ANÁLISE LITERÁRIA, Homeschooling, Materiais

Análise Literária – Os fantásticos livros voadores de modesto máximo

E a porção semanal de análise literária infantil desta semana apresenta este belíssimo livro de William Joyce! Abaixo o podcast para você ouvir. Se preferir, texto abaixo do link!

 

Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo – William Joyce 

Esse conto infantil foi publicado pela primeira vez em 2012. Dessa vez, estamos falando de uma história mais recente do que as anteriores. William Joyce é cineasta, escritor e ilustrador. Deve ser por isso que o livro é tão bem ilustrado, e a adaptação feita em um curta metragem ganhou o Oscar em 2012 como melhor curta animado.

Nesse conto, o sr. Modesto gostava muito de palavras, histórias e livros. Mas, em um certo dia, acontece um temporal, e tudo voa pelos ares. As vezes, algumas histórias geram reviravoltas na nossa forma de ver o mundo e os acontecimentos. E olhamos além, como o sr. Modesto, que passa a olhar para o céu, para a imensidão. Lá, de repente, ele vê uma moça sendo carregada por livros voadores. Era uma bela moça. Ela é a imaginação, que através dos livros, como nos diz um básico clichê, nos leva para lugares desconhecidos por nós. Modesto então também quer que seu livro voe. E qual é a resposta da moça? Ela diz que ele precisa de uma boa história. Histórias enriquecem o imaginário, e nos fazem conhecer, através da leitura e da imaginação, outros tempos, lugares e pessoas.

Modesto então é levado para um abrigo de livros. Podemos interpretar esse abrigo como uma biblioteca, que aqui é representada como se fosse um ser vivo. É vida que pulsa dos livros! “Estava tomada pelo farfalhar de uma infinidade de páginas, e ele podia ouvir o cochichar de mil histórias diferentes.” E cada livro o convidava a uma aventura. E todos os livros são realmente assim. O livro nos convida a viver algo que provavelmente não teríamos oportunidade de viver na prática.

Além disso, a história nos diz que os livros se misturavam. Tragédias com comédias, poesias com romances… Ninguém vive só de sofrimentos ou tristezas ou apenas de alegrias. A vida é um misto disso. Nos livros, normalmente as coisas estão separadas para facilitar a compreensão, e para que tenhamos a oportunidade de analisarmos de forma pura determinado sentimento ou assunto.

Modesto cuidava de seus livros. Nós sempre teremos a tendência de cuidar do que ou de quem nos faz bem. E isso normalmente não nos custa, pois apreciamos isso. Como Modesto, muitas vezes ficamos imersos em uma história, e não largamos o livro enquanto não o terminamos. O conto também nos diz que ele escrevia sua própria história. Podemos não escrever, mas a vida de cada um de nós poderia ser a base de qualquer narrativa. Ela é história, e por isso nos identificamos tanto com os personagens.

Modesto envelhece, e os livros, para retribuir o cuidado que ele anteriormente tinha com eles, contam-se a si próprios para ele. Quem reconhece o que os outros fazem por eles, retribuirá o cuidado. A vida de Modesto chega ao fim, e o conto termina como começou. Nós passamos e as histórias ficam. São comuns a toda a humanidade, e podem ajudar qualquer ser humano. Eu, você, nossas crianças, somos Modesto Máximo.

 

Boa leitura!

Letícia

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