Família, FAQ

Rotina: homeschooling X organização do lar

Como você organiza sua rotina? Você dá conta de ensinar as meninas e cuidar da casa?

Bom, já me perguntaram isso algumas vezes.. inclusive minha própria mãe (!). Confesso que fui e sou reticente em escrever estas linhas, por acreditar que cada família é única e este é um ponto muito íntimo de cada uma. O que faço na minha casa pode não ser adequado em outra por diversos fatores. Acredito que minha rotina vai ser aprimorada ao longo dos anos, conforme eu for aprendendo com meus próprios erros e acertos.  No entanto, compreendo que na multidão de conselhos podemos encontrar sabedoria. Por isso, se você chegou até aqui, procurando um passo a passo, sinto decepcionar, mas já dou a dica de pesquisar muitos outros textos de tantas mães maravilhosas que praticam a educação domiciliar. Provavelmente você encontrará, na diversidade de realidades, pequenas formas de encarar o dia a dia que te ajudem a formular a rotina ímpar da sua própria família.

Dito isto, posso falar um pouco do que escolhemos para o nosso dia-a-dia. Flexibilidade, simplicidade e constância.

Quando começamos nosso homeschooling, tentei reproduzir em minha rotina muito do que eu tinha como professora. A sequência das aulas, o tempo de cada uma, etc. Simplesmente não funcionou. Fui me tornando mais flexível ao conversar com outras mães, ao ler relatos como este, ao testar coisas que outras famílias faziam. Esse processo nos levou às três palavras que citei logo acima. Ainda podemos fazer muitos ajustes, no entanto, acredito que cada ajuste deva ser pensado para a situação na qual a família está vivendo.

Por esses motivos, não acredito que funcione eu colocar aqui uma grade horária e as atividades relativas a cada hora do dia. Acho que contribuo mais com outras famílias ao explicitar as linhas gerais.

A primeira é que escolhi não ter um horário definido para começar. Temos bebê em casa, algumas das meninas tem terror noturno e acredito que um dos ouros do homeshooling é a flexibilidade. Sendo assim, iniciamos os estudos, geralmente pela manhã, após as camas estarem arrumadas, café tomado e louça lavada. Algumas vezes elas me pedem  se podem estudar no período da tarde. Nesses dias, analiso as tarefas da casa, se iremos sair ou não e decido se é possível fazer uma troca. Muitas vezes estudamos um pouco de manhã e um pouco à tarde e elas podem ter tempo para brincar nos dois períodos.

Procuro fazer com que o local de estudo esteja organizado. Se estamos num período caótico e todos os cômodos foram visitados por algum tufão, minha estratégia é ir para o quarto delas, arrumá-lo, fechar a porta para que eu não seja tentada a começar a organização e iniciar os estudos. Dessa forma cumpro com as tarefas de homeschooling sem interrupções de ordem doméstica (limpeza, ordem, etc) e quando inicio meus deveres de dona de casa, estou com a consciência tranquila para com o estudo das crianças.

Quando estamos num momento bagunçado, mas menos caótico, procuro aproveitar os intervalos entre as tarefas para adiantar o expediente doméstico como dobrar umas roupas, estender outras que acabaram de sair da máquina, acelerar o almoço, etc. Cada vez mais elas começam a participar desse processo e isso faz toda a diferença. Incluir as crianças na rotina de afazeres da casa quase que dá pra contar como atividade de homeschooling porque são atividades de ordem prática. Ensinam a criança coisas vitais para seu amadurecimento e conquista de autonomia.

Fiz a escolha pelo flexível após acompanhar tanto mães (maravilhosas) que conseguem empregar com maestria horário e tabelas de atividades mais rígidas, quanto aquelas que escolheram levar a vida com mais leveza sem perder a seriedade que o homeschooling necessita para acontecer. Descobri que minha família necessita, ao menos por enquanto, com crianças pequenas, da possibilidade de mudarmos os planos quando necessário. E tem dado certo.

Na continuação deste tema, falarei mais sobre as crianças serem incluídas nas tarefas e sobre as outras palavrinhas mágicas da minha rotina: simplicidade e constância. Até lá!

