Família, FAQ, Linguagem, Maternidade

Por que ler em voz alta para a criança?

Que é importante sabemos, mas…quais são os motivos?

Neste breve artigo Clara Finotti Moro nos aponta alguns muito importantes.

Volta e meia ouvimos falar na leitura em voz alta. Especialistas recomendam que este hábito seja inserido na rotina da criança, mesmo que ela seja bem pequena e que continue até que seja grande o suficiente para dispensar a presença do leitor adulto. Provavelmente a criança começará a ler desacompanhada quando se sentir segura e dispensará definitivamente o “leitor-tutor” ali pelos 9 ou 10 anos, quando já se achar grande demais para ouvir histórias contadas pelos adultos. 

Mas, por que afinal ler em voz alta com tanta constância? Em primeiro lugar, a leitura em voz alta aproxima o pequeno ouvinte do objeto livro e dos mundos contidos neles. A voz que conta a história é a primeira ponte para o mundo da escrita. Além disso, para uma criança pequena, a voz dos pais em situação narrativa tem efeito calmante, propicia sentimento de aconchego, fortalece o vínculo familiar. Não somente isso: com o ambiente criado entre pais e filhos durante o ato de ler em voz alta, a criança se acostuma a fazer perguntas e ouvir os pais, criando o hábito de dirigir-se a eles com confiança. A naturalidade em dirigir-se aos pais nos momentos de dúvida e entusiasmo será muito útil no futuro.

Além disso, ao ouvir a leitura em voz alta, a criança exercita sua capacidade de concentração, atenção e raciocínio. Quanto mais cedo este “exercício” é feito, mais fáceis e naturais vão se tornando essas capacidades para a criança. O pequeno ouvinte percebe que deve ficar em silêncio para não perder nada, precisa exercitar a imaginação para compreender a narrativa, nota que um fato puxa outro; e que aquela narrativa, ainda que seja curta ou dividida em capítulos, tem uma sequência lógica.

Na leitura em voz alta, a criança apreende também um vocabulário mais rico e variado, dependendo, é claro, da escolha de leituras dos seus pais. Da mesma forma que a criança bem pequena aprende a palavra “céu”, e essa palavra será sempre muito natural em seu vocabulário, aprenderá também palavras como “caravela” ou “incólume”; e essas palavras não serão estranhas para ela, auxiliando em novas leituras.

Com um vocabulário mais amplo e domínio de narrativa, a criança vai desenvolvendo também suas capacidades comunicativas. Argumentar e descrever serão domínios naturais para uma criança que tem o hábito de ouvir variadas leituras. Outro grande benefício: estaremos formando alguém que sabe ouvir, uma qualidade que vem sendo bastante valorizada no mundo atual, onde todos falam e ninguém escuta.

Vistos alguns dos motivos pelos quais devemos ler em voz alta para nossas crianças, fica uma nova pergunta: o quê, afinal de contas, ler para elas?

Fica para o próximo artigo. 🙂

Um abraço

Clara F Moro

 

Família, Maternidade

Inspirações Maternas

Quando a vinda dos filhos é abraçada em todos os sentidos possíveis, a maternidade (e a paternidade) podem transformar a maneira com que uma pessoa encara a vida e a sua própria existência. Quando nos dispomos a realmente querer compreender o significado de sermos co-participantes do milagre da vida, mudamos a nossa visão para com os momentos difíceis, incômodos e conturbados que, certamente aparecem ao longo da caminhada e, em contrapartida, passamos a perceber com outros olhos a profundidade da beleza que cada vida traz consigo.

Abraçar e aceitar a condição de mãe e pai e deixar que o sofrimento por amadurecer e ser, ao longo da vida menos egoísta por movimento do esforço e da vontade é algo ímpar e necessário para sermos cada vez mais humanos.

