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Família…à barlavento

Somos duas famílias que vivem à barlavento, contra os ventos da correria da modernidade, contra a maré do pouco tempo com os filhos, contra a correnteza do esquecimento das coisas que realmente valem a pena serem vividas. O fato mais marcante desse viver à barlavento é o fato de sermos duas famílias educadoras. Praticamos a educação familiar (homeschooling). Isso quer dizer que provemos o ensino formal para nossos filhos em casa.

Embora seja uma prática comum em países desenvolvidos, o tema não é muito conhecido no Brasil. Acreditamos na importância de desmistificar a educação familiar e, por isso, criamos este espaço, no intuito de registrar um pouco das atividades que as crianças fazem, das nossas vivências como mães, nossos erros e acertos. Falaremos sobre nossas leituras, nossas escolhas metodológicas, nossas descobertas, as amizades e tudo o que delas aprendemos. O principal intuito é mostrar como é a nossa realidade para motivar os simpatizantes, trocar ideias com outras mães e ampliar nossos próprios horizontes. Dentre essas outras mães surgiram muitas amigas queridas, e é com elas que aprendemos todos os dias como seguir esse caminho. Como viver…navegar à barlavento.

Família é uma das coisas que mais amamos neste mundo. Acreditamos, de corpo e alma, que é através dela que podemos fazer um mundo melhor e não, não achamos isso pieguice.

É na família que aprendemos, ou não, a sermos honestos, caridosos, a termos coração grande. Na família temos a chance de sermos aceitos incondicionalmente como somos e de retribuir essa aceitação. Acreditamos que está na família a semente de um mundo mais humano. Mas também acreditamos que isso só acontece, na maioria das vezes, se os pais são os protagonistas do núcleo familiar e reconhecem a importância de seu papel. Para estes pais a família é a “empresa” mais importante de suas vidas. Por ela tiram força lá de dentro da carcaça cansada para se aprofundar e estudar em como podem ser pais melhores.

Esperamos que este seja um espaço para que a família possa melhorar, possa estreitar suas relações e reforçar seu papel, tanto para aqueles que a compõe quanto para a sociedade da qual ela faz parte, através de reflexões, debates, sugestões, dicas. Tudo o que for possível para tornar mais forte aquilo que dá base à sociedade: o serverdadeiramentehumano.

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Homeschooling, Sem categoria

Família Barlavento para Vida nos Trilhos – Podcast

E nesta sexta, dia 08/02/2019, tive o prazer de participar do podcast Vida nos Trilhos a convite dos simpaticíssimos Edward Schimitz e  Jeferson Peres.

Conversamos sobre homeschooling e alguns dos mitos que atualmente pairam sobre o imaginário popular a cerca do tema. Foi muito bom!

Procure compartilhar com seus amigos! Principalmente se você acredita que este conteúdo pode ajudar alguém em específico.

#vidanostrilhos

Segue a entrevista! VIDA NOS TRILHOS – Entrevista Cibele Scandelari

 

Família, FAQ, Linguagem, Maternidade

Por que ler em voz alta para a criança?

Que é importante sabemos, mas…quais são os motivos?

Neste breve artigo Clara Finotti Moro nos aponta alguns muito importantes.

Volta e meia ouvimos falar na leitura em voz alta. Especialistas recomendam que este hábito seja inserido na rotina da criança, mesmo que ela seja bem pequena e que continue até que seja grande o suficiente para dispensar a presença do leitor adulto. Provavelmente a criança começará a ler desacompanhada quando se sentir segura e dispensará definitivamente o “leitor-tutor” ali pelos 9 ou 10 anos, quando já se achar grande demais para ouvir histórias contadas pelos adultos. 

Mas, por que afinal ler em voz alta com tanta constância? Em primeiro lugar, a leitura em voz alta aproxima o pequeno ouvinte do objeto livro e dos mundos contidos neles. A voz que conta a história é a primeira ponte para o mundo da escrita. Além disso, para uma criança pequena, a voz dos pais em situação narrativa tem efeito calmante, propicia sentimento de aconchego, fortalece o vínculo familiar. Não somente isso: com o ambiente criado entre pais e filhos durante o ato de ler em voz alta, a criança se acostuma a fazer perguntas e ouvir os pais, criando o hábito de dirigir-se a eles com confiança. A naturalidade em dirigir-se aos pais nos momentos de dúvida e entusiasmo será muito útil no futuro.

