Família, Psicologia

A EPIDEMIA DO SÉCULO XXI: O VÍCIO TECNOLÓGICO

 

Que os pais conscientes não permitam que seus filhos cheguem a uma situação-limite pela dependência da Internet.

A adição patológica a esta ferramenta já está sendo incluída como transtorno mental por alguns estudiosos. Ela sempre supõe problemas associados: depressão, ansiedade, dificuldades sociais, solidão, neurose, insônia, transtornos alimentares, etc.

Nos videojogos, o indivíduo se impõe e obtém mais êxito do que na realidade: ele compete e ganha, ele é fera, nada o ameaça e ele comanda. Para alguns, é a fuga licenciada da realidade e causa de inadaptação. Este transtorno desfavorece a comunicação e a intimidade familiar, representando também dificuldades interpessoais e sentimentos de menos-valia, funcionando ainda como compensação.

Um parâmetro razoável do tempo na Internet para adolescentes é de no máximo 14 horas semanais, distribuídas segundo a necessidade de cada dia, desde que não interfira nos estudos, esportes (ou outra atividade similar), lazer e convivência familiar.

A saída, para aqueles que não controlam a compulsão, é a psicoeducação. Caso os pais não consigam administrar o problema sozinhos, aliar-se a um psicoterapeuta de confiança ajuda muito, sendo que ambos contribuirão como alicerce orientador.

A psicoterapia pode atuar através de:

– Identificação das distorções;

– Reflexão dos benefícios e do ônus;

– Identificação de gatilhos;

– Identificação de estados emocionais subjacentes;

– Treino no controle dos impulsos;

– Treino da comunicação e habilidades sociais;

– Tentativas de enfrentamento da realidade;

– Gestão produtiva do tempo;

– Inserção em atividades alternativas.

Tende a haver muito êxito as ações combinadas entre os pais e o terapeuta, contando ainda com a adesão (convicta ou não) do adolescente. Nos casos mais graves (co-morbidades), associa-se estabilizante de humor (com orientação médica).

É relevante considerar que as pessoas não se tornam viciadas, elas escolhem ser dependentes (uso pessoal da liberdade), portanto, qualquer indivíduo pode mudar seus pensamentos, sentimentos e condutas, pois não há determinismo no gênero humano. 

Lélia Cristina de Melo

Psicóloga Clínica e orientadora familiar – CRP 08/02909

 

 

 

Um pouco mais sobre esse assunto no texto: “Realidade familiar na era digital”.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s