Recentemente assisti, com muita vergonha alheia, com muita dó uma mãe afirmar que “é mentira essa história de que quando a criança nasce, a mãe nasce junto”. Ela afirmava que “até amava o filho”, mas que continuava a preferir a sua liberdade. Disse que agora, com o filho, ela não podia mais fazer nada e, uma das coisas que citava era que não podia mais se masturbar quando quisesse. Ela deixou isso gravado e, com certeza não se importa de que um dia seu filho venha a saber que ela preferia o prazer físico momentâneo a ele. Quanta oportunidade desperdiçada. Somos de uma geração na qual, uns mais que outros, se negam a sofrer para amadurecer e com isso perdem as coisas mais profunda, belas e duradoras do fato de serem pessoas e não bichos.

Em contrapartida, Deus garante que, de quando em quando, eu me depare com outras mães que entenderam, que vão compreendendo cada vez mais o sentido do sacrifício e da real felicidade. Para essas pessoas lindas a passagem do tempo tomou outro peso,, assim como o valor de quem a rodeia e de cada ato seu. Muitas dessas mães são amigas que convivo com muita frequência e peço a Deus por todas para que Ele as abençoe sempre. Uma dessas mães tive o prazer de conhecer através da internet e, um dia, espero poder abraçá-la e agradecer por sua dedicação e maturidade.

Deixo aqui as belas palavras dessa mãe querida, Marília Coêlho e agradeço a delicadeza com que vê a vida, a maternidade, as dificuldades e a passagem do tempo.

Dias de uma mãe  (por Marília Coêlho)

Marília Coêlho e seu filho Davi a espera da irmãzinha.

Quero dias assim
Cheios de passarinhos
Com você em mim
Como os filhotes no ninho

Quero dias assim
Em que eu, em essência,
Não me peça mais paciência
Pois pacientemente já viva
Ouvindo sua voz ativa
A entoar cantigas
Que não pareçam ter fim

Quero dias que passem
Misteriosamente mais lentos
Quando a pele tocar o vento
E o meu e o seu pensamentos
Por nossos olhares se falem
E ninguém no mundo repare
No barulho do nosso silêncio

Quero esses dias calmos
Em que tenham espaço os salmos
As orações e os poemas
Em que todos os grandes problemas
Assim diminuam os palmos
Que parecem ter,
quando em cena,
Não entra paz tão serena

Quero respirar profundo
Colher e comer o fruto
E com você ver o mundo
A celebrar o produto
Da primavera e das flores
Dos sonhos e dos amores
Da vida cheia de cores
Que amanhece nos arredores
Da casa onde a gente more

Quero também o trabalho
De recomeçar quando falho
De me perder em brincadeiras
Exaurida, mas convencida
De me doar inteira
Por tão passageira vida

Quero dias assim
E que sejam dias sem fim
Com passarinhos nos ninhos
E você a eles sorrindo
Sem perceber o encanto
Espalhado em cada canto
Do meu coração em pranto
No desejo que o tempo perdure
E que dia a dia ele cure
Os males dentro de mim

 

Um abraço,

Cibele

Família, Maternidade

Maternidade e luta pessoal – parte 2

Dando continuidade à publicação “Maternidade e luta pessoal” inicio dizendo que sempre quis ser mãe. Quando tinha uns 6 anos minha avó perguntou o que eu queria ser quando crescesse. A resposta veio fácil : “mãe”. Que médica, astronauta, o que? Eu queria ser e fazer  a mesma coisa que eu via na minha heroína! Um heroísmo diário, de pequenas grandes coisas,   um anonimato célebre. Minha mãe é perfeita? Não. Minha mãe luta.

Ser uma mãe que ama, que realmente educa, é estar disposta a agarrar as oportunidades que nossos filhos trazem juntos de si e não apenas ficarmos atadas à educação dos conteúdos dos livros que escolhemos ao formular o currículo de nossa prática homeschooler, ou de acompanhar a tarefa de casa se a família for escolarizada. Todos os dias essas crianças que nos foram confiadas irão nos apresentar novas situações para que possamos escolher deixar o egoísmo de lado, para que nos desprendamos de coisas aparentemente importantes, para que lutemos contra nossas fraquezas. Nem sempre isso será fácil. Nem sempre as demonstrações de amor virão enfeitadas com um baita sorriso.