Cibele

Família, Materiais

Pó colorido – brincadeira para o verão

Essa brincadeira, que citei numa lista de “Dicas de atividades para as férias“, não é nova, muita gente conhece e/ou já participou de festivais ao redor do mundo. Mas ainda existem pessoas que nunca ouviram falar. A origem da brincadeira vem das festividades indianas para a chegada da primavera e também tem relação à religiosidade do país. O festival se chama Holi, Festival da Cores. Neste dia as pessoas brincam de atirar tintas e pós coloridos umas nas outras. Quem começa são as crianças, mas logo todos estão brincando e “pintados” da cabeça aos pés. O festival dura vários dias. Como é extremamente colorido, bonito de se ver e divertido, hoje existem diversos festivais que usam o pó colorido, chamado gulal, também no ocidente. Confira, ao final deste post, três vídeos sobre essa festa. Os primeiros mostram o festival original nas ruas de algumas cidades da Índia. O último já é o festival com os ares de ocidente.

Ao saber sobre a festa  e ver assistir aos vídeos, tive vontade de brincar com minhas filhas. Pesquisei como comprar o gulal e achei que a brincadeira ficaria muito cara (50g chega a custar R$5,00) e, convenhamos, é divertida, em parte, porque você pode repetir o ato de jogar o pó em seus amigos e eles fazerem isso com você. Por isso resolvi descobrir como fabricar um gulal caseiro.

    

 

A própria fabricação teve a participação de minhas filhas (Assim que eu encontrar as fotos, posto por aqui). Leva alguns dias para ficar pronto, mas apesar disso, não é difícil de fazer. Foi muito divertido poder fabricar e depois brincar com elas. Tenho certeza que ao me empenhar em realizar esta brincadeira, ajudei a criar em minhas filhas memórias de infância e isso é super importante! Leia um pouco sobre a importância das memórias de infância na publicação: “Importância das memórias de infância“.

Pessoalmente não tive problemas com manchas em roupas ou algum problema com o pó nos olhos. Mas não sei se todos os corantes são bonzinhos como os que usei.

Deixo aqui a receita que encontrei e coloquei em prática. Aconselho a deixar secar ao sol. Tenha certeza que a mistura secou por completo, do contrário você terá pó mofado. Ao passar na peneira, quanto mais fino melhor.

O passo a passo é do GShow:

PASSO 1: separe tigela, colher, 5 a 10 ml de corante em gel, 75 ml de água, 200 gramas de amido de milho e um pedaço de plástico

PASSO 2: Misture o corante na água. Quanto mais corante você adicionar, mais viva vai ficar a cor do seu pó colorido

PASSO 3: Misture a água aos poucos no amido de milho. Não coloque tudo de uma vez. A mistura tem um ponto certo!

PASSO 4: Quando ela parecer líquida, mas você conseguir pressionar com o dedo e a sentir firme, está pronta. É essa loucura mesmo: meio mole, mas dura!

PASSO 5: Despeje em um saco plástico e deixe secar por dois dias

PASSO 6: Use um rolo de macarrão ou uma lata de tinta spray para triturar a tinta quebradiça

PASSO 7: Passe a tinta em uma peneira. Se estiver muito grossa, use uma com a grade mais grossa. Finalize com uma de rede bem fina para realmente reduzir a mistura a pó.

ASSO 8: Rolou! Brinque com seus amigos e faça a festa!

Boa brincadeira! Divirtam-se!

Cibele

Família, Maternidade

Maternidade e luta pessoal – parte 2

Dando continuidade à publicação “Maternidade e luta pessoal” inicio dizendo que sempre quis ser mãe. Quando tinha uns 6 anos minha avó perguntou o que eu queria ser quando crescesse. A resposta veio fácil : “mãe”. Que médica, astronauta, o que? Eu queria ser e fazer  a mesma coisa que eu via na minha heroína! Um heroísmo diário, de pequenas grandes coisas,   um anonimato célebre. Minha mãe é perfeita? Não. Minha mãe luta.

