Família, Maternidade, Virtudes

Beleza dos filhos e educação – Parte 2

Na primeira parte deste tema, em tempos de exaltação da feiura e do grotesco, comentei sobre a importância de vermos a beleza como um serviço aos demais e ajudar, tanto os filhos que são destaque por questão genética como aqueles que se destacam por outras coisas, a se esforçarem pela busca e reconhecimento do belo de uma maneira mais profunda. Nesta parte, gostaria de destacar a importância das atitudes dos pais frente ao desenvolvimento dessa postura madura frente à busca da beleza como serviço. Isso porque é importante também que dentro da própria família, os membros reconheçam as belezas aparentes daqueles que compõe o lar. A opinião do pai sobre como a filha está bonita, por exemplo, pode ter grande impacto no desenvolvimento de sua personalidade e auto estima. Isso acontece desde a mais tenra idade e tem grande importância na puberdade. Se os pais desenvolvem esse cuidado desde cedo, quando a menina ou menino quiserem seguir uma tendência que claramente não convém à sua idade, segurança, etc, a opinião dos pais não soará como uma proibição e sim como uma opinião sincera de quem os acha bonitos demais para ceder a algo que não está à altura. 

Se a família se faz presente de maneira positiva, alegre, jovial, a opinião de quem é de fora terá a importância real que deve ter. Não será supervalorizada a ponto de mudar o interior da criança, afetando-a das mais variadas formas.

Neste sentido, é importante destacar que a família, os pais possuem papel sine qua non no desenvolvimento e na manutenção da auto estima dos filhos. Quando pequenas, as crianças não possuem uma real consciência de si mesmas. Não sabem avaliar suas capacidades, suas características físicas e de personalidade. Dependem, em grande medida daquilo que falam dela para ela mesma e daquilo que escuta os outros falarem sobre si. Sendo assim, quando os pais demonstram, por meio de atitudes concretas e falam de maneira clara o quanto amam a presença de seu filho e como consideram como ele é e as coisas que ele faz, dão o amparo necessário para que aquela criança tenha uma percepção saudável de si mesma, mesmo que seja para melhorar em algo.

A partir daí se, por algum acaso ela não tenha o padrão de beleza definido para a época, ou tenha um irmão que se destaca muito, ela terá uma auto-estima tão bem estruturada que isso não a afetará de maneira profunda. Ela perceberá que existem coisas que também valem muito, pois necessitam de esforço e ficará satisfeita e tranqüila consigo mesmo, além de esforçar-se para ter sim uma aparência agradável e não agirá nessa área com futilidade, mas verá uma oportunidade a mais para se esforçar pelos outros, estando bela também por fora. Isso permitirá que novas aprendizagens e vivências tenham lugar na vida dela e, a partir daí poderá a ser dona de seu próprio nariz, seja ele arrebitado, como manda a revista top da moda ou não.

Sendo assim, se você tem um filho capa de revista em casa, tenha claro para si mesmo que admirar a beleza dele é algo muito bom. Falar isso para ele também é muito bom. Porém, não pode e não deve ser o que defina a vida dessa belezura. Beleza exterior o tempo desfaz e o ser humano necessita trabalhar seu interior em consonância com o exterior. Dê chances reais de seu filho ser bonito por mérito. Permita situações nas quais se esforce e reconheça isso e o ajude a fazer com que o seu físico, seu vestir, seu cuidado e asseio com seu corpo sejam reflexo da sua alma. Isso o ajudará muito a ser um adulto de bom caráter e também ajudará, se tiver irmãos, a não criar um clima de competição não saudável.

Quando sua família estiver na rua e novamente apenas um for elogiado, trate você mesmo de lembrar as coisas boas que ele e os outros conseguem fazer. Ou destaque algo bonito no físico dos demais também, procurando equilibrar os elogios. Certa vez, estava com uma amiga que tem duas filhas, uma com olhos super azuis e outra com olhos escuros. Logo alguém elogiou os olhos claros da mais nova e, sem perceber, não falou absolutamente nada da outra que, coitadinha, ficou ali quietinha olhando para baixo. Essa minha amiga, mais que depressa passou a mão na cabeça dela a olhou e disse ” E essa é a minha lindeza com olhos lindos de jabuticaba!”. Foi o que bastou para tirar um sorriso da outra filha.

