Família, Psicologia

FAMÍLIA E SOCIEDADE: BREVE PERSPECTIVA

Que funções a família tem?

– Unidade de produção econômica e centro de consumo;

– responsável pelo cuidado dos menores e anciãos;

– formadora da personalidade das crianças (estrutura psíquica);

– transmissora de valores culturais, morais e religiosos;

– lugar de socialização primária e secundária.

Sua principal função é proteger a esfera privada da pessoa e prepará-la para integrar-se à esfera pública.

E quais são as atuais crises na família?

– Novos papéis homem/mulher;

– Individualização dos filhos (põem a família a seu serviço);

– Perda do sentido de autoridade parental (super-proteção, excesso de coisas, fragilidade);

– Adultos atraídos ao universo juvenil;

– Jovens ingressam precocemente no mundo adulto (prazeres, sexualidade, liberdade, uso de bebidas);

– Expansão da permanência do jovem no lar;

– Debilitação de valores morais e religiosos;

– Contra-valores nos meios de comunicação;

– Decomposição dos valores éticos (culto ao corpo e ao $$, hedonismo, etc.);

– Ausência do pai.

A família é cada vez menor, se forma mais tarde e se lhe dedica menos tempo.

Veja-se que as ameaças são numerosas e graves, mas a esperança e as possibilidades são maiores.

Sabe-se que sem família, o homem não é viável. Se os pais não construírem convicções sólidas e firmes, se não cuidarem do amor e do compromisso, se não engendrarem valores morais, se não motivarem a valentia, se não assumirem o timão da nave, se não forem coesos e fortes e não cumprirem com maestria o seu indelegável papel, se não aprenderem a ser melhores e se não recomeçarem quando falharem, então o projeto de família não se efetivou.

Precisamos não nos conformar com os sistemáticos inimigos da família, manifestar nosso descontentamento com os padrões vigentes equivocados e contrários aos valores.

Levar vidas paralelas e individualizadas não soma, não agrega, não constrói. Só assistir ao cenário e se comover, não muda nada. A sociedade é o que são suas famílias, e pela nossa inércia, uma cultura de baixa estatura moral vem influenciando gerações.

Mas, há, claramente, um movimento de retomada dos valores familiares. Pessoas, grupos e entidades têm se mobilizado para fortalecê-los. Quero convidá-los também a fazer parte desta seara: escrever artigos, criar blogs, dar conferências, aconselhar os amigos, agrupar-se com outras famílias, dar bons exemplos, etc., pode fazer parte do pacote pró-família. Somos muitos e temos as melhores intenções, só estamos dispersos. Mas podemos começar a nos juntar.

Lélia Melo – Psicóloga clínica e Orientadora familiar

CRP – 08/02909

3252-2163/99925-0926

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Afterschooling, Família, Homeschooling, Materiais

O que ganhei com a Música Clássica?

Somos uma geração que sofre de apeirokalia, como bem citou a minha amiga Karina do Aprendendo Latim. Essa é uma palavra grega que significa “falta de experiência das coisas belas”. Nossa geração foi criada com uma concepção estranha ao belo, como se este não existisse, como se tudo, qualquer coisa, pudesse ser considerada bela só porque sim e, paradoxalmente, nada pudesse ser considerado portador de beleza se assim alguém compreendesse. Num mundo onde tudo é subjetivo e depende unicamente da afetividade mal formada de seus atores, perdemos de vista a objetividade da vida, a realidade dos fatos concretos, a real beleza ou feiúra das coisas que nos rodeiam.

Fomos perdendo a capacidade de contemplar, absorver, processar coisas mais complexas. Nossos cérebros não foram expostos ao exercício de uma observação empenhada, à contemplação. Sim, também acho que existem certas coisas que podem ser belas para uns e não para outros, que a subjetividade é quem julga, no entanto, não são todas as coisas relativas. Existem coisas que são belas ou feias objetivamente, independente de nós e o que acontece é que nosso cérebro, nossa alma não foram educados, carinhosamente preparados para compreender dessa forma.

