração estamos vivenciando um triste apogeu. Agora sentimos na pele como custa aproximarmos dela. É como voltar para a academia. Como custa levantar aqueles pesinhos mequetrefes! Como dói voltar no dia seguinte…céus!…porquê paguei o plano anual mesmo? Nem vou mais!

Bom…eu sou dessa geração. Não acho que apenas um estilo de música (pintura, dança, escrita, etc) sirva, seja bela. Sim, existe consistência em diferentes estilos. No entanto, a música erudita nunca foi algo frequente nos meus dias. Eu achava uma ou outra interessante, mas nunca para realmente deleitar-me. Porém, comecei a perceber através de leituras, boas conversas como nossa vida está interligada. Se só leio as revistas de fofoca da sala de espera do dentista, que tipo de imaginário eu formo? Como escreverei bem se minha referência é pobre de marré derci? Se minhas amizades só falam de novelas e acham que promessas foram feitas para serem quebradas, que tipo de exemplo de vida vou espelhar meu caráter e fundar minha vida? Se as músicas que escuto rotineiramente possuem apenas 12 notas musicais repetidas à exaustão juntamente com frases do tipo “vai cachorra”, considerado cultura por muita gente de algumas secretarias, como espero não descer, aos poucos (ou ladeira abaixo) em minha dignidade humana e acabar expondo meus filhos a situações que não condizem com a de um ser humano, mas sim de animais que não conseguem controlar o menor impulso, seja qual for?

Ouvir música erudita frequentemente, não unicamente, mas com uma frequencia diária, me fez entrar em contato com a impressionante capacidade humana de transformação. Transformei, de maneira intencional alguns momentos de nosso dia, meu e de minhas filhas em minutos de conversa, de descoberta. Como disse uma mãe amiga que também está transformando alguns minutos do seu dia a dia “mais do que somente ouvir a música, nós mergulhamos no mundo do compositor (descobrimos um pouco da sua história, do país que nasceu, os costumes do local…). E as crianças AMAM essas descobertas!! “.

Eu e minhas filhas passamos a ouvir as músicas com maior atenção, aos pouquinhos estamos desenvolvendo uma consciência musical mais apurada (temos muito a caminhar ainda!), vamos seguindo a ordem cronológica feita pelo maestro Ademir e assim visitamos pontos específicos da história da humanidade. Procuramos ouvir a composição com atenção para compreender as explicações dadas por ele.

Tenho tido a experiência de chegar na sala e presenciar minha mais velha escolhendo alguma música já ouvida para dançar com a mais nova, pedir para escutar novamente a música de alguma semana, pois achou muito linda. Devido a tudo ser feito com frequência e envolvido em uma situação familiar, minhas filhas estão aprendendo muito sobre geografia, uma disciplina que pode se tornar meio mecânica dependendo de sua abordagem. A de 6 anos sabe explicar o que é um estuário! Fazemos brincadeiras para que adivinhem qual é o pais do compositor dando dicas como “fica no hemisfério Norte, faz fronteira com a Suíça e é banhado pelo Mar Mediterrâneo”. Elas correm procurar no mapa e descobrem! E assim vão criando conexões entre as informações, deixando mais fácil a memorização.

Ganhei tempo de qualidade com minhas filhas, contato com a beleza da música, aprendizados reais embebidos em afetividade sem a necessidade de saber tocar um instrumento, ler uma partitura. Vale muito a pena se esforçar e colocar um tempo do dia para isso.

Se você gostou da ideia, queria compartilhar um projeto que surgiu dessa nossa vivência: Música Clássica para Crianças! Nele, coloco a pesquisa que fiz para as conversas com minhas filhas com imagens, dados históricos, geográficos, bandeira, imagens dos compositores, vídeos, uma seleção de músicas feita em ordem cronológica pelo Maestro Ademir Silva bem como explicações sobre os períodos de cada obra e aspectos musicais das mesmas. é tudo feito de família para família, de simples aplicação. Clica no link abaixo para saber mais!

https://berryclub.kpages.online/musica-classica-criancas-2

Um abraço!