Que não tenhamos medo de querer o belo, de admirar a beleza mesmo em meio à ditadura da feiúra e que saibamos equilibrar a maneira como educamos nossos filhos para que estes encontrem também o ponto justo das várias facetas da beleza.

Cibele Scandelari

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Família, Maternidade, Virtudes

Beleza dos filhos e educação

Beleza é algo muito bom. Uma pessoa, que gosto muito, sempre me diz que quem procura o bom e o belo, procura a Deus, mesmo que não saiba. A busca pela beleza está em diversos aspectos da vida dos homens. Muitos se esforçam por compor uma melodia harmoniosa, outros em transmitir através do movimento em conjunto com a música uma beleza difícil de descrever. Assim acontece em diversos aspectos da vida humana, posso até dizer do trabalho humano, pois é mais que possível encontrar beleza no trabalho bem feito.

Agora mudemos um pouco o foco. Foquemos em nossa família, em nossos filhos e em sua educação. Todo filho é bonito. Todo filho, inclusive os recém nascidos com aquela carinha maravilhosamente amassadinha. Essa beleza é vista com os olhos do coração. Do amor. O amor nos coloca uns óculos capazes de ver coisas muito além daquelas que os olhos conseguem ver.

Mas, o que fazer se todos que passam por um de nossos filhos, comentam, elogiam, aplaudem sua beleza física, praticamente esquecendo a presença dos outros, ali ao lado? O que fazer se parece que, para um dos filhos, os pais foram até o supermercado das belezas genéticas e escolheram, a dedo, a cor de olhos mais linda, a boca mais carnudinha, o narizinho mais arrebitado? Essa preocupação torna-se ainda mais urgente quando compreendemos que beleza, essa aparente, genética, não é um mérito. A criança não fez algo para ser daquela maneira, não se esforçou, mas mesmo assim recebe elogios kilométricos.

Porém, essa compreensão, a de que a beleza não é motivo de mérito, não é certeira. Ou melhor, não é certo que todos cheguem nela. Ainda mais para as outras crianças que estão ali ao lado, observando, percebendo que a aparência ganha muita atenção e que é fácil ficar em segundo plano quando se está ao lado do(a) irmão(a) que “bem poderia ser modelo(a)”. Com o passar do tempo talvez comecem a se questionar se a aparência é mais importante que outras características que dependem da força de vontade, por exemplo.

O que a família deve fazer, se a aparência física de um filho chega antes da grandiosidade de coração, da perseverança, da generosidade, da afetuosidade, etc., que ele mesmo tem ou que os outros possuem e que também é beleza? O que fazer se a própria criança tem inúmeras outras qualidades, mas consegue as coisas porque é bonita e não tem chance de se esforçar?

Bom, acredito que nesta questão, seja importante focar nas atitudes dentro da família, principalmente do núcleo familiar. Difícil, se não impossível, é controlar os comentários das pessoas com as quais encontraremos ao longo da vida. Até mesmo porque, quase certeza, não existirá maldade na menina da panificadora que olha pra sua filha e elogia os olhos, o cabelo e o que mais puder. Sem falar que é claro que é gostoso ouvir elogios aos nossos filhos.

A questão aqui não é ignorar uma característica, ou dar a entender que a mesma não é algo bom. Beleza é bálsamo e é necessário colocá-la com o seu real valor, vendo-a pelo ponto de vista da pessoa integral. Se vejo a pessoa do ponto de vista da sociedade atual, que destaca como mais importante o que é material, a aparência será algo maior que a integridade, por exemplo. Mas este não é o ponto de vista escolhido se você acredita que um ser humano é o seu corpo e algo mais. Do ponto de vista da pessoa integral a beleza, o esforço pelo cuidado com o vestir, o trato corporal, podem ser um serviço aos demais. Explico-me (de maneira exagerada): imagine que vc está para se casar. A data é, sem dúvida, importante para você, que cuidou de cada detalhe e anseia por ver seus amigos queridos testemunharem sua felicidade. Então, chega seu amigo, aquele amigo bonito, vestindo a roupa de corrida, todo suado no meio dos outros convidados. Concorda que é uma falta de respeito? Que a pessoa não deu a menor atenção ao evento e à você? Seria um SERVIÇO da parte dela apresentar-se bem vestida. Embeleza o seu momento, valoriza aquilo que você dá valor. Assim é em cada momento. Depende de nós mostrarmos isso para nossos filhos, inclusive dentro de casa. Uma mãe linda, mas desleixada pode passar a ideia de que quem importa são as visitas, que é quando ela se arruma…filhos captam essas coisas.

