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Por que a Beleza importa? – Indicação de documentário

Venho comentando, em alguns textos (“Beleza dos filhos e educação – parte 1“, “parte 2“, “Como educar a vontade” ), sobre a importância da beleza. Ao meu ver a beleza realmente importa e não é, de maneira alguma, um caminho para enaltecer o que é material, colocá-lo em destaque e menosprezar o que há no interior do ser humano, por exemplo. Fazemos parte de uma geração que, se ao mesmo tempo viu a exaltação do materialismo por um lado, também foi testemunha de uma vertente que tentou relembrar a importância das boas ações independente de sua aparência. Quem nunca escutou alguma história na qual o personagem principal descobria que a feiúra não importava,mas sim o que as pessoas carregam no coração? Isso é errado? Não! Claro que não. A intenção ao destacar a importância da beleza não é menosprezar outras questões. No entanto fomos tão bombardeados com as duas vertentes (a da “idolatria” da beleza física por um lado e a da “o que importa é o interior”) que parece que perdemos a noção de que as duas coisas são diferentes faces da mesma moeda. Parece que para muitas pessoas beleza material, estética e beleza interna são coisas antagônicas.

Concordo que o movimento que passou a atacar o destaque que a mídia dá à beleza estética, teve sua origem, em parte, na tentativa de destacar o que há no interior das pessoas. No entanto, ao meu ver, sufocar a existência da estética em nome das supostas virtudes interiores foi um fracasso e um tiro no pé pelo fato de que as duas coisas andam juntas. O resultado do ataque à beleza gerou uma massa de pessoas interessadas em chocar pela aparência, muitas vezes de forma grotesca e noutras com um desleixo gerador apenas de dó e, em muitos casos,repulsa. Faria um pouco mais de sentido se essa massa fosse compostas por pessoas essencialmente virtuosas, no entanto o que vemos não demonstra isso, salvo exceções. Pessoalmente o que vejo são jovens que querem chocar, mas não sabem arrumar a própria cama. Sim, uma coisa tem a ver com outra.

Cresci vendo a beleza ser associada com propaganda, com marketing. A imagem, a estética foi, ao longo da minha história, talvez da sua também, associada com um ferramenta de sedução para a compra, para o gasto, para o poder. Acredito que a beleza tenha sim esse poder, mas tenho refletido que talvez seja necessário nós, pais e mães tornarmos a pensar o papel da beleza na educação dos nossos filhos e darmos uma guinada nessa realidade. Se um dia a beleza passou a ser usada de maneira errônea e, por isso acabou gerando um movimento contra ela, está na hora de pensarmos numa reação que leve em consideração os aspectos corretos do movimento, mas faça uma força para que volte ao caminho correto, tornando a colocar as belezas no lugar delas. Beleza exterior tem seu valor e é preciso que seja valorizada e compreendida juntamente com o desenvolvimento das virtudes, do caráter. Uma coisa junto da outra. Devo ensinar minha filha a cuidar de sua aparência, a gostar de si mesma, a valorizar-se para assim poder servir ao demais com mais alegria, por exemplo.

Penso que nós, pais e mães, talvez alguns tenham se salvado, somos de uma geração confusa com relação ao papel da beleza na vida. Talvez isso torne um pouco difícil a tarefa de educar em muitos aspectos. Por isso, pensei em indicar, para os pais, para sua própria preparação enquanto educadores, um documentário sobre o tema, produzido pela BBC com o filósofo Roger Scruton. A minha intenção é fazer-nos refletir sobre a beleza e como vamos trabalhá-la na educação de nossas crianças, sem extremismos, sem a histeria de achar que nada mais presta. Proponho uma reflexão sincera acompanhada de pipoca. 😉

Cibele Scandelari

PS.: O documentário foi indicação da Paula Serman do perfil no instagram Beleza Cura. Segue a moça lá!

PS2.: Após o presente texto ter sido lançado, recebi duas contribuições de leitores através de redes sociais. Um deles, Leonardo Silva, afirma que o documentário é muito bom, aponta elementos negativos que realmente estão presentes nas artes atuais, mas ele pode condicionar a um erro  em muitos que concordaram com o filósofo: o esteticismo classicista. Algo como considerar belo apenas o que carregasse as características da época clássica. Outra leitora, Andrea Camara, destacou o aspecto considerado acima que diz respeito à necessidade da beleza andar conjunta das virtudes. Ela destaca a necessidade da moderação e cita Epicuro, filósofo, que disse que o prazer deve ser sempre temperado pela sabedoria.  Andrea faz a indicação de outro vídeo que comentarei em outra postagem. Aguardem!

Segue o documentário.

 

 

 

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