Afterschooling, Família, Homeschooling, Materiais

O que ganhei com a Música Clássica?

Somos uma geração que sofre de apeirokalia, como bem citou a minha amiga Karina do Aprendendo Latim. Essa é uma palavra grega que significa “falta de experiência das coisas belas”. Nossa geração foi criada com uma concepção estranha ao belo, como se este não existisse, como se tudo, qualquer coisa, pudesse ser considerada bela só porque sim e, paradoxalmente, nada pudesse ser considerado portador de beleza se assim alguém compreendesse. Num mundo onde tudo é subjetivo e depende unicamente da afetividade mal formada de seus atores, perdemos de vista a objetividade da vida, a realidade dos fatos concretos, a real beleza ou feiúra das coisas que nos rodeiam.

Fomos perdendo a capacidade de contemplar, absorver, processar coisas mais complexas. Nossos cérebros não foram expostos ao exercício de uma observação empenhada, à contemplação. Sim, também acho que existem certas coisas que podem ser belas para uns e não para outros, que a subjetividade é quem julga, no entanto, não são todas as coisas relativas. Existem coisas que são belas ou feias objetivamente, independente de nós e o que acontece é que nosso cérebro, nossa alma não foram educados, carinhosamente preparados para compreender dessa forma.

Educar-se de verdade custa! Ainda mais quando fomos, como humanidade, perdendo a noção de muitas coisas, quando muitas foram sendo relegadas, propositalmente, a planos cada vez mais inferiores de importância e necessidade. A destruição da beleza como realidade vem sendo feita a séculos, mas na nossa geração estamos vivenciando um triste apogeu. Agora sentimos na pele como custa aproximarmos dela. É como voltar para a academia. Como custa levantar aqueles pesinhos mequetrefes! Como dói voltar no dia seguinte…céus!…porquê paguei o plano anual mesmo? Nem vou mais!

Bom…eu sou dessa geração. Não acho que apenas um estilo de música (pintura, dança, escrita, etc) sirva, seja bela. Sim, existe consistência em diferentes estilos. No entanto, a música erudita nunca foi algo frequente nos meus dias. Eu achava uma ou outra interessante, mas nunca para realmente deleitar-me. Porém, comecei a perceber através de leituras, boas conversas como nossa vida está interligada. Se só leio as revistas de fofoca da sala de espera do dentista, que tipo de imaginário eu formo? Como escreverei bem se minha referência é pobre de marré derci? Se minhas amizades só falam de novelas e acham que promessas foram feitas para serem quebradas, que tipo de exemplo de vida vou espelhar meu caráter e fundar minha vida? Se as músicas que escuto rotineiramente possuem apenas 12 notas musicais repetidas à exaustão juntamente com frases do tipo “vai cachorra”, considerado cultura por muita gente de algumas secretarias, como espero não descer, aos poucos (ou ladeira abaixo) em minha dignidade humana e acabar expondo meus filhos a situações que não condizem com a de um ser humano, mas sim de animais que não conseguem controlar o menor impulso, seja qual for?

Ouvir música erudita frequentemente, não unicamente, mas com uma frequencia diária, me fez entrar em contato com a impressionante capacidade humana de transformação. Transformei, de maneira intencional alguns momentos de nosso dia, meu e de minhas filhas em minutos de conversa, de descoberta. Como disse uma mãe amiga que também está transformando alguns minutos do seu dia a dia “mais do que somente ouvir a música, nós mergulhamos no mundo do compositor (descobrimos um pouco da sua história, do país que nasceu, os costumes do local…). E as crianças AMAM essas descobertas!! “.

Eu e minhas filhas passamos a ouvir as músicas com maior atenção, aos pouquinhos estamos desenvolvendo uma consciência musical mais apurada (temos muito a caminhar ainda!), vamos seguindo a ordem cronológica feita pelo maestro Ademir e assim visitamos pontos específicos da história da humanidade. Procuramos ouvir a composição com atenção para compreender as explicações dadas por ele.