Neste aspecto os pais devem ter muita consciência de seu papel, da importância do mesmo e assim fomentar situações nas quais todos os integrantes percebam que são amados pelo que são e recebem reconhecimento pelas coisas que se esforçam. Esse esforço pode e deve aparecer também na medida com que o cuidado com a beleza estética é pensada em ser caridade com os que nos rodeiam. Assim, o foco da beleza genética passa ao foco pela beleza conquistada em inúmeros campos da vida da criança e isso faz toda a diferença. Dar-se-á valor, assim, tanto para o ganhador da loteria de DNA quanto para o super simpático e esforçado. 

Sobre essas questões, o próximo artigo (PARTE 2) a respeito da beleza e da educação tratará sobre a importância da opinião dos pais a respeito de quem a criança é, aparenta, faz. Não deixe de conferir. 🙂

Cibele Scandelari

Família, Maternidade, Virtudes

Como formar a (boa)  vontade nas crianças pequenas – Parte 3: a satisfação

PROPORCIONAR OPORTUNIDADES DE SATISFAÇÃO COM O TRABALHO BEM FEITO

Ao pensar sobre como podemos desenvolver a vontade, a boa vontade em nossas crianças, a primeira coisa que me passou pela mente foi sobre a necessidade de expormos a criança ao contato com o belo, para que possa ter boas referências (link AQUI). Também me foi bastante plausível que esse desenvolvimento necessite da prática, da ação e que esta seja gradual, de acordo com a maturidade da criança e que as pequenas contrariedades dos dias sirvam como os pequenos pesos do início de um treino de musculação. Não há como levantar um peso muito grande já no início. Assim é com a vontade, que muitas vezes terá que suportar, pelos outros ou por um bem maior pequenas ou grandes contrariedades. Não esperemos adolescentes cheios de vontade em fazer o bem aos outros se os mesmos não são capazes de sofrer um pouco por isso. Esses “reizinhos” existem aos montes e não são capazes de tirar o prato da mesa, esperar os outros se servirem, etc. Isso começa quando não deixamos que nossos pequenos sofram pequenas frustrações, que tenham alguma tarefa dentro da casa. Tratamos sobre isso NESTE post.

Faz parte do desenvolvimento da vontade o enfrentamento com as frustrações . Muitas e muitas vezes na vida teremos que escolher algo ou fazer algo que não nos agrada tanto para beneficiar outra pessoa, por amor, por uma causa. Simplesmente é assim. Apesar de ser verdade que nosso tempo careça de mais gente disposta a ter algumas frustrações… No entanto, na infância é importante que as crianças ao passar pelas frustrações, tanto aquelas que as mesmas não tiveram escolha quanto aquelas que escolheram passar (emprestar um brinquedo que gostam muito, aguardar mais do que o esperado por algo sem reclamar, comer algo que não gostam,etc) também sejam elogiadas e tenham a oportunidade de ter alguém que lhes mostre os bons resultados de suas ações, de suas escolhas. Devido ao egocentrismo, à sua natural imaturidade, é natural que a criança não consiga ver os aspectos positivos de algo que, para ela era ruim, chato, injusto. É necessário ter empatia com a criança para conseguir transmitir-lhe o outro lado da moeda. Não adianta falar com muita racionalidade, como com um adulto e nem de maneira infantilizada.