Ser uma mãe que ama, que realmente educa, é estar disposta a agarrar as oportunidades que nossos filhos trazem juntos de si e não apenas ficarmos atadas à educação dos conteúdos dos livros que escolhemos ao formular o currículo de nossa prática homeschooler, ou de acompanhar a tarefa de casa se a família for escolarizada. Todos os dias essas crianças que nos foram confiadas irão nos apresentar novas situações para que possamos escolher deixar o egoísmo de lado, para que nos desprendamos de coisas aparentemente importantes, para que lutemos contra nossas fraquezas. Nem sempre isso será fácil. Nem sempre as demonstrações de amor virão enfeitadas com um baita sorriso.

Tenho um exemplo disso. No ano que minha segunda filha, Helena, nasceu, devo ter comentado em algum outro texto, Curitiba recebeu um inverno de congelar os ossos. Alguém aí consegue imaginar se eu acordava super animada, estampando um sorriso às 03h da madruga, com sensação térmica de -9o.C, para amamentar?? Não… não era “simplesmente” ter que sair da cama quentinha.  Delícia, né?   Mas eu o fazia, assim como outras milhares de mães naquele e em todos os anos.

Bom,  aqui posso afirmar, citando Javier Echevarría e Ricardo Yepes Stork  que “ o amor não é um sentimento, mas um ato da vontade, acompanhado de um sentimento (…) , o sentimento é algo que nos acontece. (…). O amor sem sentimento é mais puro e se concentra no amado”(STORK; ECHEVARRÍA, Fundamentos de Antropologia- Um ideal de excelência Humana, pg199, 2005). Os autores ainda afirmam que o sentimento que acompanha o amor pode ser chamado de afeto, que é sentir que se quer bem. O afeto produz a familiaridade, proximidade física. Nasce do trato com o amado e o trato convida ao crescimento do afeto. “Mas além de afetos, o amor tem efeitos: manifesta-se com atos, ações que atestam sua existência (…). Os afetos são sentimentos; os efeitos são obras da vontade”. (STORK, ECHEVARRÍA).

O amor faz com que aprendamos a educar nossa vontade. Aprender a ” querer, querer”. O amor, livre de amarras, faz com que procuremos ser uma pessoa melhor. Mesmo que me custe, pois disso depende a felicidade da pessoa que gerei, ou que escolhi ter para mim como filho. Também podemos. e devemos querer educar a vontade de nossos filhos. Sobre isso falo um pouco no texto “Como educar a vontade” e nas suas outras 2 partes com links dentro do texto.

Desde que escolhi ser homeschooler, convivo muito mais com minhas filhas. Isso teve um impacto direto no número de vezes que posso ser testemunha ocular e ativa de seu crescimento de suas peraltices, de seus rompantes de gracinhas e de carinhos. Mas também as oportunidades de me testarem diretamente, de criarem situações típicas das idades, mas que tiram qualquer adulto do sério também aumentaram.  Estou, então, num processo de procurar melhorar minhas reações, não reclamar, controlar impulsos, saber valorizar coisas aparentemente, menos importantes, etc. Tento caminhar, nessa realidade de mãe, dona de casa, homeschooler e compreender que, dentre tantas responsabilidades que cada uma dessas funções me atribui , reconhecer que  o maior presente que minhas  filhas podem me dar que é a própria vida delas, com tudo o que isso possa acarretar.

Seu filho está difícil, irriquieto, anda mal nos estudos? Fique mais com ele, se doe. Aceite o presente, melhore como pessoa. Você colherá bons frutos. Tanto em você quanto em seu filho.  

Um super abraço!