Tenho tido a experiência de chegar na sala e presenciar minha mais velha escolhendo alguma música já ouvida para dançar com a mais nova, pedir para escutar novamente a música de alguma semana, pois achou muito linda. Devido a tudo ser feito com frequência e envolvido em uma situação familiar, minhas filhas estão aprendendo muito sobre geografia, uma disciplina que pode se tornar meio mecânica dependendo de sua abordagem. A de 6 anos sabe explicar o que é um estuário! Fazemos brincadeiras para que adivinhem qual é o pais do compositor dando dicas como “fica no hemisfério Norte, faz fronteira com a Suíça e é banhado pelo Mar Mediterrâneo”. Elas correm procurar no mapa e descobrem! E assim vão criando conexões entre as informações, deixando mais fácil a memorização.

Ganhei tempo de qualidade com minhas filhas, contato com a beleza da música, aprendizados reais embebidos em afetividade sem a necessidade de saber tocar um instrumento, ler uma partitura. Vale muito a pena se esforçar e colocar um tempo do dia para isso.

Se você gostou da ideia, queria compartilhar um projeto que surgiu dessa nossa vivência: Música Clássica para Crianças! Nele, coloco a pesquisa que fiz para as conversas com minhas filhas com imagens, dados históricos, geográficos, bandeira, imagens dos compositores, vídeos, uma seleção de músicas feita em ordem cronológica pelo Maestro Ademir Silva bem como explicações sobre os períodos de cada obra e aspectos musicais das mesmas. é tudo feito de família para família, de simples aplicação. Clica no link abaixo para saber mais!

https://berryclub.kpages.online/musica-classica-criancas-2

Um abraço!

Cibele Scandelari

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0-4 Anos, 5-10 Anos, Homeschooling, Matemática

Ensinar Frações

Redescobrir os conteúdos matemáticos tem sido uma agradável surpresa para mim. Quando eu pensava em alguns deles, a primeira coisa que me vinha á cabeça era “como é que eu vou ensinar isso?!”. Bom, isso é fruto de uma aprendizagem anterior com muitas lacunas. Quem me acompanha a algum tempo sabe que a matemática sempre foi pra mim a disciplina monstro. Culpados? Bem… creio que a forma de ensino adotado em nosso país não favoreceu um real entendimento de minha parte somado ao fato de eu ter, provavelmente, dificuldade para exatas. Falo sobre esse sentimento e sobre a realidade do ensino da disciplina no texto “Quem tem medo de matemática?”. 

Porém, tem sido uma experiência incrível ensinar minhas filhas. A abordagem internacional que encontrei nos materiais pesquisados fizeram muita diferença e a cada dia minha confiança vai aumentando. Ainda mais quando percebo que minhas filhas estão realmente entendendo! Que delícia! É claro que algumas vezes encontramos algumas coisas mais difíceis, ou percebo que preciso tirar o pé do acelerador e fazer algumas revisões ou, até mesmo, explicar novamente o que acabei de trabalhar. A realidade de poder caminhar de acordo com as possibilidades de cada filha e não para seguir o calendário é algo que faz diferença NA APRENDIZAGEM!

Bom, queria aproveitar este meu entusiasmo matemático e deixar registrado aqui uma dica simples que usei com minha filha para o início do ensino das frações.

A primeira coisa que eu tenho a dizer é: dê oportunidades variadas para que a criança possa manipular objetos para ter contato com conceitos (não apenas para frações). Não introduza as frações apresentando de cara 1/2, 1/8. Primeiro as crianças necessitam, sempre que possível, pegar em objetos e fazer aquele conceito acontecer na sua frente. O estágio concreto é super importante para que a criança consiga internalizar as primeiras noções sobre o conceito trabalhado. Não subestime essa fase.