Tenho um exemplo disso. No ano que minha segunda filha, Helena, nasceu, devo ter comentado em algum outro texto, Curitiba recebeu um inverno de congelar os ossos. Alguém aí consegue imaginar se eu acordava super animada, estampando um sorriso às 03h da madruga, com sensação térmica de -9o.C, para amamentar?? Não… não era “simplesmente” ter que sair da cama quentinha.  Delícia, né?   Mas eu o fazia, assim como outras milhares de mães naquele e em todos os anos.

Bom,  aqui posso afirmar, citando Javier Echevarría e Ricardo Yepes Stork  que “ o amor não é um sentimento, mas um ato da vontade, acompanhado de um sentimento (…) , o sentimento é algo que nos acontece. (…). O amor sem sentimento é mais puro e se concentra no amado”(STORK; ECHEVARRÍA, Fundamentos de Antropologia- Um ideal de excelência Humana, pg199, 2005). Os autores ainda afirmam que o sentimento que acompanha o amor pode ser chamado de afeto, que é sentir que se quer bem. O afeto produz a familiaridade, proximidade física. Nasce do trato com o amado e o trato convida ao crescimento do afeto. “Mas além de afetos, o amor tem efeitos: manifesta-se com atos, ações que atestam sua existência (…). Os afetos são sentimentos; os efeitos são obras da vontade”. (STORK, ECHEVARRÍA).

O amor faz com que aprendamos a educar nossa vontade. Aprender a ” querer, querer”. O amor, livre de amarras, faz com que procuremos ser uma pessoa melhor. Mesmo que me custe, pois disso depende a felicidade da pessoa que gerei, ou que escolhi ter para mim como filho. Também podemos. e devemos querer educar a vontade de nossos filhos. Sobre isso falo um pouco no texto “Como educar a vontade” e nas suas outras 2 partes com links dentro do texto.

Desde que escolhi ser homeschooler, convivo muito mais com minhas filhas. Isso teve um impacto direto no número de vezes que posso ser testemunha ocular e ativa de seu crescimento de suas peraltices, de seus rompantes de gracinhas e de carinhos. Mas também as oportunidades de me testarem diretamente, de criarem situações típicas das idades, mas que tiram qualquer adulto do sério também aumentaram.  Estou, então, num processo de procurar melhorar minhas reações, não reclamar, controlar impulsos, saber valorizar coisas aparentemente, menos importantes, etc. Tento caminhar, nessa realidade de mãe, dona de casa, homeschooler e compreender que, dentre tantas responsabilidades que cada uma dessas funções me atribui , reconhecer que  o maior presente que minhas  filhas podem me dar que é a própria vida delas, com tudo o que isso possa acarretar.

Seu filho está difícil, irriquieto, anda mal nos estudos? Fique mais com ele, se doe. Aceite o presente, melhore como pessoa. Você colherá bons frutos. Tanto em você quanto em seu filho.  

Um super abraço!

