Afterschooling, Áreas do Conhecimento, Homeschooling, Materiais

MÚSICA CLÁSSICA PARA CRIANÇAS 2.0

Um tempo atrás escrevi um texto (AQUI) que pretendia fazer uma reflexão a respeito do tipo de música a que nossos filhos estão sendo expostos. Sim… como pais nossa preocupação deve ser ampla, extremamente responsável, sem alarmismos, mas atenta. Naquele texto exponho o quanto a música influencia a vida das pessoas e como é importante que tenhamos consciência disso. Hoje, gostaria de falar o que eu faço para tentar fazer com que minhas filhas tenham contato com música de qualidade e fazer um convite.

Eu, Cibele, não sou formada em Música, sou pedagoga e comunicadora. Mas fui observando ao longo da minha experiência materna e através do convívio com outras mãe que devemos ter alguns cuidados. Algumas vezes na realidade familiar teremos que proibir algumas coisas, no entanto, seria interessante que soubéssemos agir no estilo da Medicina Preventiva e nos preocuparmos em expor nossos filhos a situações diversas nas quais eles possam experimentar a beleza, a elaboração de algo profundo e que tais momentos sejam banhados por uma convivência familiar capaz de produzir agradáveis, suaves e profundas memórias afetivas.

Pensando nessas questões, em minha casa escolhemos que nossas filhas teriam acesso à música conhecida como “música clássica”.

Talvez alguém possa pensar: “mas o que tem a ver a música com o caráter das pessoas?”.  A música permeia muitos campos da vida humana , ela exerce uma influência muito grande na vida das pessoas. Podemos verificar isso facilmente no vestuário que acompanha muitos jovens que seguem determinadas bandas, no comportamento ditado por determinadas tendências musicais, na multidão que muitos astros arrastam. A qualidade musical é sempre boa?  As composições refletem o potencial criativo humano de maneira profunda sempre? Na verdade, muitas vezes a música que é apresentada pela mídia, vendida para sociedade de maneira geral, tem a característica de degradar o ser humano, de ter má qualidade sonora, de aproveitar-se de certas tendências de algumas faixas etárias para manipulá-las. A exposição é tão frequente  que, aos poucos, nos acostumamos ao ruim e o mesmo é tido como normal. Começamos a ficar tão acostumados a certa sorte de criações artísticas diversas, dentre elas a música, que nossos padrões vão baixando de maneira que nem percebemos e logo não sabemos mais identificar o belo, o bom e nem mais a apreciá-lo adequadamente, uma vez que nos faltam os dados necessários para esse deleite, para essa análise. É importante esclarecer que não quero dizer que apenas um tipo de música seja boa, mas que devemos tentar elevar nossos padrões.

Um dos motivos é que simplesmente não temos mais contato com aquilo que é belo. Ninguém mais fala sobre esses assuntos em casa, como era feito antigamente.  Esse foi um dos motivos de termos colocado a música clássica dentro dos estudos de nossas filhas. Percebemos que a música pode ser uma ferramenta muito importante para o desenvolvimento delas.

Algumas pesquisas indicam que a música erudita é um gênero musical com uma elaboração tal capaz de acionar diferentes partes do cérebro, dando maiores possibilidades de novas conexões neurológicas. Além disso,  expor nossas crianças ao que é verdadeiramente bom possibilita que, ao terem contato com outras formas musicais, possam vir a ter condições, ferramentas que lhe permitam serem realmente livres e avaliarem a qualidade do que lhes é apresentado tanto no nível auditivo quanto na estética das roupas, nos padrões de comportamento.

Pensando nisso, criamos um programa de audição aqui em casa. Minhas filhas ouvem, todos os dias durante uma semana uma composição e conversamos sobre a mesma. Nossas conversas abrangem o país do compositor, a história do mesmo e um pouco sobre a vida dele. Com o passar do tempo, o mapa mundi virou amigo delas e aspectos geográficos se tornaram algo muito simples de compreender. Dados históricos se tornaram curiosidades que elas amam falar e a apreciação da música trouxe uma maravilhosa atmosfera para nosso lar. Ao perceber tudo isso, pensei em disponibilizar a outras famílias a pesquisa que fiz de forma que pudessem se beneficiar a um preço baixo e eu pudesse ajudar financeiramente em casa. E assim surgiu o “Música Clássica para Crianças”. Um programa de audição musical orientada.

Queria te convidar a conhecer e permitir que seus filhos tenham a oportunidade de ter contato com música de qualidade cercado de um ambiente acolhedor. Experimente!

Abaixo segue o link da página do programa:

http://berryclub.kpages.online/musica-classica-criancas-2

Estamos com inscrições da segunda turma abertas até dia 05/05/2019. Aproveite!

Afterschooling, Família, Maternidade

Afterschooling – dicas de uma homeschooler para as tarefas de casa

                       8 dicas para tornar a tarefa de casa um momento de aprendizado e não de tormento

 

Por diferentes motivos muitas famílias optam pelo homeschooling. São famílias dedicadas e muito, muito preocupadas com o pleno desenvolvimento de seus filhos. Isso, no entanto, não quer dizer que quem permanece com os filhos no sistema escolar seja ausente da vida dos filhos, de forma alguma. O nível de cuidado, presença e acolhimento às necessidades dos filhos é algo extremamente íntimo de cada família e de cada situação vivida pela mesma. Talvez sem saber, muitas famílias escolarizadas pratiquem o afterschooling a anos e nem saibam que a “nomenclatura” existe. Se você não sabe a diferença entre homeschooling integral, parcial e afterschooling, dê uma olhada NESTE artigo.