A sugestão é  iniciar o trabalho com frações com a degustação de maçãs. Para esta atividade é interessante ter em mãos 4 maçãs que serão cortadas de formas diferentes. A ideia é que perguntas específicas sejam feitas durante o processo de corte das frutas.  Por exemplo: apresentar a primeira maçã e perguntar “O que temos aqui?”. Obviamente a criança responderá que é uma maçã. Podemos dizer que é uma maçã INTEIRA.  Então podemos separar a inteira, pegar e cortar a segunda maçã ao meio e questionar nossa plateia “e agora? O que temos aqui?”. As respostas podem vir como dois pedaços, duas metades. Se responderem “duas maçãs”, é importante fazer com que a criança reflita se alí se encontram duas maçãs inteiras. Com a resposta “duas metades”, podemos incentivar que as crianças tentem juntar as metades e podemos fazer com que percebam que duas metades juntas formam uma maçã inteira. Nessa fase, não é necessário apresentar a escrita matemática deste conteúdo. Finalizamos esta etapa pegando um dos pedaços e perguntando: “Quantas metades eu tenho aqui na mão?” e incentivar a resposta “uma metade” ou “um meio”.

Depois de explorada essa parte, pegamos a terceira fruta e podemos cortá-la em quatro partes iguais, formando os quartos. O processo para se chegar aos  quatro pedaços é o mesmo do anterior. É interessante que a criança veja a maçã sendo cortada na metade, que as perguntas sejam repetidas, depois que visualize cada metade sendo cortada ao meio. A criança pode tentar juntar as partes e perceber que 2 pedaços daqueles formam uma metade e que para formar a maçã inteira serão necessários 4 pedaços.  Pegar um pedaço e perguntar o que se tem na mão. Pode ser que a criança responda “um pedaço”, confirmamos que ela está certa e damos o nome certo: um quarto.

Com a quarta maçã fazemos a mesma coisa e agora chegamos aos oitavos. Cada maçã das etapas anteriores podem ser colocadas longe da vista, para que a criança se concentre na que está sendo cortada. Após o processo, todas podem ser colocadas à vista de maneira que fique bem visível os cortes.

Numa segunda etapa podemos introduzir algumas comparações. Assim que eu aplicar com elas essa possibilidade corro aqui e deixo registrado!

Outras possibilidades para que as frações sejam trabalhadas: bolas de massinha, noite da pizza, círculos de EVA, onde a criança será convidada a cortá-los, etc. Aproveite muitas, muitas oportunidades para a manipulação do concreto e só depois passe para o papel! Lembre disso!

Boa degustação!

Cibele Scandelari

Áreas do Conhecimento, Homeschooling, Matemática

Quem tem medo de matemática?

Uma das coisas que mais me davam medo na escola era a aula de matemática. Chééssussss … quanto calafrio passei antes, durante e depois das aulas. E olha que eu tive professores interessados… Já ouvi, li e recebi muitas mensagens de mães que relatam muita ansiedade e medo em sua prática de educação domiciliar, ou que nem começam o homeschooling por causa de seu medo com alguma disciplina. E a fofura da matemática está brilhando como uma das contempladas com o Oscar das disciplinas mais incompreendidas do cenário educacional brasileiro.

Cresci escutando que se numa turma, mais de 50% dos alunos “vão mal” na prova, é necessário que o professor faça uma reavaliação da forma como o conteúdo está sendo ministrado. Faz sentido. O que dizer, então, de um país que ocupa a 65ª posição entre as 70 nações avaliadas no PISA nessa disciplina em 2015 ? Essa foi a colocação brasileira. A avaliação mais geral do país no projeto The Learning Curve, o Brasil aparece em penúltima posição, entre 40 países pesquisados.

Eu sentia minha mão suar nas aulas de matemática. Passava mal literalmente e me senti incapaz de compreender a lógica de tudo aquilo por muitos anos. Desenvolvi medo da matéria. Hoje, após verificar que o país é massivamente jogado no limbo matemático e não conseguimos caminhar nem perto de outros países, consigo compreender que, sim, eu tinha dificuldades…mas a culpa não era só minha.

