Homeschooling

Seu filho não quer acabar a aula? Aqui vai uma dica!

Conheça os Mini recreios

Não é difícil escutar de alguma mãe homeschooler que seu filho ou filha, em algum momento dos estudos começa a “empacar”. A minha, por exemplo, parece que vai derreter na cadeira. Literalmente. É de deixar qualquer um passado. Tudo fica mais difícil, a voz fica manhosa, a postura corporal é lastimável, a capacidade de sugar a paciência da mãe parece que triplica, coisas muito simples se tornam algo intransponível. Tenho tudo isso aqui em casa e, de vez em quando uma mãe me pergunta como fazer para driblar essa situação.

A primeira coisa que tenho a dizer é que só esse fator não define que seu filho seja preguiçoso, ele pode estar com preguiça, o que é diferente. Tenha cuidado ao classificá-lo. A forma como demonstramos nossas impressões para nossos filhos vão forjando a maneira como eles mesmos se vêem. Falo sobre isso no seguinte texto: “Construção da auto estima”.  Segundo: seu filho pode estar cansado. Apenas isso. A capacidade de concentração das crianças depende da idade, do sexo, da maturidade, do interesse pelo assunto. É necessário que os pais tenham consciência disso ao planejar e ao cobrar o cumprimento das tarefas.

Demorei um tempo para perceber isso. Novamente, o fato de eu ter estado em sala de aula por muitos anos, me fazia querer ver o conteúdo dado, a aula terminada, a tarefa concluída. Algo dentro de mim, tenho que confessar, ferve por dar conta do assunto. A adaptação ao fato de que no homeschooling temos tempo, temos flexibilidade, temos uma infinidade de coisas ao nosso favor não é instantânea, nem quando falamos isso em voz alta. Desescolarizar é um processo. Falo sobre isso no artigo DESESCOLARIZAR.

Aos poucos fui percebendo que minhas filhas realmente se cansavam. Tive que desenvolver um olhar cuidadoso para interpretar os sinais da real preguiça, a que deve sim ser combatida e do cansaço genuíno, da dor de escrever e que precisa de uma pausa, por exemplo. Fruto dessa observação, instituí os “mini recreios”. Breves intervalos que algumas vezes acontecem entre as tarefas e aulas, ou então, bem no meio de alguma aula mais intensa. Algumas pausas são muito curtas, coisa de 5, 10 minutos, outras um pouco maiores. O fato é que esses intervalos fizeram diferença.

Outra forma de fazer com que a criança descanse é propor uma atividade completamente diferente daquela que estava fazendo. Por exemplo, a aula é de matemática e você percebe que a criança está começando a cansar. Peça que vá andar de bicicleta (ótimo exercício motor), que arremesse a bola de basquete no aro, que leia um pouco o livro escolhido para o período, que termine de pintar os desenhos do projeto de ciências. De todo modo, procure algo que você saiba que a criança goste naturalmente. Talvez ela ame a ideia, talvez ela necessite brincar um pouco mesmo. É importante ressaltar que ao brincar a criança também aprende, também se desenvolve e, se os pais tiverem intenção educativa, atividades corriqueiras podem ser melhoradas e virem a adquirir status de momento de aprendizado significativo. Isso acontece em qualquer idade, mas principalmente na infância. Você pode encontrar informações sobre a essa forma de encarar a educação nos textos: “Intenção Educativa com crianças de menos de 4 anos“, “Intenção dos Pais, parte 1” e “Intenção dos pais, parte 2“.  

Estamos tão preocupadas em dar conta dos assuntos que podemos cair no erro de não observar o rendimento. O descanso incide significativamente no rendimento dos estudos. E isso é ainda mais verdade para as crianças.  Cérebro cansado não consegue mais absorver e fazer conexões entre informações. Não é à toa que, por exemplo, Charlotte Mason, indicava aulas curtas, de no máximo 30 minutos, ao longo do dia e muito contato com a natureza.

Por isso, se você está tendo embates bárbaros com seus filhos à hora dos estudos, analise a possibilidade de dar-lhes algumas pausas. Eu aproveito as pausas para descascar batatas, dobrar roupas, colocar a louça no lugar. Talvez funcione para vocês! Espero que sim!

 

Um abraço e boas horas em família a todos!

Cibele

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