Cibele

Família, Maternidade

Maternidade e luta pessoal

ou… os presentes que os filhos nos dão…

Quando eu ainda trabalhava como professora e tinha 2 das filhas que hoje tenho, em um dos tantos dias que tive que enfrentar aquele trânsito horroroso (como não sinto falta disso…)  acabei saindo atrasada da escola para pegar minha filha mais nova na minha mãe. Eu estava toda afobada, ia o pegar trânsito pior que de costume, estava irritada, enfim queria sair logo. No meio de tudo isso , Maria Clara, minha filha mais velha que estava comigo, lembrou do sorvete, que havíamos combinado no dia anterior. Bom,  eu não estava com humor para ter que parar  no meio do caminho e atrasar mais para comprar um picolé de morango. Porém… eu havia prometido. Fiz um esforço, engoli minha colossal falta de paciência e fui comprar o vermelhinho no palito. No caminho da volta, fiquei satisfeita comigo mesma. Minha tendência natural seria desconversar e quebrar com nosso combinado. Mas que tipo de coisa estaria ensinando à minha filha? Mentir? Que quebrar promessas é normal? Que a palavra da mãe pouco vale? Não! Não era isso que eu queria. Eu ainda estava com pressa e minha “epifania educacional” não diminuíra a intensidade do trânsito, no entanto o mal humor estava começando a ir embora. Cheguei até ela que me olhava ansiosa e sorrindo. Foi gostoso dar o picolé pra ela. Entrei no carro e voltamos ao nosso caminho. Em um instante escuto: “Eu gosto de você, mamãe!”. Meu coração começou a derreter, porém, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ela completa: “…mas gosto mais do sorvete.” Rá.   E assim minha filha despachou o meu mal humor. Tive que rir da sinceridade da pimpolha e ficar contente comigo mesma por ter mantido a palavra.

Quando uma criança nasce, ela já traz consigo um presente para sua mãe. Traz a oportunidade de, através dela e por causa dela, essa mãe escolher ser uma pessoa melhor. Ser mãe é uma escolha carregada de muita responsabilidade. Não é algo que se cumpre para dar um “ok” em uma lista de “coisas a fazer”, mais ou menos colocada entre terminar uma faculdade, conquistar um cargo  e ter o reconhecimento da sociedade. A criança não pediu para estar ali. No entanto, ela merece e precisa que essa pessoa ocupe e desempenhe o papel que escolheu ter.

Ser mãe não é um título. Não é uma responsabilidade delegável (muito embora muitas mulheres e famílias escolham delegar, com resultados desagradáveis). Ser mãe é reconhecer que aquele ser humano que está ali é dependente do seu sorriso de aprovação, do seu afeto , da sua presença, dos seus conselhos, enfim, de tudo aquilo que você é e luta para ser. Você pode até não ter paciência suficiente, organização suficiente, tempo suficiente, entre tantas outras coisas super escassas nos dias de hoje. Porém, seu filho precisa que você lute nessas coisas. Ele precisa sentir, saber que apesar de não ser perfeita, sua mãe luta para ser cada dia melhor por ele e por ela mesma.

As mães que largaram tudo para estar com os filhos em casa e dedicar-lhes cada segundo a eles não estão isentas dessa responsabilidade de melhora perante seus filhos. Sim, indo contra a maré que nos quer fora de casa, voltamos para o lar. Desligamos os holofotes do reconhecimento profissional e perfumamos nossos lares com a nossa presença. De certa forma isso é heróico sim. Porém as mulheres, agora donas de casa, mães homeschoolers não se encontram  na perfeição da maternidade por isso. Na realidade, por estarmos imersas na convivência com os filhos, com o marido, encontramos mais momentos para melhorar. Uma profissional que é desleixada ou mal humorada no ambiente de trabalho deixa de contribuir eficazmente para com ele e falta com a caridade para com outros adultos. Uma mãe que se comporta assim, vai minando, devagar ou mais rápido, a visão de mundo de seus filhos, de crianças em formação. E é ela que mostra o caminho. 

Por isso, cada vez que um filho estiver com preguiça num estudo e estiver nos testando, quando os irmãos começarem a brigar, quando tantas coisas do lar estiverem nos deixando de mal humor, que consigamos lembrar que cada uma dessas coisas pode virar uma oportunidade de melhorarmos como pessoas e assim sermos verdadeiros exemplos de luta.

Sobre essa possível luta, confira a próxima publicação: “Maternidade e luta pessoal – parte 2“. Vale a pena que reflitamos sobre isso.

 

Um abraço!