Algo está sendo feito de muito errado, há alguns anos, dentro dessa disciplina em nosso país.  Não é possível que os países bem avaliados expliquem, apliquem a matemática da mesma forma e que somente nós não consigamos captar a mensagem. O que é que países como Finlândia, Singapura, Grã-Bretanha fazem de diferente?

Quando cheguei  na idade de escolher minha profissão, sonhava com arquitetura. Não cheguei a tentar o vestibular para a área por puro medo de enfrentar os números. Nunca havia contado à minha família que desisti de algo que me inspirava, por que não me sentia capaz de enfrentar alguns pares de cálculos e problemas matemáticos. Será justo que deixemos isso acontecer com nossos filhos? Que eles nem pensem em trilhar um caminho por medo, fruto de um encaminhamento metodológico fraco, errôneo?

O que devemos fazer, como pais, para reverter esse processo? Como podemos realmente ensinar, ou ajudar nossos filhos a compreender uma disciplina tão complexamente bela como a matemática? O que precisamos fazer para que nossos filhos tenham, desde os primeiros anos, o contato com o desenvolvimento de uma linha de raciocínio que os ajude, que dê base a um pensamento lógico organizado, bem sustentado, articulado e com sólida base? Se você pudesse reaprender a lógica com seus filhos se sentiria mais confiante para ensiná-los em casa?

Vamos encontrar um caminho? Quem quer?

 

Cibele Scandelari

FAQ, Homeschooling

Educação de qualidade já, porque minhas filhas são crianças AGORA

A educação no Brasil precisa sim de melhorias. Precisa de linhas pedagógicas que consigam abarcar as diferentes realidades. Precisa que a verba destinada chegue ao seu real destino e nele seja aplicada da forma correta. Precisa de profissionais bem capacitados. Tenho noção de tudo isso. Já estive em escola pública como funcionária concursada. A melhoria da educação brasileira, assim como outras áreas não acontecerá da noite para o dia. Levará tempo e fará parte de um processo. No entanto, nesse processo, nossos filhos, as minhas filhas existem agora. São crianças AGORA. Estão em desenvolvimento AGORA. Como responsável por elas AGORA, tenho o dever de fazer os sacrifícios para que as elas tenham acesso a uma educação de qualidade, em todos os sentidos. Isso não quer dizer que não ligo para o que acontece fora da minha casa. Quer dizer, apenas, que devo analisar a realidade do poder de ação efetivo que tenho e das prioridades e urgências que são apresentadas a mim.

 Por tudo isso, cabe aqui uma metáfora. Imagine que seu filho é um paciente em um hospital público, o qual você acredita que merece melhor administração. Seu filho necessita de um tratamento especial e você consegue um atendimento mais adequado às necessidades dele em outro lugar, um hospital particular ou um atendimento domiciliar. Nesse atendimento ele terá terapias personalizadas e individuais e, só por isso, os resultados tendem em grande medida a terem rendimento acima da média. Com esse tratamento seu filho viverá melhor. Você deixa a oportunidade passar para lutar pela saúde de qualidade? Deixa seu filho no corredor do hospital que mal possui leitos, remédios, aparelhos, profissionais pagos com dignidade ou leva-o para o lugar no qual ele conseguirá melhorar de verdade? Percebe que uma coisa não tem relação com a outra? Você que tem plano de saúde (eu não tenho…kkk), e pensa que, para lutar pela escola pública é necessário que só ela exista, ou que seja frequentada, também acha isso do SUS? Jogaria fora sua carteirinha do super plano agora?

Fui funcionária pública, estive em escola pública durante algum tempo. Quem está dentro do sistema luta por ele em suas entranhas, é verdade. Mas isso não quer dizer que quem está fora não faz nada. Ouso dizer, inclusive que, algumas vezes, quem não está vinculado de forma alguma tem mais possibilidades, pois não teria nada pessoal a perder. Não seria ameaçado a ser realocado, pressionado de alguma forma. Esse tipo de coisa acontece sim.