Ao conseguir doar-se, escolher fazer algo que exigiu um esforço interior é bom que a criança encontre um afago, um sorriso e que possa ser guiada a verificar que seu gesto fez outra pessoa sorrir, descansar, etc. Poucas palavras e um contato físico e pelo olhar podem bastar para preencher o espaço que a imaturidade talvez não consiga dar conta. Quando a criança faz algo que esperamos que faça devemos elogiá-la. Não quer dizer que isso fará com que a mesma venha a achar que é mais do que na verdade seja, mas estaremos destacando a importância da sua ação e aos poucos ela irá fortalecer sua vontade pois perceberá o bem intrínseco em cada escolha. Com o desenvolvimento da razão começará a refletir sobre suas ações e na medida que puder contar com bons modelos e com pessoas para trocar ideias poderá fazer as boas escolhas sem esperar reconhecimento externo, pois o ato bom em si já basta. Claro que isso é esperado conforme amadurecemos e, com certeza, eu e você que lê estas linhas conhece pessoas que, tristemente, não conseguiram amadurecer a ponto de ter a alegria de doar-se verdadeiramente.  Neste caminho por educar a vontade de nossos filhos, fazendo-os regozijar-se pelo bem posto em prática, podemos fazer nós mesmos uma reflexão: estamos nós no caminho do amadurecimento? Somos capazes de nos sentir bem perante certas frustrações? Lembremos que somos exemplos.

 

Cibele Scandelari

Família, Materiais, Virtudes

Dica de material – valores

Algum tempo atrás comprei uma coleção de livros infantis, pensando no trabalho sobre bom comportamento com meus alunos. Meio que havia esquecido da coleção. Dando uma olhada no meu pequenino acervo reencontrei-os e decidi usá-los com minhas filhas. Afinal, o tema não importa só em sala de aula, não é?

A coleção em questão é a “Valores”, da Editora Scipione.

A leitura é rápida e proporciona um diálogo interessante a respeito do dia- a-dia, sedmpre com foco no desenvolvimento de bons hábitos.

Gosto do estilo das ilustrações, despojado sem ser desleixado. São bonitas e convidativas. Minhas filhas gostaram e após a leitura quiseram reler e folhear.

Ao final do livro, existem algumas instruções para pais e professores com algumas sugestões de diálogo sobre o assunto e como o livro pode ser usado.

Iniciamos nosso diálogo instigado pela coleção com o título “Quer uma mãozinha?”, a respeito de colaboração.  Até minha furacão de 2 anos e 10 meses quis sentar e prestar atenção. Como a própria sinopse da obra diz, este livro deixa claro para as crianças a importância de ajudar as outras pessoas. Quando são elas que precisam de um favor, o conceito de colaboração passa a fazer sentido.

As mais velhas realmente gostaram e participaram bem. Ao final, cada uma relembrou as situações nas quais ajuda em casa  e quando não ajuda. Conversamos sobre os motivos pelos quais não ajudam algumas vezes e as consequências disso para a família como um todo. Depois, propus que escolhessem 2 coisas fáceis para começar a colaborar. Os propósitos foram escritos no quadro negro por elas mesmas. Até a que estava com febre quis participar.

Trabalhos assim não fazem com que a criança passe magicamente a colaborar, a ajudar. São momentos para introduzir ou reforçar o assunto e fazer com que os pequenos reflitam um pouco com base em uma história, em uma ilustração que talvez crie um impacto em seu imaginário. Quando as situações estiverem acontecendo no dia-a-dia, os pais possuem mais uma maneira de relembrar seus filhos da importância de  vencer uma preguiça e ajudar.  Virtudes só são conquistadas mediante a prática constante de bons hábitos operativos (ações efetivadas, postas em prática). Neste campo, é até bom filosofar (necessário inclusive), mas as coisas precisam ir para a prática. De pouquinho em pouquinho, com muito reconhecimento pelas pequenas grandes vitórias.

 

Cibele

Família, Hábitos Básicos, Virtudes

Como Educar a vontade? Parte 2

Como formar a (boa)  vontade nas crianças pequenas – Parte 2: a concretização da ação na primeira infância

 

Na primeira parte da nossa conversa sobre como educar a vontade das crianças, falamos um pouco sobre o belo. Ao refletir sobre o tema, sobre como fazer com que as crianças venham a “querer querer” algo bom, me pareceu certo que para isso acontecer, essas mesmas crianças devem saber identificar o belo, ter tido contato, saber apreciar. Podemos colocar essa etapa junto da educação do intelecto…a inteligência deve captar e processar a beleza. No entanto, não basta apenas  isso. Deve existir um movimento interno que me leve à ação e um movimento externo, físico, a ação propriamente dita que seja colocada em prática. Como podemos educar nossos filhos para que isso aconteça?