Cibele Scandelari

0-4 Anos, 5-10 Anos, Homeschooling, Matemática

Ensinar Frações

Redescobrir os conteúdos matemáticos tem sido uma agradável surpresa para mim. Quando eu pensava em alguns deles, a primeira coisa que me vinha á cabeça era “como é que eu vou ensinar isso?!”. Bom, isso é fruto de uma aprendizagem anterior com muitas lacunas. Quem me acompanha a algum tempo sabe que a matemática sempre foi pra mim a disciplina monstro. Culpados? Bem… creio que a forma de ensino adotado em nosso país não favoreceu um real entendimento de minha parte somado ao fato de eu ter, provavelmente, dificuldade para exatas. Falo sobre esse sentimento e sobre a realidade do ensino da disciplina no texto “Quem tem medo de matemática?”. 

Porém, tem sido uma experiência incrível ensinar minhas filhas. A abordagem internacional que encontrei nos materiais pesquisados fizeram muita diferença e a cada dia minha confiança vai aumentando. Ainda mais quando percebo que minhas filhas estão realmente entendendo! Que delícia! É claro que algumas vezes encontramos algumas coisas mais difíceis, ou percebo que preciso tirar o pé do acelerador e fazer algumas revisões ou, até mesmo, explicar novamente o que acabei de trabalhar. A realidade de poder caminhar de acordo com as possibilidades de cada filha e não para seguir o calendário é algo que faz diferença NA APRENDIZAGEM!

Bom, queria aproveitar este meu entusiasmo matemático e deixar registrado aqui uma dica simples que usei com minha filha para o início do ensino das frações.

A primeira coisa que eu tenho a dizer é: dê oportunidades variadas para que a criança possa manipular objetos para ter contato com conceitos (não apenas para frações). Não introduza as frações apresentando de cara 1/2, 1/8. Primeiro as crianças necessitam, sempre que possível, pegar em objetos e fazer aquele conceito acontecer na sua frente. O estágio concreto é super importante para que a criança consiga internalizar as primeiras noções sobre o conceito trabalhado. Não subestime essa fase.

A sugestão é  iniciar o trabalho com frações com a degustação de maçãs. Para esta atividade é interessante ter em mãos 4 maçãs que serão cortadas de formas diferentes. A ideia é que perguntas específicas sejam feitas durante o processo de corte das frutas.  Por exemplo: apresentar a primeira maçã e perguntar “O que temos aqui?”. Obviamente a criança responderá que é uma maçã. Podemos dizer que é uma maçã INTEIRA.  Então podemos separar a inteira, pegar e cortar a segunda maçã ao meio e questionar nossa plateia “e agora? O que temos aqui?”. As respostas podem vir como dois pedaços, duas metades. Se responderem “duas maçãs”, é importante fazer com que a criança reflita se alí se encontram duas maçãs inteiras. Com a resposta “duas metades”, podemos incentivar que as crianças tentem juntar as metades e podemos fazer com que percebam que duas metades juntas formam uma maçã inteira. Nessa fase, não é necessário apresentar a escrita matemática deste conteúdo. Finalizamos esta etapa pegando um dos pedaços e perguntando: “Quantas metades eu tenho aqui na mão?” e incentivar a resposta “uma metade” ou “um meio”.

Depois de explorada essa parte, pegamos a terceira fruta e podemos cortá-la em quatro partes iguais, formando os quartos. O processo para se chegar aos  quatro pedaços é o mesmo do anterior. É interessante que a criança veja a maçã sendo cortada na metade, que as perguntas sejam repetidas, depois que visualize cada metade sendo cortada ao meio. A criança pode tentar juntar as partes e perceber que 2 pedaços daqueles formam uma metade e que para formar a maçã inteira serão necessários 4 pedaços.  Pegar um pedaço e perguntar o que se tem na mão. Pode ser que a criança responda “um pedaço”, confirmamos que ela está certa e damos o nome certo: um quarto.