Bom, acredito que lutamos por uma educação de qualidade, criando futuras pessoas íntegras, que saberão diferenciar linhas de pensamento escusas, que lutarão pela honestidade e isso desembocará na escola pública e em outras esferas. Nossa linha de atuação pode ser no microcosmos da sala de aula, da secretaria, da prefeitura e/ou no macrocosmos da sociedade, representada por cada família em contato com outras famílias. Esse é um dos vários motivos que acredito que a educação domiciliar deva existir, juntamente com as outras opções educativas em nosso país.

Lutemos pelo direito à escolha. A liberdade faz parte do ser humano e quanto mais este aprende a ser livre e assim atuar, mais chance de termos uma sociedade melhor.

Cibele Scandelari

FAQ, Homeschooling

Educação Pública de qualidade e Educação Domiciliar

No primeiro texto (AQUI) sobre a relação que algumas pessoas fazem entre a possibilidade da educação domiciliar impedir seus praticantes de se preocuparem com a educação pública, fiz uma reflexão sobre como essa linha de raciocínio abrange outras instituições e como, na verdade, é perigosa. Hoje, gostaria de analisar esse pensamento à luz das palavras contidas em nossa lei máxima.

Existe um parágrafo na Constituição brasileira que diz que a liberdade e pluralismo de ideias são uns dos princípios da educação no país e que aos pais é garantido o direito e dever de assistir, criar e educar os filhos menores. Pois bem. Não é à toa que está na nossa Carta Magna tais palavras. A garantia da pluralidade de ideias, a coexistência de diferentes concepções pedagógicas aumentam as chances de contemplar as mais diferentes realidades e impedem que a educação seja lançada mão como ferramenta de manipulação, seja para qualquer tipo de mentalidade.

Defender a existência da opção pela educação domiciliar não é defender o descaso para com as outras concepções pedagógicas. É, na verdade, lutar pela possibilidade de escolha, direito de qualquer pessoa.

Quem brada dizendo que luta à favor da escola pública e que, por isso, é contra a educação domiciliar, esquece que não precisamos, efetivamente, usar um serviço público para lutar por ele. Seguindo essa linha de raciocínio, nada mais poderia existir que não fosse estatal. E isso é perigoso. Não acha perigoso? Então, vamos a um exemplo: imagine você não poder escolher o que ver na internet pois o governo detém o controle dos meios e ele escolhe por você o que pode ou não ter acesso. Não precisamos ir muito longe para conseguir exemplos disso… Certas coisas estão na Constituição para garantir que os cidadãos do país possam gozar de direitos, compreender suas responsabilidades, serem cobrados por elas.

Outro argumento contra essa linha de raciocínio é que a existência de um serviço básico nos moldes públicos não impede, não inviabiliza, necessariamente, a existência desses serviços em outros moldes, ou outras formas de conseguir os mesmos resultados. Do contrário teremos que pensar a existência dos transportes particulares, por exemplo.

Privar as famílias de uma possibilidade de escolha vai contra a Constituição e não melhorará o ensino público que sofre, principalmente, com a corrupção (motivo pelo qual a verba não chega). Esta monstra assola o país como um todo e é nela que devemos atacar. E atacaremos através de pessoas bem formadas, com pontos de vistas diferentes, capazes de analisar a realidade sob perspectivas multifacetadas, com maiores chances de encontrar soluções. Ter uma única via de ensino garante apenas e tão somente a produção de um ensino massificante, produtor de indivíduos usuários de antolhos colocados ao longo de muitos anos de uma educação destinada a limitar a visão e forçar o olhar apenas para uma forma de pensar. A realidade, no entanto, é diversificada. É tão rica que necessitamos do olhar dos outros para compreender o todo, ou vislumbrar o caminho para tal empreitada. Para isso, precisamos garantir a pluralidade e a real qualidade em todas essas possibilidades.

Certos assuntos precisam ser pensados e repensados…por isso este ainda não acabou. Continuarei a refletir e a expor minhas opiniões, na busca, sincera, pela verdade dos fatos baseados na realidade.

 

Cibele Scandelari