Além disso, ao ouvir a leitura em voz alta, a criança exercita sua capacidade de concentração, atenção e raciocínio. Quanto mais cedo este “exercício” é feito, mais fáceis e naturais vão se tornando essas capacidades para a criança. O pequeno ouvinte percebe que deve ficar em silêncio para não perder nada, precisa exercitar a imaginação para compreender a narrativa, nota que um fato puxa outro; e que aquela narrativa, ainda que seja curta ou dividida em capítulos, tem uma sequência lógica.

Na leitura em voz alta, a criança apreende também um vocabulário mais rico e variado, dependendo, é claro, da escolha de leituras dos seus pais. Da mesma forma que a criança bem pequena aprende a palavra “céu”, e essa palavra será sempre muito natural em seu vocabulário, aprenderá também palavras como “caravela” ou “incólume”; e essas palavras não serão estranhas para ela, auxiliando em novas leituras.

Com um vocabulário mais amplo e domínio de narrativa, a criança vai desenvolvendo também suas capacidades comunicativas. Argumentar e descrever serão domínios naturais para uma criança que tem o hábito de ouvir variadas leituras. Outro grande benefício: estaremos formando alguém que sabe ouvir, uma qualidade que vem sendo bastante valorizada no mundo atual, onde todos falam e ninguém escuta.

Vistos alguns dos motivos pelos quais devemos ler em voz alta para nossas crianças, fica uma nova pergunta: o quê, afinal de contas, ler para elas?

Fica para o próximo artigo. 🙂

Um abraço

Clara F Moro

 

FAQ, Homeschooling, Sem categoria, Vídeos

Afinal, qual é o lugar de criança?

Crescemos ouvindo a frase que diz que “lugar de criança é na escola“. Não sei ao certo quando o jargão começou a ser realmente usado com força, mas durante a fase da elaboração e primeiros anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, foi realmente muito utilizado.

O que nos era apresentado? Crianças nas ruas, nos semáforos, trabalhos forçados tanto em condições sub humanas, quanto em condições um pouco melhores, mas também privadas da vivência saudável de sua infância e impedidas de conhecer, de ir atrás do conhecimento, de descobrir as verdades das coisas. Alguém acha que isso é certo? Entre esta realidade e essas mesmas crianças estarem dentro de uma sala de aula, recebendo alguma alimentação e podendo ter momentos de brincadeiras, qual você escolheria como sendo “lugar de criança”? Ora, pois! Nenhuma pessoa com o mínimo de caráter diria que não seria na escola. A questão é que quando algo é apresentado de forma ambivalente, tendemos a escolher entre um ou outro, como se não existissem outras opções. 

No caso, o “lugar de criança” deve ser aquele no qual ela possa crescer de maneira integral, possa vivenciar sua infância da maneira mais plena possível, possa ter contato com a maior sorte de experiências com a natureza, que brinque com seus pares, mas também que vivencie a forma de agir de crianças mais velhas e mais novas, que seja exposta a situações nas quais deva tomar decisões cabíveis à sua idade e que permitam que sofra as consequências de suas decisões para que assim amadureça, perceba o mundo real.

A resposta à pergunta “Qual o lugar de criança?”, possui inúmeras possibilidades de respostas plenamente compatíveis com uma infância feliz, saudável e intelectualmente emocionante. Pode ser que para a família X a escola seja o ambiente que escolheram porque confiam naqueles professores, já estudaram ali, etc. Talvez para a família Y o ambiente familiar, inserido num contexto de educação domiciliar represente a circunstância mais saudável para eles que, talvez tenham encontrado ambientes e situações muito ruins em sala de aula e estejam dispostos a prover o melhor ambiente para o desenvolvimento de quem eles amam. Existem ainda famílias que desejariam acompanhar bem de perto alguns conteúdos e permanecer com as crianças matriculadas para apenas algumas matérias.

Talvez, para alguns casos seja necessário que a criança esteja sob olhos cuidadosos, com vistas a não parar em abandono intelectual ou sofrer quaisquer tipos de abusos, situações que são e sempre deverão ser encaradas como crime. Com certeza.

Porém, está na hora de começar a ampliar os horizontes, retirar os antolhos que nos colocaram na cabeça, com o intuito de fazer-nos olhar apenas o que gostariam que víssemos.

Cibele Scandelari

 

Abaixo deixo um vídeo que trata de “Lugar de criança: um olhar sobre a educação no Brasil”.

FAQ, Homeschooling

A socialização das crianças (em números)

por Gracielle Oliveira, futura mãe homeschooler

Mas e a socialização? Quem nunca falou ou ouviu essa frase quando o assunto é o homeschooling que atire a primeira pedra. Provavelmente este é o primeiro questionamento de um leigo nesse assunto. Curiosamente, precedente aos questionamentos sobre a qualidade do ensino prestado pelas famílias aos seus filhos.

