0-4 Anos, Família, Hábitos Básicos, Homeschooling

Os 4 hábitos básicos da primeira infância

Dando sequência à reflexão iniciada com o texto “Tem filhos pequenos? Foque nos hábitos básicos!” (Inicia sua leitura por lá!)

Quatro hábitos básicos… Damos esse nome a eles por que, sem os mesmos, o desenvolvimento da criança e a harmonia familiar ficam sem uma estrutura sólida. Nos primeiros tempos da vida de uma criança o mais importante para ela são as questões mais elementares de seu físico. Ela ainda não possui uma estrutura psicológica formada para compreender, obviamente, aquilo que acontece com ela e ao seu redor e tampouco possui estrutura para poder agir, reagir, refletir. Ela sente. Tudo aquilo que sente afeta o seu eu. Sua afetividade começa a ser desenvolvida. Ao dar atenção ao que dá a base para o bom desenvolvimento afetivo (que não é só o abraço, o beijo, o chamego) os pais estão trabalhando para que a criança possa ter a oportunidade de ser bem ajustada de maneira integral. Apesar dessa primícia não se aplicar somente aos homeschoolers, quem deseja praticar homeschooling com seus filhos pequenos deve ter isso em mente em primeiro lugar. Acompanhado da noção correta da importância do brincar, das oportunidades ricas para o desenvolvimento motor, passando pelo desenvolvimento, nos pais, de sua intenção educativa recheada de uma atmosfera de alegria e carinho.

Vamos agora conhecer um pouco esses tão importantes 4 hábitos básicos.

ALIMENTAÇÃO:  iniciando com a introdução alimentar, de acordo com as indicações do pediatra , diariamente a criança deve ser carinhosamente encorajada a comer de tudo um pouco, não apenas o que gosta; na hora certa e por um tempo determinado. Deve aprender a alimentar-se sentada à mesa e com crescente autonomia. Deve compreender que é necessário parar de brincar para se alimentar e que o momento requer sua atenção. Esta, para muitos, eu inclusive, não é uma tarefa fácil. Ficamos tentados, muito tentados a recorrer à televisão, ao tablet, ao celular. Não é difícil ouvir mães que correm com o prato atrás de seus filhos, ou que ficam 1h30min em cada refeição. Outra coisa comum é acabarmos substituindo a refeição por algo que a criança gosta, pois não queremos que ela fique “sem nada”, ou passe fome. Com o passar do tempo isso se tornará um hábito que a criança estabelecerá para o resto da vida. Se a criança não quis comer o almoço, este NÃO deve ser substituído por bolachas, iogurte, suco e afins. Sentir fome é a consequência NATURAL de não ter comido. Quando sentir fome, as alternativas viáveis são oferecer o lanche da tarde, no horário correto ou o próprio almoço.

SONO: desde cedo é importante que a criança aprenda a ter a sua “higiene do sono” visando a qualidade do seu período de descanso. Para isso, deve dormir as horas necessárias para a idade, dormir e acordar em horas determinadas e aprender a adormecer na sua própria cama, não na dos pais e irmãos, de maneira tranquila sem a necessidade de artifícios que mais tarde venham a prejudicar a qualidade do seu sono. Aprender a dormir na sua própria cama é uma conquista importante de autonomia. Essa conquista mostra àquela pessoinha que ela está segura em sua casa, que é capaz. Essa conquista é ponto pacífico para toda e qualquer família. O que pode mudar é a abordagem. Por diversos motivos, um casal pode ter escolhido um caminho que permitiu que isso acontecesse antes que outros. Por exemplo, por questões de saúde, muitas vezes a estadia do bebê no quarto dos pais se alonga e muitas crianças acabam adormecendo no colo das mães. Outras crianças aprendem bem rápido que seu “ninho” é o berço e se encaminham  sozinhas para lá (tive uma assim…).  O sono dos filhos é um ponto nevrálgico…. Ensiná-los a dormir, e dormir bem, pode ser muito traumático para muitos e também aqui é necessário que o casal escolha o encaminhamento em conjunto. Tenham consciência dos motivos de suas escolhas e que as mesmas visem o bem integral da criança, do relacionamento entre os cônjuges e do bem estar da família.

HIGIENE: começa pela retirada das fraldas (controle dos esfíncteres) e continua e se aprofunda no asseio pessoal, no cuidado e carinho que tem para com seu próprio corpo. Uma criança que é ensinada a gostar de si mesma, terá maiores chances de perceber como nocivo o envolvimento com drogas, por exemplo. O hábito da higiene ajuda a desenvolver a autonomia. Quanto mais a criança for incentivada a se cuidar, encontrará mais confiança em si. Costumo dizer para minhas filhas que tudo nelas é um presente que lhes foi dado com muito amor. Os presentes que ganhamos, cuidamos com carinho, por amor a quem nos deu. Isso também acontece com o corpo.

ORDEM: o hábito da ordem ajudará a criança a compreender o mundo à sua volta e seu lugar nele. No desenvolvimento deste, a criança deverá aprender o respeito às coisas e às pessoas (cada qual ocupando o lugar e importância que lhes são devidos). Aprenderá a ordem dos horários, sabendo o que tem que fazer em cada momento e não dependendo do capricho dos adultos. A ordem material deve contar, nesse início, com o incentivo dos adultos que podem fazer o momento, por exemplo, de guardar os brinquedos parte importante da brincadeira (mesmo que eles mesmos guardem a maior parte) e ensinem a criança que não é possível passar para outra brincadeira sem colocar as primeiras coisas em seu lugar. Ela deve participar deste processo cada vez com maior intensidade, até que o faça inteiramente por si só. Algumas crianças terão maior facilidade/dificuldade que outras. É necessário perseverar. Falo um pouco sobre a ORDEM no texto “A educação da virtude da ordem”. Essa virtude pode e deve ser acompanhada com o cuidado dos pais para com o desenvolvimento da vontade, para que a criança, futuro adulto realmente queira essa ordem e outras coisas boas mesmo que estas custem. Sobre o desenvolvimento da vontade, você pode gostar do seguinte texto “Como educar a vontade? Parte1“. O tema foi dividido em 3 partes.

Aqui, os quatro hábitos básicos, essa imprescindíveis frentes para a conquista da paz familiar e do bom desenvolvimento da criança são apenas apresentadas de maneira muito superficial. É aconselhável que os pais procurem sempre novas informações, de fontes seguras, a respeito do bom desenvolvimento de cada um deles. Essas informações ajudarão os pais, como casal, a estabelecer, de maneira consciente, planos de melhora para cada filho. Esse estudo tornará os pais mais profissionais nas suas responsabilidades parentais. Ora, se a família é nosso bem mais valioso, vale muito a pena sacrificar momentos de lazer para estudar como torná-la o maior sucesso da vida.

Vamos lá nos tornar pais profissionais!

Um abraço!

Cibele

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