Com a quarta maçã fazemos a mesma coisa e agora chegamos aos oitavos. Cada maçã das etapas anteriores podem ser colocadas longe da vista, para que a criança se concentre na que está sendo cortada. Após o processo, todas podem ser colocadas à vista de maneira que fique bem visível os cortes.

Numa segunda etapa podemos introduzir algumas comparações. Assim que eu aplicar com elas essa possibilidade corro aqui e deixo registrado!

Outras possibilidades para que as frações sejam trabalhadas: bolas de massinha, noite da pizza, círculos de EVA, onde a criança será convidada a cortá-los, etc. Aproveite muitas, muitas oportunidades para a manipulação do concreto e só depois passe para o papel! Lembre disso!

Boa degustação!

Cibele Scandelari

Áreas do Conhecimento, Homeschooling, Matemática

Quem tem medo de matemática?

Uma das coisas que mais me davam medo na escola era a aula de matemática. Chééssussss … quanto calafrio passei antes, durante e depois das aulas. E olha que eu tive professores interessados… Já ouvi, li e recebi muitas mensagens de mães que relatam muita ansiedade e medo em sua prática de educação domiciliar, ou que nem começam o homeschooling por causa de seu medo com alguma disciplina. E a fofura da matemática está brilhando como uma das contempladas com o Oscar das disciplinas mais incompreendidas do cenário educacional brasileiro.

Cresci escutando que se numa turma, mais de 50% dos alunos “vão mal” na prova, é necessário que o professor faça uma reavaliação da forma como o conteúdo está sendo ministrado. Faz sentido. O que dizer, então, de um país que ocupa a 65ª posição entre as 70 nações avaliadas no PISA nessa disciplina em 2015 ? Essa foi a colocação brasileira. A avaliação mais geral do país no projeto The Learning Curve, o Brasil aparece em penúltima posição, entre 40 países pesquisados.

Eu sentia minha mão suar nas aulas de matemática. Passava mal literalmente e me senti incapaz de compreender a lógica de tudo aquilo por muitos anos. Desenvolvi medo da matéria. Hoje, após verificar que o país é massivamente jogado no limbo matemático e não conseguimos caminhar nem perto de outros países, consigo compreender que, sim, eu tinha dificuldades…mas a culpa não era só minha.

Algo está sendo feito de muito errado, há alguns anos, dentro dessa disciplina em nosso país.  Não é possível que os países bem avaliados expliquem, apliquem a matemática da mesma forma e que somente nós não consigamos captar a mensagem. O que é que países como Finlândia, Singapura, Grã-Bretanha fazem de diferente?

Quando cheguei  na idade de escolher minha profissão, sonhava com arquitetura. Não cheguei a tentar o vestibular para a área por puro medo de enfrentar os números. Nunca havia contado à minha família que desisti de algo que me inspirava, por que não me sentia capaz de enfrentar alguns pares de cálculos e problemas matemáticos. Será justo que deixemos isso acontecer com nossos filhos? Que eles nem pensem em trilhar um caminho por medo, fruto de um encaminhamento metodológico fraco, errôneo?

O que devemos fazer, como pais, para reverter esse processo? Como podemos realmente ensinar, ou ajudar nossos filhos a compreender uma disciplina tão complexamente bela como a matemática? O que precisamos fazer para que nossos filhos tenham, desde os primeiros anos, o contato com o desenvolvimento de uma linha de raciocínio que os ajude, que dê base a um pensamento lógico organizado, bem sustentado, articulado e com sólida base? Se você pudesse reaprender a lógica com seus filhos se sentiria mais confiante para ensiná-los em casa?

Vamos encontrar um caminho? Quem quer?

 

Cibele Scandelari