Assim como uma família escolhe o homeschooling por diferentes motivos, pais e mães escolarizados permanecem na escola por inúmeras razões. Já tive contato com muitas mães que se interessam pela educação domiciliar, mas querem continuar com os filhos na escola, aumentando a sua participação no processo de desenvolvimento das crianças. Como ex-professora, posso afirmar que essa é uma ótima receita a ser seguida. Na maioria das vezes, os alunos com os melhores rendimentos não eram os super dotados e sim aqueles com uma estrutura familiar adequada e pais que acompanhavam os estudos de perto. Que ensinavam seus filhos a estudar, que não cobravam as notas do boletim, mas que sentavam ao longo do bimestre junto do filho para acompanhar a tarefa e descobrir suas dificuldades e tendências.

Uma dessas mães lindas pediu que eu desse algumas dicas de como melhorar, aprofundar seu afterschooling. Cá estou como ex-professora, ex-mãe de filhas escolarizadas e atual mãe homeschooler para tentar dar dicas que realmente façam diferença. Espero conseguir! Farei com muito carinho! Penso em escrever diferentes artigos sobre esse assunto com dicas variadas. De uma maneira geral o conteúdo do blog pode ser adaptado à realidade das famílias escolarizadas, com prudência, para não esgotar a criança, que já passou muitas horas dentro de sala de aula.

Primeiramente gostaria de falar sobre a tarefa de casa. Ao meu ver, a tarefa de casa deve ser um momento no qual a criança encontre o assunto visto em sala e possa pensar sobre ele sob um novo ângulo. Dessa maneira a compreensão e assimilação do conteúdo ganha novo significado. Quando bem elaborada, a lição de casa pode ajudar muito o aluno a compreender e internalizar o que viu em sala de aula.

Para isso, os professores precisam e esperam poder contar com um pouco de apoio dos pais, da família. E aí pode começar  a acontecer alguns tropeços e o que deveria ajudar torna-se motivo de lamento e broncas. Tarefa não feita, feita de qualquer jeito, feita na frente da televisão, pela metade, etc.

Vou tentar levantar aqui, algumas dicas para tornar o horário da lição de casa mais proveitoso tanto para pais quanto para filhos. Aí vai!

1) Pai, mãe, embora muitos tenham consciência disso,a primeira dica é: vocês já saíram da escola. Logo, a tarefa é do seu filho. Quem deve fazer é ele e não vocês. Pode parecer óbvio, mas para muitos pais, na correria do dia-a-dia, fazer pelo filho tornou-se uma maneira de conseguir descansar antes e ouvir menos lamento. Porém, os resultados virão e podem vir em forma de uma reprovação, de um futuro adulto com um caráter deturpado e que acha que todos estão para serví-lo. Outro resultado é que quem faz isso não colabora em nada para que o filho APRENDA.  Acredito que você não quer isso para seu filhote, não é?

2) Garanta que a lição de casa esteja inserida em uma rotina. Fazer a tarefa tem que ser algo normal no dia-a-dia da criança. Dependendo da idade de seu filho, combine com ele qual será o melhor horário, de acordo com a realidade familiar. Uma vez combinado, o horário deve ser cumprido e vocês, pais, tem a função de fazer com que isso aconteça. O exercício dessa função vai ajudá-los a consolidar sua autoridade.

3) Tente proporcionar um ambiente de estudo tranqüilo. O lugar preferido em frente a televisão pode até ser tranqüilo, mas não para a lição de casa.

4) Aproveite o momento da tarefa como um tempo de qualidade entre você e seus filhos. Analise se é interessante estar presente 100% do tempo, ou se passadas constantes e encorajadoras serão suficientes. O importante é que a criança perceba que você está ali por ela, dando-lhe suporte.

5) Quando a tarefa permitir reflexões, faça perguntas que levem seu filho a buscar uma resposta, que o ajude a exercitar seu raciocínio. Não deixe a resposta muito óbvia. Se as tarefas nunca permitirem reflexões, tente elaborar algumas.

6) A dica acima também vale, de certa forma, para quando seu filho fizer uma pergunta. Tenha cuidado para que a resposta  não seja tão direta a ponto de tirar-lhe a chance de raciocinar por si só em cima do assunto.

7) Depois que a tarefa estiver finalizada, revise-a junto com seu filho. Isso fará com que ele tenha mais uma oportunidade de fixar o conteúdo, você terá a chance de conhecer as respostas de seu filho e, aos poucos, isso irá virar um bom hábito para ele.

8) Pratique uma das formas de educação positiva. Elogie o esforço, os acertos e o trabalho feito mesmo com vontade de estar brincando. Um elogio pode fazer maravilhas para uma pessoa adulta e isso não é diferente para uma criança.

Vamos lá!! A lição de casa não é castigo! Aprender não é castigo, é um presente!

Um super abraço!

Cibele