Educar-se de verdade custa! Ainda mais quando fomos, como humanidade, perdendo a noção de muitas coisas, quando muitas foram sendo relegadas, propositalmente, a planos cada vez mais inferiores de importância e necessidade. A destruição da beleza como realidade vem sendo feita a séculos, mas na nossa geração estamos vivenciando um triste apogeu. Agora sentimos na pele como custa aproximarmos dela. É como voltar para a academia. Como custa levantar aqueles pesinhos mequetrefes! Como dói voltar no dia seguinte…céus!…porquê paguei o plano anual mesmo? Nem vou mais!

Bom…eu sou dessa geração. Não acho que apenas um estilo de música (pintura, dança, escrita, etc) sirva, seja bela. Sim, existe consistência em diferentes estilos. No entanto, a música erudita nunca foi algo frequente nos meus dias. Eu achava uma ou outra interessante, mas nunca para realmente deleitar-me. Porém, comecei a perceber através de leituras, boas conversas como nossa vida está interligada. Se só leio as revistas de fofoca da sala de espera do dentista, que tipo de imaginário eu formo? Como escreverei bem se minha referência é pobre de marré derci? Se minhas amizades só falam de novelas e acham que promessas foram feitas para serem quebradas, que tipo de exemplo de vida vou espelhar meu caráter e fundar minha vida? Se as músicas que escuto rotineiramente possuem apenas 12 notas musicais repetidas à exaustão juntamente com frases do tipo “vai cachorra”, considerado cultura por muita gente de algumas secretarias, como espero não descer, aos poucos (ou ladeira abaixo) em minha dignidade humana e acabar expondo meus filhos a situações que não condizem com a de um ser humano, mas sim de animais que não conseguem controlar o menor impulso, seja qual for?

Ouvir música erudita frequentemente, não unicamente, mas com uma frequencia diária, me fez entrar em contato com a impressionante capacidade humana de transformação. Transformei, de maneira intencional alguns momentos de nosso dia, meu e de minhas filhas em minutos de conversa, de descoberta. Como disse uma mãe amiga que também está transformando alguns minutos do seu dia a dia “mais do que somente ouvir a música, nós mergulhamos no mundo do compositor (descobrimos um pouco da sua história, do país que nasceu, os costumes do local…). E as crianças AMAM essas descobertas!! “.

Eu e minhas filhas passamos a ouvir as músicas com maior atenção, aos pouquinhos estamos desenvolvendo uma consciência musical mais apurada (temos muito a caminhar ainda!), vamos seguindo a ordem cronológica feita pelo maestro Ademir e assim visitamos pontos específicos da história da humanidade. Procuramos ouvir a composição com atenção para compreender as explicações dadas por ele.

Tenho tido a experiência de chegar na sala e presenciar minha mais velha escolhendo alguma música já ouvida para dançar com a mais nova, pedir para escutar novamente a música de alguma semana, pois achou muito linda. Devido a tudo ser feito com frequência e envolvido em uma situação familiar, minhas filhas estão aprendendo muito sobre geografia, uma disciplina que pode se tornar meio mecânica dependendo de sua abordagem. A de 6 anos sabe explicar o que é um estuário! Fazemos brincadeiras para que adivinhem qual é o pais do compositor dando dicas como “fica no hemisfério Norte, faz fronteira com a Suíça e é banhado pelo Mar Mediterrâneo”. Elas correm procurar no mapa e descobrem! E assim vão criando conexões entre as informações, deixando mais fácil a memorização.

Ganhei tempo de qualidade com minhas filhas, contato com a beleza da música, aprendizados reais embebidos em afetividade sem a necessidade de saber tocar um instrumento, ler uma partitura. Vale muito a pena se esforçar e colocar um tempo do dia para isso.

Se você gostou da ideia, queria compartilhar um projeto que surgiu dessa nossa vivência: Música Clássica para Crianças! Nele, coloco a pesquisa que fiz para as conversas com minhas filhas com imagens, dados históricos, geográficos, bandeira, imagens dos compositores, vídeos, uma seleção de músicas feita em ordem cronológica pelo Maestro Ademir Silva bem como explicações sobre os períodos de cada obra e aspectos musicais das mesmas. é tudo feito de família para família, de simples aplicação. Clica no link abaixo para saber mais!

https://berryclub.kpages.online/musica-classica-criancas-2

Um abraço!