Bom, assim como na musculação não começamos levantando 40 kg, não vamos esperar que uma criança tenha a força de vontade da maturidade. Aliás, cá está uma boa medida para podermos avaliar a nossa maturidade…somos maduros o suficiente para querermos o que vale a pena, arcando com as consequências que isso possa acarretar? Dá pra ver que vivemos numa época bem imatura não é mesmo?

Mas vamos continuar…foquemos nos nossos filhos. Para desenvolver a dimensão volitiva, devemos ter a intenção para tal. Dessa maneira o processo poderá obter maiores resultados. Devemos começar cedo e não esperar que a criança cresça para, então conversar e explicar. Seu filho deve poder vivenciar o desenvolvimento dessa “ferramenta”. Como dito anteriormente, não podemos exigir coisas grandes e profundas das crianças neste quesito. É normal que sejam egocêntricas e tenham dificuldade de fazer certas coisas. É importante termos claro isso. No entanto, o fato de ser normal não quer dizer que não devamos dar a oportunidade da criança exercitar determinada atitude.

O desenvolvimento da vontade se dá através da vivência cotidiana de 4 pilares na primeira infância que são os hábitos básicos: sono, alimentação, ordem e higiene. Por exemplo, ao ter um horário para dormir, uma rotina estruturada para esse fim, a criança terá a oportunidade de ter uma parte de seu dia organizado, previsível e isso lhe dará mais segurança. Em dado momento, dormir em determinada hora pode ser que seja custoso, mas isso a fortalecerá quando estiver à frente de uma decisão que custe um pouco mais.

Nesse sentido, o papel dos pais é proporcionar o ambiente adequado e as metas plausíveis para que a criança possa vivenciar a concretização de determinados atos imprescindíveis para o fortalecimento de sua vontade como por exemplo guardar seus brinquedos sempre após brincar, acordar e/ou dormir em horas determinadas, conquistar a autonomia gradativa na alimentação, enfrentar o queixume por não querer comer algum alimento e consumí-lo cada vez um pouco mais e cada vez com menos reclamação, etc. Na medida em que a criança realiza ações como essas, é elogiada e vai percebendo que seus esforços resultam em algo bom, sua força de vontade vai se fortalecendo para, mais tarde, ser firme o suficiente e poder renunciar a algum luxo ou comodidade em prol de um bem maior. Não esperemos um adolescente altruísta se o mesmo nunca foi exigido em nada, nunca foi contrariado e sempre tratado como o rei da casa.

Trabalhar a força de vontade nas crianças não quer dizer que os pais não podem dar um carinho para seus filhos, fazer-lhes alguns mimos. Quer dizer que os pais devem ter claro para si mesmos os fins, ter um diálogos de casal afinado, metas concretas e plausíveis para cada filho e saber exigir a concretização de cada meta, ato de maneira firme e carinhosa. Ou seja, a criança deve saber que é seu DEVER, por exemplo, guardar aqueles brinquedos. Mas recebe os lembretes através de um sorriso, de uma companhia. Ela faz sabendo que é amada.

Seguem algumas sugestões que devem ser avaliadas conforme a realidade da família:

  •  chupeta: ideal é que, se for usada, que a criança tenha momentos para o uso, por exemplo, apenas para dormir. Usar apenas nessas horas fortalecerá sua vontade.
  •  Não gosta de alguma comida? Começa comendo  muito pouco e vai aumentando a quantidade gradativamente.
  •  Estabelecer previamente o local para que algumas coisas sejam guardadas e que isso seja de responsabilidade da criança.
  •  Incentivar a autonomia gradativa no despir-se e no vestir-se. Além da vontade ajuda a desenvolver a coordenação motora.

Mande outras sugestões…

Queremos pessoas inteiras? Então vamos criar filhos de boa vontade. Mas uma vontade atuante. Pessoas cheias de vontade e não cheias de si.

Cibele Scandelari