Cibele

Família, Maternidade

Maternidade e luta pessoal

ou… os presentes que os filhos nos dão…

Quando eu ainda trabalhava como professora e tinha 2 das filhas que hoje tenho, em um dos tantos dias que tive que enfrentar aquele trânsito horroroso (como não sinto falta disso…)  acabei saindo atrasada da escola para pegar minha filha mais nova na minha mãe. Eu estava toda afobada, ia o pegar trânsito pior que de costume, estava irritada, enfim queria sair logo. No meio de tudo isso , Maria Clara, minha filha mais velha que estava comigo, lembrou do sorvete, que havíamos combinado no dia anterior. Bom,  eu não estava com humor para ter que parar  no meio do caminho e atrasar mais para comprar um picolé de morango. Porém… eu havia prometido. Fiz um esforço, engoli minha colossal falta de paciência e fui comprar o vermelhinho no palito. No caminho da volta, fiquei satisfeita comigo mesma. Minha tendência natural seria desconversar e quebrar com nosso combinado. Mas que tipo de coisa estaria ensinando à minha filha? Mentir? Que quebrar promessas é normal? Que a palavra da mãe pouco vale? Não! Não era isso que eu queria. Eu ainda estava com pressa e minha “epifania educacional” não diminuíra a intensidade do trânsito, no entanto o mal humor estava começando a ir embora. Cheguei até ela que me olhava ansiosa e sorrindo. Foi gostoso dar o picolé pra ela. Entrei no carro e voltamos ao nosso caminho. Em um instante escuto: “Eu gosto de você, mamãe!”. Meu coração começou a derreter, porém, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ela completa: “…mas gosto mais do sorvete.” Rá.   E assim minha filha despachou o meu mal humor. Tive que rir da sinceridade da pimpolha e ficar contente comigo mesma por ter mantido a palavra.

Quando uma criança nasce, ela já traz consigo um presente para sua mãe. Traz a oportunidade de, através dela e por causa dela, essa mãe escolher ser uma pessoa melhor. Ser mãe é uma escolha carregada de muita responsabilidade. Não é algo que se cumpre para dar um “ok” em uma lista de “coisas a fazer”, mais ou menos colocada entre terminar uma faculdade, conquistar um cargo  e ter o reconhecimento da sociedade. A criança não pediu para estar ali. No entanto, ela merece e precisa que essa pessoa ocupe e desempenhe o papel que escolheu ter.

Ser mãe não é um título. Não é uma responsabilidade delegável (muito embora muitas mulheres e famílias escolham delegar, com resultados desagradáveis). Ser mãe é reconhecer que aquele ser humano que está ali é dependente do seu sorriso de aprovação, do seu afeto , da sua presença, dos seus conselhos, enfim, de tudo aquilo que você é e luta para ser. Você pode até não ter paciência suficiente, organização suficiente, tempo suficiente, entre tantas outras coisas super escassas nos dias de hoje. Porém, seu filho precisa que você lute nessas coisas. Ele precisa sentir, saber que apesar de não ser perfeita, sua mãe luta para ser cada dia melhor por ele e por ela mesma.

As mães que largaram tudo para estar com os filhos em casa e dedicar-lhes cada segundo a eles não estão isentas dessa responsabilidade de melhora perante seus filhos. Sim, indo contra a maré que nos quer fora de casa, voltamos para o lar. Desligamos os holofotes do reconhecimento profissional e perfumamos nossos lares com a nossa presença. De certa forma isso é heróico sim. Porém as mulheres, agora donas de casa, mães homeschoolers não se encontram  na perfeição da maternidade por isso. Na realidade, por estarmos imersas na convivência com os filhos, com o marido, encontramos mais momentos para melhorar. Uma profissional que é desleixada ou mal humorada no ambiente de trabalho deixa de contribuir eficazmente para com ele e falta com a caridade para com outros adultos. Uma mãe que se comporta assim, vai minando, devagar ou mais rápido, a visão de mundo de seus filhos, de crianças em formação. E é ela que mostra o caminho. 

Por isso, cada vez que um filho estiver com preguiça num estudo e estiver nos testando, quando os irmãos começarem a brigar, quando tantas coisas do lar estiverem nos deixando de mal humor, que consigamos lembrar que cada uma dessas coisas pode virar uma oportunidade de melhorarmos como pessoas e assim sermos verdadeiros exemplos de luta.

Sobre essa possível luta, confira a próxima publicação: “Maternidade e luta pessoal – parte 2“. Vale a pena que reflitamos sobre isso.

 

Um abraço!