Cibele Scandelari

0-4 Anos, 5-10 Anos, Homeschooling, Matemática

Ensinar Frações

Redescobrir os conteúdos matemáticos tem sido uma agradável surpresa para mim. Quando eu pensava em alguns deles, a primeira coisa que me vinha á cabeça era “como é que eu vou ensinar isso?!”. Bom, isso é fruto de uma aprendizagem anterior com muitas lacunas. Quem me acompanha a algum tempo sabe que a matemática sempre foi pra mim a disciplina monstro. Culpados? Bem… creio que a forma de ensino adotado em nosso país não favoreceu um real entendimento de minha parte somado ao fato de eu ter, provavelmente, dificuldade para exatas. Falo sobre esse sentimento e sobre a realidade do ensino da disciplina no texto “Quem tem medo de matemática?”. 

Porém, tem sido uma experiência incrível ensinar minhas filhas. A abordagem internacional que encontrei nos materiais pesquisados fizeram muita diferença e a cada dia minha confiança vai aumentando. Ainda mais quando percebo que minhas filhas estão realmente entendendo! Que delícia! É claro que algumas vezes encontramos algumas coisas mais difíceis, ou percebo que preciso tirar o pé do acelerador e fazer algumas revisões ou, até mesmo, explicar novamente o que acabei de trabalhar. A realidade de poder caminhar de acordo com as possibilidades de cada filha e não para seguir o calendário é algo que faz diferença NA APRENDIZAGEM!

Bom, queria aproveitar este meu entusiasmo matemático e deixar registrado aqui uma dica simples que usei com minha filha para o início do ensino das frações.

A primeira coisa que eu tenho a dizer é: dê oportunidades variadas para que a criança possa manipular objetos para ter contato com conceitos (não apenas para frações). Não introduza as frações apresentando de cara 1/2, 1/8. Primeiro as crianças necessitam, sempre que possível, pegar em objetos e fazer aquele conceito acontecer na sua frente. O estágio concreto é super importante para que a criança consiga internalizar as primeiras noções sobre o conceito trabalhado. Não subestime essa fase.

A sugestão é  iniciar o trabalho com frações com a degustação de maçãs. Para esta atividade é interessante ter em mãos 4 maçãs que serão cortadas de formas diferentes. A ideia é que perguntas específicas sejam feitas durante o processo de corte das frutas.  Por exemplo: apresentar a primeira maçã e perguntar “O que temos aqui?”. Obviamente a criança responderá que é uma maçã. Podemos dizer que é uma maçã INTEIRA.  Então podemos separar a inteira, pegar e cortar a segunda maçã ao meio e questionar nossa plateia “e agora? O que temos aqui?”. As respostas podem vir como dois pedaços, duas metades. Se responderem “duas maçãs”, é importante fazer com que a criança reflita se alí se encontram duas maçãs inteiras. Com a resposta “duas metades”, podemos incentivar que as crianças tentem juntar as metades e podemos fazer com que percebam que duas metades juntas formam uma maçã inteira. Nessa fase, não é necessário apresentar a escrita matemática deste conteúdo. Finalizamos esta etapa pegando um dos pedaços e perguntando: “Quantas metades eu tenho aqui na mão?” e incentivar a resposta “uma metade” ou “um meio”.

Depois de explorada essa parte, pegamos a terceira fruta e podemos cortá-la em quatro partes iguais, formando os quartos. O processo para se chegar aos  quatro pedaços é o mesmo do anterior. É interessante que a criança veja a maçã sendo cortada na metade, que as perguntas sejam repetidas, depois que visualize cada metade sendo cortada ao meio. A criança pode tentar juntar as partes e perceber que 2 pedaços daqueles formam uma metade e que para formar a maçã inteira serão necessários 4 pedaços.  Pegar um pedaço e perguntar o que se tem na mão. Pode ser que a criança responda “um pedaço”, confirmamos que ela está certa e damos o nome certo: um quarto.