Cibele

Família, Maternidade

Maternidade e individualidade – Parte 2

Ser mãe… e ainda sim, ser pessoa

A VISÃO DE MÃES DE FAMÍLIAS NUMEROSAS – continuação

Dando continuidade à reflexão que teve início na publicação “A maternidade aniquila a individualidade?” (inicie sua leitura por lá!), Manoela Martins, mãe homeschooler de 6 lindas crianças, minha amiga e comadre comenta que apesar da maternidade mudar a vida radicalmente, ela acredita que conseguiu manter sua identidade. Seus interesses e suas necessidades foram mudando e, assim como  Ozana, ser mãe passou a fazer parte de quem ela é. Afirma ainda, que apesar de o tempo que agora dispõe para ser despendido com ela mesma seja muito menor, a necessidade do mesmo também diminuiu. 

Eliane Bordini (8 filhos) conta que quando sua primeira filha nasceu não queria que nada desse errado. Queria tudo perfeito e isso gerou desgaste em vários campos de sua vida. Porém, após cada novo nascimento, foi se descobrindo, encontrando seus limites, descobrindo em si coisas boas, novos gostos, novas vontades. “O fato de ter muitos filhos foi  e é determinante para descoberta de minha identidade como mulher, com o esposa, como mãe, como filha, como amiga porque ajudando no desenvolvimento de meus filhos eu mesma fui me exigindo nos diversos aspecto da educação. Eu diria que  fui me educando ao educar e esse processo ainda continua“, afirma Eliane.

Segundo Manoela, a manutenção da individualidade na maternidade depende da maneira como a mulher organiza sua hierarquia de valores (o que é mais importante?) e a abertura para envolver a família em coisas que antes podiam ser só dela. Afirma que ainda faz muitas das coisas que gostava antes de ser mãe, apesar da freqüência ter diminuído.  “Há muitas coisas que eram peculiaridades minhas nas quais passei a envolver as crianças ou a família para poder continuar fazendo, como por exemplo artesanato, culinária e caminhadas no parque. Além disso, quando todas as crianças estão tranqüilas e se sentindo seguras elas se envolvem em suas brincadeiras e hobbies e sobra tempo para eu fazer sozinha coisas minhas como ler e estudar enquanto elas aprendem a cultivar também o próprio espaço individual”.

Eliane também cita a importância em eleger prioridades. O que é importante em cada dia? Conta um episódio: “há anos ao arrumar o armário de meu marido tirei um pijama amarelo que precisava ser costurado e nunca mais achei este pijama, e até hoje ele brinca ao me pedir alguma coisa “olha o pijama amarelo”… O pijama podia ser substituído por outro, minha presença com os filhos não.

Balancear a atenção para si mesma e para o resto da família foi, é e sempre será um desafio para todas as mães. Umas tem mais facilidades que as outras. Encontrar esse balanço pode ajudar na busca por preservar a identidade de pessoa. De todas as pessoas da família, da mãe, do pai e dos filhos. Sobre isso,  Manoela afirma que no gerenciamento do tempo para cada filho busca, em sua família, respeitar a fase em que estão, ou seja, sua individualidade. Um bebê precisa de atenção contínua enquanto que uma criança de seis anos precisa de atenção exclusiva por um período de tempo menor.

Acredito que aqui podemos resumir a missão de ser mãe e continuar a ser mulher, profissional, pessoa, com as seguintes “dicas”:

  • encare a responsabilidade vinda com a maternidade como mais uma oportunidade para crescer e se descobrir.
  • Não crie expectativas que a levem a pensar que as coisas não mudarão, que você conseguirá fazer tudo como fazia antes.
  • Pense sobre as coisas mais importantes da sua vida. Quais são e como você está disposta a encará-las.
  • Inclua no gerenciamento de seu tempo algo que você gosta e vá educando a família a entender que aquele é o SEU tempo. Ele poderá ser um pouco menor e talvez você venha a ter algumas “participações especiais”, mas te ajudará a manter o gostinho em ser você mesma.

Dê uma chance para a maternidade te mostrar facetas que desconhecia em você mesma. Não tenha medo e não dê ouvidos para a leva de gente carrancuda e sem brilho que colocou na maternidade ares de aniquiladora de sonhos e possibilidades.

Um abraço!

Cibele