Família, Maternidade

INFÂNCIA: A idade de ouro!

Sabe a história do pote de ouro no final do arco-íris? Bom, se você tem uma criança com menos de 6 anos em casa, considere seu lar o final do arco e parta pra cima desse tesouro. 

A primeira infância, fase que vai do nascimento até mais ou menos os 5, 6 anos, é considerada por muitos estudiosos (psicólogos, neurocientistas, pediatras, etc) como o período mais importante da vida do ser humano. Obviamente, o peso das demais etapas não perde o seu valor, mas todos concordam que com uma base bem estruturada qualquer projeto tem maiores chances de ser sólido, não é mesmo? O mesmo acontece com o ser humano.

A criança não é um mini adulto. Não é um adulto “bobinho”. É uma pessoa, com toda a dignidade que isso possa acarretar, em desenvolvimento. Possui necessidades específicas da idade que precisam ser atendidas, da maneira adequada, para poder atingir a totalidade de seu potencial.

Não dar a devida atenção para estes breves anos é negar o direito que cada criança tem de poder desenvolver tudo aquilo que ela guarda de bom, de belo, de único dentro dela. Os motivos para não darmos atenção a esta fase tão delicada e importante são vários e como os anos são breves e poucos, não são poucas as famílias que, quando se dão conta, o período já acabou… Alguns pais ignoram a profundidade e extensão da importância destes anos, outros não conseguem separar um tempo em sua agenda, outros transferem sua responsabilidade por medo de errar, e por aí vai. Entretanto, independente dos motivos, as conseqüências aparecem.

Se você está iniciando sua caminhada rumo à educação domiciliar ou já começou esta aventura e seu(s) filho(s) ainda são pequenos, muito provavelmente poderá vivenciar os períodos e não  os deixará passar em branco.  De qualquer forma, é importante saber que essa fase é importante. As brincadeiras, os momentos de rolar no chão JUNTO com as crianças, cantar pela milésima vez a mesma música, etc. Pais homeschoolers vivem isso diariamente. Cuidado para não banalizar certas coisas, achando que está tão perto que pode ser feita a qualquer momento. Crianças crescem e o momento desaparece. Não ache que por ser homeschooler não precisará se esforçar para estar de corpo e alma PARA CADA UM. Personalizar o atendimento aos filhos é sempre bem vindo…e quase sempre necessário.

Vamos olhar para a nossa casa. Lá dentro tem alguém fazendo de conta que um carrinho pode voar? Está tentando descobrir como empilhar uns blocos coloridos? Pois então. Este é o momento de tentar compreender esta fase e se fazer presente. Ocupar um lugar vip. De real destaque. Em nenhum outro lugar e ocasião sua presença de pai e mãe será tão, tão VIP quanto na vida de seus filhos. Não perca, de maneira alguma, esta oportunidade. Queira aprender mais sobre o que acontece nesses anos.

Segundo especialistas, as crianças nesta fase precisam de oportunidades e estímulos, para que possam desenvolver cada uma de suas aptidões. Não uma enxurrada de estímulos, mas sim os corretos, na hora e medida corretas. O meio familiar é um ótimo espaço para isso, principalmente quando os pais se dão conta e passam a proporcionar elementos profundos para o desenvolvimento integral (intelectual, físico, afetivo-social, volitivo e transcendente) de seu filho. Sobre essa possibilidade de convivência na família homeschooler, e o encontro da justa medida dos estímulos banhados em intenção educativa sem se afastar do frescor da infância, discorremos no artigo “Homeschooling e crianças pequenas”

Veja como é espantosa a realidade da evolução neurológica de uma criança:  “Estudos demonstram que é durante a primeira infância que o cérebro humano desenvolve a maioria das ligações entre os neurônios. Até os 3 anos de idade, as cerca de 100 bilhões de células cerebrais com as quais uma criança nasce desenvolvem 1 quatrilhão de ligações. O número é o dobro de conexões que um adulto possui. Aos 4 anos, estima-se que a criança tenha atingido metade do seu potencial intelectual.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_inf%C3%A2ncia#cite_note-2

Não podemos ignorar isso em nossas crianças. Qual é a qualidade das atividades que estamos expondo aos nossos pequenos?  Se estamos muito cansados para pensar nisso, apenas paremos um minuto para pensar o que não gostaríamos que nossos filhos fizessem de suas vidas e depois mais um minuto na reflexão sobre o que estamos fazendo hoje para ajudá-los a não cair nesses erros. Ou melhor, o que estamos fazendo para que sejam tudo aquilo que poderiam ser. Esses dados sobre ligações neurológicas e potencial intelectual devem ser tomadas em consideração não para que façamos, na primeira oportunidade, a matrícula de nossos filhos em todas as aulas de canto, dança, artes marciais, raciocínio lógico, etc, que tivermos conhecimento. Mas sim para que ao brincar, conversar, solicitar algo, ensinar, saibamos que quanto mais estivermos pendentes daquela pequena criatura, mais nossa ação será certeira, tanto para o objetivo primário como para o objetivo de base que é a formação da pessoa verdadeiramente humana.

São mais ou menos 100 anos de pesquisas científicas que comprovam a importância da primeira infância como um período decisivo na  formação da personalidade, do caráter e no modo de agir do adolescente e do adulto. Segundo João Augusto Figueiró, em um artigo originalmente publicado no Mercado ético:  “os primeiros seis anos são fundamentais para a constituição da pessoa. Achados recentes da Neurociência oferecem evidências de que acontecimentos precoces de natureza física, emocional, social e cultural permanecem inscritos por toda vida nas conexões sinápticas através de fenômenos de neuroplasticidade e biomoleculares. Todos nós construímos um mapa da realidade a partir das experiências vividas na infância. Assim, é possível, e muito mais eficiente, lançar os valores e fundamentos éticos da cidadania e da cultura de paz nesta primeira fase da vida”.

Por isso, quando nós pais e mães levamos nossos filhos para brincar na pracinha, na casa de um amigo, na cabaninha no meio da sala, não estamos deixando-os ali “só para brincar”. Naqueles lugares mágicos eles estarão desenvolvendo sua personalidade, sua inteligência, sua vontade. Porém nosso papel não pode ser relegado a segundo plano. Não deixemos que isso aconteça! Vamos nos inteirar cada vez mais e melhor das maneiras de como podemos ser mais “profissionais” nessa maravilhosa aventura da paternidade/maternidade. Vamos descobrir as melhores maneiras de amparar nossas crianças na busca da real e plena felicidade.

 

Cibele Scandelari

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