Com a quarta maçã fazemos a mesma coisa e agora chegamos aos oitavos. Cada maçã das etapas anteriores podem ser colocadas longe da vista, para que a criança se concentre na que está sendo cortada. Após o processo, todas podem ser colocadas à vista de maneira que fique bem visível os cortes.

Numa segunda etapa podemos introduzir algumas comparações. Assim que eu aplicar com elas essa possibilidade corro aqui e deixo registrado!

Outras possibilidades para que as frações sejam trabalhadas: bolas de massinha, noite da pizza, círculos de EVA, onde a criança será convidada a cortá-los, etc. Aproveite muitas, muitas oportunidades para a manipulação do concreto e só depois passe para o papel! Lembre disso!

Boa degustação!

Cibele Scandelari

Afterschooling, Família

Afterschooling: um caminho a percorrer de mãos dadas

No texto “Afterschooling: por onde começar” respondi o que eu acho importante para começar o trabalho de acompanhamento feito pelos pais com seus filhos que frequentam a escola. Talvez muitas pessoas tenham achado estranho… imaginavam que eu falaria sobre conteúdos, dicas de reforço, etc. Mas não, falei sobre o quão profunda e importante é a presença dos pais e do ambiente familiar saudável para o bom desenvolvimento das crianças, inclusive no âmbito de conteúdos. Quem esperava aquelas dicas, pode ficar tranquilo, mais para a frente elas virão, uma a uma, podem, inclusive mandar suas dúvidas!

Hoje gostaria de falar sobre a presença dos pais na escola. O afterschooling é um processo que necessita da caminhada conjunta dos pais com seus filhos. Dificilmente isso dará certo se os pais não sabem o que acontece na escola. Não conhecem o ambiente escolar do qual seu filho faz parte. Nunca conversam com os professores e acham uma perda de tempo as reuniões pedagógicas. Não deve ser o caso de quem está a ler estas minhas linhas, mas sei de pais que nunca foram a reunião alguma e que verbalizam para quem quiser ouvir que pagam as mensalidades para que a escola dê conta do recado e não se prestam o trabalho de saber que, talvez seu filho esteja indo mal porque precisa, desesperadamente, de sua atenção. Em escolas públicas não acontece muito diferente não. É passada à escola toda a responsabilidade. Reitero a profunda importância da família para o bom desenvolvimento dos filhos.

A presença dos pais na escola não significa, como já vi, num outro extremo, mães permanecerem 40, 50 dias dentro da escola, ou à espreita da mesma. Essa presença se faz através da frequência ativa nas reuniões, nas festas, no cuidado com as agendas (ou outro meio de comunicação que a escola adote). Que compreende que em uma reunião os pais não estão apenas para escutar, mas para trazer informações e juntamente com a equipe escolar traçar metas de desenvolvimento ou buscar soluções para algum impasse. A caminhada junto da escola deve ser ativa e não como quem tem só a receber. A responsabilidade principal é dos pais e estes devem agir de forma que isso seja o cerne de suas vidas.

Sempre que possível é interessante que parta dos pais marcar alguma reunião e averiguar o andamento do rendimento dos filhos. Aproximar-se da docente, não como quem deseja fiscalizá-la, mas como quem deseja alinhar-se com quem permanecerá grande parte do ano ao lado da sua criança e que transmitirá uma infinidade de conhecimentos. Que triste para uma professora nunca encontrar os pais de seus alunos! Que triste para uma criança perceber que seus pais não se importam em não ter o menor conhecimento sobre a pessoa que a educa, sobre o ambiente no qual passa, passará a maior parte da sua infância!

Ser presente na escola é ter a consciência de que, mesmo tendo escolhido passar uma parte da tarefa da educação dos filhos para uma instituição, essa não é detentora da responsabilidade da educação integral. Permanece com os pais essa competência e é dos pais o dever de acompanhar o processo.

