Homeschooling

Meninos e meninas aprendem de forma diferente

 

A despeito do que muitos veículos de comunicação, artistas famosos, políticos influentes tentem nos fazer acreditar, homens e mulheres simplesmente são diferentes. Não, não é apenas uma questão social. E também não é uma questão de avaliar se um é melhor do que o outro. Simplesmente são diferentes. Na ânsia por querer igualar tudo, como se isso fosse algo bom, diversos aspectos da convivência entre as pessoas e, inclusive a educação, passaram por um grande processo de perda. Explico-me. Para defender a questão da igualdade, a escola, na figura de muitos pesquisadores e de muitos docentes, passaram a não aceitar a possibilidade de que, talvez, crianças necessitassem de tratamentos diferentes. Um deus-nos-acuda se isso fosse sugerido por causa da diferença entre os sexos.

No entanto, ainda restam pesquisadores que realmente fazem pesquisa neste mundo e que não estão (tão) envolvidos com agendas ideológicas. Dois exemplos são oriundos das seguintes universidades: Northwestern University, Illinois, Estados Unidos e a outra University of Haifa, em Israel. Nas pesquisas foi constatado que meninos e meninas aprendem de maneira diferente, pois as áreas cerebrais responsáveis pela linguagem são mais ativas nelas que neles. Isso não quer dizer simplesmente que meninas, mulheres falem mais (apesar de ser verdade…). Segundo  Douglas D. Burman, pesquisador em NorthShore University , as descobertas sugerem que o “processamento da linguagem é mais sensóreo nos meninos e mais abstrato nas meninas e isso pode ter implicações importantes na forma como eles e elas aprendem”.  Meninas conseguem aprender, fazer conexões de maneira mais abstrata e meninos precisam ver, ouvir, tocar. Isso poderia significar que “os meninos poderiam ser avaliados de forma mais eficaz sobre o conhecimento adquirido em palestras (aulas orais) por meio de testes orais e sobre o conhecimento adquirido pela leitura por meio de testes escritos. Para as meninas, …, esses diferentes métodos de teste pareceriam desnecessários.” (https://www.sciencedaily.com/releases/2008/03/080303120346.htm). Saber sobre isso pode significar, para muitos, uma significativa alteração na maneira como se procede a avaliação de uma criança.

Outra fato, que pode mudar a maneira como educamos nossos filhos (e as professoras e professores seus alunos) é que existe uma diferença significativa, entre meninos e meninas, no quesito concentração. Enquanto as meninas conseguem manter a concentração por um tempo maior para logo depois perdê-la de maneira muito significativa, meninos possuem, em geral, picos de concentração e de dispersão. Sendo assim, pode ser mais comum que meninos necessitem das pausas intermitentes com mais frequência que as meninas. Sobre esses “mini recreios, leia AQUI.

Meninos necessitam com mais intensidade de atividade física, inclusive para poder conseguir se concentrar melhor. Custa muito mais para eles permanecerem sentados por muito tempo. É perfeitamente possível que um menino consiga aprender a tabuada pulando na cama elástica (como já ouvi relato de uma super mãe) que debruçado sobre o caderno.  É possível sim que existam meninas com essa característica também. A intenção não é querer ser absolutista com os dados, mas sim tentar entender que a maioria pode apresentar essas características, coisa que pode ajudar, e muito à hora da prática educativa.

Ao escrever estas linhas, não penso em elucidar todas as diferenças e fazer com eu consiga mudar minha prática de maneira a estar alinhada intimamente com tais pesquisas. Apenas quero refletir que quando encontramos alguma dificuldade no meio do processo, que tenhamos o fôlego e a paciência para procurar as possíveis causas e então tentar ajustar as velas, de acordo com os ventos , sem perder de vista a direção correta. O fato de nossos filhos serem meninos ou meninas é um dado base que precisamos levar em consideração. Penso que saber alguns desses dados já pode trazer mais paz para o coração de uma mãe que não entende por quê seu filho apresenta dificuldade em permanecer tranquilo durante a aula, ou o por quê sua filha não consegue ser direta nas respostas.

Tendo em mãos essas informações, o coração se tranquiliza para, então, procurar as propostas adequadas a cada um. É importante ressaltar que mesmo para as famílias que só possuem filhos de um dos sexos, mesmo assim poderemos encontrar diferenças vindas do temperamento, dos gostos, etc. Cada filho é único e acredito que o melhor é que a educação seja personalizada, voltada para cada um como pessoa irrepetível que é. Sobre as diferenças entre os filhos, você pode ler um pouco mais no seguinte artigo : “Como lidar com filhos diferentes: um início de conversa”.

 

Bons estudos!

Cibele

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