Cibele

Família, Maternidade

Maternidade e individualidade – Parte 2

Ser mãe… e ainda sim, ser pessoa

A VISÃO DE MÃES DE FAMÍLIAS NUMEROSAS – continuação

Dando continuidade à reflexão que teve início na publicação “A maternidade aniquila a individualidade?” (inicie sua leitura por lá!), Manoela Martins, mãe homeschooler de 6 lindas crianças, minha amiga e comadre comenta que apesar da maternidade mudar a vida radicalmente, ela acredita que conseguiu manter sua identidade. Seus interesses e suas necessidades foram mudando e, assim como  Ozana, ser mãe passou a fazer parte de quem ela é. Afirma ainda, que apesar de o tempo que agora dispõe para ser despendido com ela mesma seja muito menor, a necessidade do mesmo também diminuiu. 

Eliane Bordini (8 filhos) conta que quando sua primeira filha nasceu não queria que nada desse errado. Queria tudo perfeito e isso gerou desgaste em vários campos de sua vida. Porém, após cada novo nascimento, foi se descobrindo, encontrando seus limites, descobrindo em si coisas boas, novos gostos, novas vontades. “O fato de ter muitos filhos foi  e é determinante para descoberta de minha identidade como mulher, com o esposa, como mãe, como filha, como amiga porque ajudando no desenvolvimento de meus filhos eu mesma fui me exigindo nos diversos aspecto da educação. Eu diria que  fui me educando ao educar e esse processo ainda continua“, afirma Eliane.

Segundo Manoela, a manutenção da individualidade na maternidade depende da maneira como a mulher organiza sua hierarquia de valores (o que é mais importante?) e a abertura para envolver a família em coisas que antes podiam ser só dela. Afirma que ainda faz muitas das coisas que gostava antes de ser mãe, apesar da freqüência ter diminuído.  “Há muitas coisas que eram peculiaridades minhas nas quais passei a envolver as crianças ou a família para poder continuar fazendo, como por exemplo artesanato, culinária e caminhadas no parque. Além disso, quando todas as crianças estão tranqüilas e se sentindo seguras elas se envolvem em suas brincadeiras e hobbies e sobra tempo para eu fazer sozinha coisas minhas como ler e estudar enquanto elas aprendem a cultivar também o próprio espaço individual”.

Eliane também cita a importância em eleger prioridades. O que é importante em cada dia? Conta um episódio: “há anos ao arrumar o armário de meu marido tirei um pijama amarelo que precisava ser costurado e nunca mais achei este pijama, e até hoje ele brinca ao me pedir alguma coisa “olha o pijama amarelo”… O pijama podia ser substituído por outro, minha presença com os filhos não.

Balancear a atenção para si mesma e para o resto da família foi, é e sempre será um desafio para todas as mães. Umas tem mais facilidades que as outras. Encontrar esse balanço pode ajudar na busca por preservar a identidade de pessoa. De todas as pessoas da família, da mãe, do pai e dos filhos. Sobre isso,  Manoela afirma que no gerenciamento do tempo para cada filho busca, em sua família, respeitar a fase em que estão, ou seja, sua individualidade. Um bebê precisa de atenção contínua enquanto que uma criança de seis anos precisa de atenção exclusiva por um período de tempo menor.

Acredito que aqui podemos resumir a missão de ser mãe e continuar a ser mulher, profissional, pessoa, com as seguintes “dicas”:

  • encare a responsabilidade vinda com a maternidade como mais uma oportunidade para crescer e se descobrir.
  • Não crie expectativas que a levem a pensar que as coisas não mudarão, que você conseguirá fazer tudo como fazia antes.
  • Pense sobre as coisas mais importantes da sua vida. Quais são e como você está disposta a encará-las.
  • Inclua no gerenciamento de seu tempo algo que você gosta e vá educando a família a entender que aquele é o SEU tempo. Ele poderá ser um pouco menor e talvez você venha a ter algumas “participações especiais”, mas te ajudará a manter o gostinho em ser você mesma.

Dê uma chance para a maternidade te mostrar facetas que desconhecia em você mesma. Não tenha medo e não dê ouvidos para a leva de gente carrancuda e sem brilho que colocou na maternidade ares de aniquiladora de sonhos e possibilidades.

Um abraço!

Cibele