Dizem que é o olho do dono que garante a prosperidade da empresa. Qual é a empresa mais importante da sua vida?

Cibele Scandelari

No próximo texto da série sobre afterschooling: como ajudar meu filho a estudar melhor? Você tem alguma dúvida a esse respeito? Manda!

Afterschooling, Família

Afterschooling: por onde começar?

Acompanhar uma criança durante toda a sua fase de desenvolvimento não é tarefa fácil, pequena, sem importância. A responsabilidade que se tem ao trazer alguém para este mundo é muito grande, tanto em termos de “que filhos deixaremos para este mundo”, quanto ” para onde estamos encaminhando estes filhos ao pensarmos em termos transcendentes”. Ao meu ver, uma coisa está ligada à outra.

Ter essas preocupações nos leva a compreender, ou ir compreendendo, que devemos FAZER algumas coisas. De maneira concreta. Muitas famílias encontraram as possibilidades e o desejo de abraçarem a educação de seus filhos de forma intensa e integral através do homeschooling. Outras não possuem as possibilidades (ou não desejam praticar), mas são tão preocupadas quanto e se empenham com toda a sua alma no desenvolvimento dos filhos.

Como ex-professora e ex-coordenadora, o que eu tenho a dizer às famílias que desejam acompanhar os filhos da melhor forma e que escolheram a escola como parceira nessa caminhada é de não subestimarem a importância de sua presença como pais nos estudos dos filhos e nem com a qualidade do ambiente de vivência que proporcionam a eles. De praxe, os melhores estudantes, as melhores notas nas escolas que trabalhei eram de crianças vindas de famílias que, por mais simples que fossem tinham pais presentes. Esses pais não faltavam uma reunião. Acompanhavam seus filhos até a porta da escola, verificavam tarefas de casa e procuravam estar perto quando suas crianças estavam estudando. Tentavam estabelecer um horário de estudos, mantinham limites claros para suas crianças. Procuravam viver em família.

A presença da família, dos pais na vida das crianças, do amor que elas podem presenciar entre seus pais é algo que lhes dá sustentação. Quando os pais, assumem que são a base do crescimento dos filhos e, de maneira intencional, procuram proporcionar o ambiente propício para o desenvolvimento, maravilhas acontecem! Isso significa que, algumas muitas vezes, sacrifícios serão necessários. E assim é a vida!

Algumas pessoas me perguntam: “Cibele, não tenho condições de praticar a educação domiciliar. O que posso fazer em casa com meus filhos, que acrescente ao que a escola faz?”. Bom, talvez este início de resposta não seja exatamente o que esperam, mas nem por isso deixa de ser real. A primeira coisa que pais interessados no desenvolvimento de seus filhos devem fazer é tratar do ambiente familiar como a empresa mais importante de suas vidas. Seu amor, fruto da sua vontade e não apenas de seus sentimentos, deve ser cultivado. O lar alegre, luminoso, deve ser a sua busca constante, mesmo em meio às dificuldades da vida.

Dificilmente uma criança irá bem na escola se dentro de sua casa viver um clima de tensão, mágoas ou de indiferença. Obviamente que estas linhas não servem apenas para famílias escolarizadas…

Tenho consciência de que o que escrevo pode representar um desafio para muitos. A paz na família é algo a ser constantemente buscado e cuidado por todos e nem sempre é fácil. Mas eu digo, sem dúvida alguma que, se você deseja cuidar do desenvolvimento integral de seus filhos, inclusive do que reflete nos estudos, inicie pensando em como pode fazer para que o ambiente da sua casa, entre você e seu cônjuge, entre você e seus filhos pode melhorar. Deseje ardentemente ter um lar luminoso, profundamente alegre. Ponha os meios. O primeiro passo para um afterschooling estará dado, com a consciência de que, nesta caminhada, passaremos por altos e baixos, mas que o importante é continuar caminhando com os objetivos muito claros.

Para quem já pratica o afterschooling aqui estão algumas dicas para tarefas de casa: AQUI!!

Cibele Scandelari