Em princípio, quando se pensa em educação dos filhos em casa, surge no imaginário das pessoas uma criança como Tarzan ou Mogli, que não sabe viver com outros seres humanos, isolada de tudo e de todos, no meio da selva, aliás, aprisionado em sua casa. Ou, como dizem, numa bolha. Porque se não é a escola, afinal, como ela vai se socializar? Como ela vai aprender a conviver com pessoas diferentes, de classes sociais diferentes, religiões, raças, opiniões etc? E aqui eu gostaria de deixar um adendo. Nós pagávamos por uma escolinha caríssima para nosso orçamento, achando que estávamos fazendo o melhor para a educação das nossas filhas, numa época em que não fazíamos ideia do que era homeschooling. Nessa escola, praticamente todas as crianças eram da mesma classe social e raça, mais ou menos a mesma faixa etária, gostavam mais ou menos das mesmas coisas, frequentavam mais ou menos os mesmos lugares etc. Claro que cada ser humano é diferente um do outro, mas, de maneira geral, aquela escolinha não era um ambiente assim tão plural quanto se prega por aí sobre a importância da escola na promoção da socialização. No entanto, nunca passou pela nossa cabeça (nem de ninguém) um dia alguém nos denunciar ao conselho tutelar por não estar promovendo a socialização dos nossos filhos, deixando-os num ambiente pouco plural…

De lá pra cá, nossos conceitos sobre o papel dos pais na educação mudaram bastante. Além disso, tomamos mais consciência do baixíssimo nível em que se chegou a educação brasileira. E, assim, como começaram muitas famílias homeschoolers, estamos estudando sobre educação e educação domiciliar.

Dia desses, durante as férias escolares, enquanto observava meus filhos interagindo entre si, refletia sobre a socialização, que gera tanta preocupação nas pessoas e autoridades. Se a escola é tão imprescindível para as crianças se socializarem, como que fica esse quesito durante as férias? E durante os fins de semana e feriados? Então me dei conta de que, como são 200 dias letivos por ano, logo, restam-se ainda 165 dias em que as crianças não vão à escola. Elas ficam sem se socializar nesses períodos em que estão longe do ambiente escolar? Elas se tornam “Tarzans”? 

Se considerarmos como real o a ideia de que a criança aprende a se socializar na escola, quanto tempo ela tem disponível para isto? Então resolvi colocar na ponta do lápis. Com algumas simples “regrinhas de três”, cheguei ao resultado de 11,41% do seu tempo ao longo de um ano, se caso não faltar nenhum dia de aula, ou 8,6%, tomando-se por base a frequência mínima exigida. Os outros 91,4% do seu tempo, ela faz o quê além de dormir? Ela não se socializa? Qual tem mais impacto no aprendizado de convivência humana, necessariamente, o tempo em que a criança passa na escola (8,6%) ou o que ela passa fora dela (91,4%)? Agora convido você a refletir se é somente na escola que a criança aprende a conviver em sociedade.

Muitas pessoas acreditam que, sem o ambiente escolar, a criança se tornará incapaz de conviver com outros seres humanos saudavelmente. Se a escola é tão imprescindível a esse ponto, talvez as férias não devessem existir ou serem drasticamente reduzidas para não comprometer a boa convivência da criança em sociedade. No entanto, sabe-se que “onde houver pessoas reunidas, haverá interação e socialização” (Clark, 2016).

 

Obrigada pela participação Graciellle!!

Se você quiser ler algo mais sobre socialização, poderá encontrar os seguintes artigos:

“HOMESCHOOLING? Você vai alienar seu filho!”

“HOMESCHOOLING? Você é irresponsável!”

“E a socialização?”

0-4 Anos, 5-10 Anos, Homeschooling, Materiais, Vídeos

Latim para Crianças: o material

Olá pessoal!

No post anterior eu trouxe uma dica bem legal de material para o trabalho da língua latina com as crianças. Hoje resolvi colocar aqui para vocês um vídeo para mostrar o que vem dentro desse material. Perdoem a cinegrafista amadora. Mas mãe homeschooler é assim mesmo: filmagem é quando as crianças foram dormir, quase de madrugada e se o cachorro não colaborar é o que temos…rsrsr. Para aqueles que se interessarem o link para a compra do material é https://go.hotmart.com/Y11596912W

Segue o vídeo!

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Um super abraço e bons estudos!

Cibele