Áreas do Conhecimento, Homeschooling

A influência dos meus gostos nas aulas

 

Qualquer pessoa possui tendências a gostar mais de uma ou outra coisa em detrimento de outras. Isso acontece com todas as situações da vida e não é diferente com as áreas do conhecimento e as infinitas coisas que podemos nos aventurar a tentar entender, descobrir, aprender. Pela própria natureza da pessoa, ela pode vir a gostar mais de números ou de acontecimentos e o desenrolar dos mesmos.

No meu caso, tenho certa dificuldade com a matemática. Lembro perfeitamente da terrível sensação antes de uma prova. Lembro de sentir minha mão suar, tremer. Eu não conseguia compreender a lógica da coisa toda, tampouco seu uso. E quando compreendia o uso, sabia a importância, mas não fixava a forma.

Eu não tive professores ruins de matemática. Lembro especialmente de dois que eram muito bons. Davam seu sangue todos os dias. No entanto, lá estava eu, tremendo feito vara verde, me sentindo a mosca burra do cocô do cavalo do bandido.

Já com história, sempre foi diferente. As aulas de história eram uma delícia para mim. Compreender os eventos passados, qual a relação deles com coisas presentes sempre me fascinaram.

Tendo consciência dessas minhas características, ao iniciar a prática da educação domiciliar, procurei e procuro, materiais e um tempo de estudo onde as minhas tendências pessoais não façam das minhas filhas, reféns.  Fui atrás de um material de matemática muito usado por homeschoolers americanos e mesmo não gostando da “disciplina”, separo um tempo especial para o estudo dessa área. Não quero que minhas filhas cresçam achando impossível compreender toda a dança que os números podem fazer. Por isso tento ter o cuidado de não demonstrar desgosto pelo conteúdo, compreender quando elas se deparam com alguma dificuldade e necessitam que eu desacelere, que eu permaneça mais um tempo debruçada, junto a elas em algum tópico, mesmo que a vontade seja voar para longe.  Frente a esses aspectos me deparo com a falta de gosto por um assunto, somado à necessidade do mesmo ser trabalhado, unida à possibilidade de estudar mais coisas que acho agradáveis. Sim. É necessário encontrar boas medidas.

Neste sentido, compartilho duas reflexões que venho fazendo ao avaliar minha vivência homeschooler: é importante que os pais conheçam suas habilidades e dificuldades, mas compreendam que seus filhos precisam ter contato com diferentes assuntos de maneiras ricas, na medida do possível, de maneira uniforme.  Ou seja, posso me deleitar com as aulas de história, os projetos de maquetes, criação de máscaras e bustos egípcios. Bem legal! Mas tenho o dever de buscar formas de tornar a matemática gostosa, por exemplo. A segunda reflexão que tenho feito é que, nessa caminhada, nesse movimento para superar uma limitação minha, penso que minha opinião pode vir a mudar. Ao fazer o esforço para aprender um meio mais eficiente, agradável, provavelmente aprenderei novamente e muitas coisas poderão passar a fazer mais sentido. Ou seja não só os filhos ganham com o esforço de pais que se empenham. Os próprios pais podem encontrar novos caminhos para se deleitar com o universo de coisas a serem aprendidas.

É isso aí! Por essas coisas, estou depositando oficialmente no homeschooling a chance de poder gostar de matemática! Avante!

 

Cibele Scandelari

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