Família, Maternidade, Virtudes

Educar de maneira positiva – Parte 2

Na primeira parte (Educar de maneira positiva – parte 1) da nossa reflexão sobre a educação positiva, falamos um pouco sobre a proliferação dos “nãos”. Agora, falaremos um pouco sobre a forma de agir dos pais. A atuação paterna/materna em uma família, seja ela homeschooler ou não, que seja consciente e não gere medo, insegurança, requer tempo, paciência, reflexão e conhecimento.Tempo porque consumirá mais segundos que apenas dizer “não”, obviamente, mas também porque para atuar adequadamente, os pais necessitarão conhecer seus filhos e dificilmente os conhecerão se não investirem tempo COM eles. Paciência porque crianças são insistentes, curiosas. Reflexão para encontrar as maneiras adequadas de mostrar, de acordo com a idade da criança uma alternativa melhor que aquela que ela deseja. Conhecimento do período no qual a criança está inserida, da sua realidade, do seu temperamento.

Educar de maneira positiva também não significa achar ingenuamente que tudo que a criança faz é digno de aplausos. A criança necessita do incentivo sim, mas quando comete algum erro necessita ter a sua atuação retificada com a firmeza e o carinho necessários.

                Mas, afinal, como posso educar positivamente?

De antemão é necessário deixar claro que o casal deve estar de acordo nos diferentes quesitos e situações que compõe a vivência da criança. A falta de sintonia dos pais desorienta os pequenos e os deixam inseguros. É um bom criadouro para a desobediência. Mais tarde, aproveitarão essas brechas para atuar da maneira que lhes aprouver, mesmo que não seja a mais adequada e os levem, invariavelmente a sofrer más conseqüências.

Estando os pais de acordo e cuidando para que sua comunicação de casal seja algo vivo, a atuação com os filhos torna-se mais positiva e mais fluida, uma vez que um encontra apoio no outro.

Algumas dicas práticas. Quando a criança quiser fazer algo que não pode, apresente uma alternativa melhor. Um bebê quer pegar algo inadequado? Ao invés de apenas tirar de sua mão, mostre como auma outra coisa pode ser interessante. Evitemos os choros. Outro bom exemplo, o fatídico desenho na parede. Quase toda família tem um Picasso em casa… Na maioria das casas esse não é um hábito incentivado e querido pelos adultos. Em resumo, a criança NÃO pode desenhar. Então o que fazer? Como ser positivo nessa situação? O desenho em si não é uma coisa ruim. Faz parte do desenvolvimento normal da criança e nosso objetivo não é fazer com que ache que ele não é algo bom. Sendo assim, devemos mostrar-lhe que existem lugares adequados para que faça suas obras de arte. Ao invés de dizer o sonoro “Nããão!! Você sujou toda a parede!” (Até porque, para a criança, aquilo não é sujeira, é algo que ela acredita ser bonito, que foi ela que conseguiu fazer), podemos dizer “Gostei do seu desenho. Ele é lindo! Mas estou triste que não poderei guardar. Você pode desenhar no papel e assim poderemos guardar todos!”. Dessa maneira valorizamos a criança e sua habilidade e deixamos claro a maneira que ela pode atuar. Da próxima vez dizemos apenas: “Fulaninho… onde devemos/podemos desenhar?” E ajudamos a criança a lembrar do combinado. Importante: ao cumprir com o combinado a criança deve ser elogiada. Isso reforça seu sentimento de confiança em si mesma e percebe que ganha atenção quando faz coisas boas. Se ela insistir deve saber, de antemão, a consequência de seu ato. Uma das consequências deve ser limpar o que fez. Não há mal no fato de algumas crianças gostarem de limpar suas artes (o que irrita alguns pais), mas uma forma pode ser que a limpeza aconteça no momento em que a criança brincaria de outra coisa.

Outra dica importante para uma educação positiva é não aceitar nenhuma chantagem. Não importa quão pequeno seja o filho ou quão ínfima seja a chantagem. Ceder à chantagem é abrir mão da autoridade de pais. E isso fará muita falta, num futuro não muito distante. 

Para evitar os “nãos”, habitue-se a: responder de maneira concreta (seja específico(a) no que a criança deve fazer), motivar, dar bons exemplos de atuação, ensine a criança a expressar o que está sentindo (dê nome aos sentimentos), valorize não apenas o resultado do que a criança faz, mas também o seu esforço em fazer, pedir pequenas ajudas e valorizá-las, evitar comparações com irmãos principalmente, combinar de antemão o que acontecerá nas situações que seguirão e o que se espera de maneira concreta, por exemplo: “Entraremos no mercado e vamos comprar X coisas. Você consegue me ajudar a carregar algumas coisas? Hoje você não poderá escolher algo. Mas quando chegarmos em casa poderemos brincar de…”, dizer apenas “espero que se comporte”, é muito vago para crianças pequenas).

Vamos lá! Vamos mostrar o lado belo e positivo da vida! Nossos anjinhos merecem! 

Até mais!!

Cibele Scandelari

 

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